quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O BHAGAVAD GITA ( simplificado)


Porque te preocupas sem motivo?
O que te faz temer sem razão?
Quem te pode matar?
A alma não nasce nem morre.

O que acontece,
Acontece para o teu bem;
O que sucede
Também sucede para o teu bem
O que vai acontecer
Também sucederá para teu bem.

Não lamentes o passado.
Não te preocupes com o futuro.
O presente sempre está a acontecer.

Que perca te faz chorar?
O que trouxeste contigo?
O que pensas que perdeste?

Que foi que produziste
 Que pensas que foi destruído?

Não deste nada
Tu não trouxeste nada contigo,
Aquilo que possuis recebeste-o aqui.

Aquilo de que te apropriaste, é pertença de Deus.
Aquilo que tiveres dado, só a Ele o deves
Tu chegaste de mãos vazias,
E regressarás de mãos vazias

Aquilo que hoje possuis
Pertenceu a outro ontem,
Pertencerá a outro diferente amanhã.
Erradamente tomaste tua
Essa ideia de posse.

É isso a falsa felicidade,
A causa das tuas penas.

A mudança é a lei do Universo
Aquilo que consideras como morte,
É na realidade a Vida.

Em qualquer momento podes
Ser milionário e
No momento seguinte
Cair na pobreza

Os teus, os meus, os grandes e os pequenos
Que apaguem essas ideias da mente.

Então tudo lhes pertencerá e todos serão donos.
Esse corpo não te pertence,
Nem esse corpo é teu.

O corpo é formado por fogo, água, terra e
Éter, e voltará a estes elementos.
A alma permanecerá – por isso,
Quem és tu de verdade?

Dedica o teu ser a Deus,
Ele é o único em quem podes confiar
Aqueles que conhecem esta verdade estão para sempre
Livres de temor, preocupação e dor.

Tudo aquilo que fizeres,
Dedica-o como oferenda a Deus
Assim experimentarás
Alegria, Liberdade e Vida para sempre.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ESTAREI CONVOSCO ATÉ AO FINAL DOS DIAS...

Esta história é contada por Óscar Uzcategui, presidente da AGEAC, que conviveu de perto com Mestre Samael - Aqui a deixamos reproduzida, de memória, logo, com alguma ausência  de detalhes de que nos penitenciamos.
Um dia, falando com o Mestre pelo telefone, ia-lhe dando os detalhes das conferencias que tinha marcado e inteirando-o dos pormenores respeitantes à situação.
No final e quando se despediam, Óscar quis combinar a hora e o local do encontro em Hermosilho - na altura esta cidade já era bastante populosa.
O Mestre respondeu-lhe de forma enfática:
-“Encontramo-nos ás 13 horas”.
- Combinado Mestre, mas onde? Ao que o Mestre respondeu
-Não te preocupes com o local porque eu encontro-te…
- Mestre peço-lhe que leve em consideração que Hermosilho é uma cidade grande, logo, sem combinarmos um local vai ser difícil que nos encontremos – respondeu Óscar preocupado.
- Não te preocupes porque encontrar-te é um problema meu.
Terminado o telefonema a apreensão do amigo do Mestre adensou-se.
No dia seguinte e com alguma antecedência saiu de casa sem saber onde se dirigir. Um pouco como que atordoado foi deambulando pelas ruas da urbe ao acaso e sem destino. Um pouco antes da hora marcada, cansado e incomodado resolveu sentar-se numa esplanada que se lhe deparou. Sentou-se, mandou vir um refresco e ali ficou pensativo.
Quando chegou a hora viu chegar um automóvel. O carro estacionou e dele viu sair Mestre Samael, que sorridente lhe lançou:
Então, encontrei-te ou não te encontrei?
Óscar termina a história recordando o que o Mestre, sempre disse::Estarei convosco até ao final dos dias… acrescentando: “Samael Aun Weor não era homem de duas palavras".

O vídeo abaixo – cuja origem desconhecemos e faz parte do nosso modestíssimo arquivo – termina com essas palavras.
JFM - Lisboa/Portugal

domingo, 29 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O PODER DA ORAÇÃO

Menga Shan avançava triunfante nos seus estudos, mas nem tudo na vida são rosas; também há espinhos. No mês de Julho, durante o quinto ano de Chindin (1264), infelizmente contraiu disenteria em Chunking. Com a morte nos lábios, decidiu fazer testamento e distribuir os seus bens terrenos. Feito isso incorporou-se lentamente, queimou incenso e sentou-se num lugar elevado. Ali, orou aos Três Bem Aventurados e aos Deuses Santos, arrependendo-se das más acções que cometera na vida.
Convencido e certo do seu fim fez aos inefáveis um ultimo pedido: “Desejo que mediante o poder do Prajna e de um estado mental controlado, eu reencarne num lugar favorável, onde me possa fazer monge desde tenra idade. Se por qualquer eventualidade me restabelecer desta enfermidade, renunciarei ao mundo e tomarei hábitos para levar a Luz a outros jovens budistas”.
Depois de formular tais votos submergiu em profundo silêncio, entoando mentalmente o mantra WU [UUUU UUUU]. A enfermidade atormentava-o, os intestinos torturavam-no espantosamente, porém ele resolveu não lhes dar atenção.
Meng Shan esqueceu-se completamente do seu corpo e as suas pálpebras fecharam-se firmemente, como se estivesse morto. Contam as tradições chinesas que quando Meng Shan entrou em meditação, só o verbo – o mantra Wu – ressoava na sua mente; depois, depois não soube nada de si mesmo…
E a enfermidade? Que se passou com ela? O que aconteceu?
É evidente que toda a afecção, doença, dor tem por base determinadas formas mentais. Se conseguirmos o esquecimento radical, absoluto de qualquer padecimento, o cimento intelectual dissolve-se e a indisposição orgânica desaparece.
Quando Meng Shan se levantou do seu lugar no começo da noite, sentiu com infinita alegria que estava quase curado. Voltou a sentar-se e continuou submerso em profunda meditação até á meia-noite, quando a sua cura se completou. No mês de Agosto, Meng Shan foi a Chiang Ning e cheio de fé ingressou no sacerdócio. Permaneceu um ano naquele mosteiro e depois iniciou uma viagem durante a qual ele mesmo cozinhava os seus alimentos, lavava as suas roupas e cuidava das suas necessidades, Compreendeu, então, na íntegra, que a tarefa da meditação deve ser tenaz, resistente, forte, firme e constante, sem nunca se cansar.
(Texto lido e adaptado do Curso de Iniciação à Gnose da Fundasaw)

JFM - Lisboa- Portugal

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ESPELHOS

Sem nos alongarmos muito em comentários, aqui deixamos para reflexão, dois textos que de autores diferentes  quase que arriscamos a dizer que poderiam ser lidos em conjunto, isto é , como complemento do outro, sem que deixassem de fazer sentido no seu todo. Propositadamente indicamos o ano em que foram escritos. Sem mais palavras.

"Observar e observar-se a si mesmo são duas coisas completamente diferentes. No entanto ambas exigem atenção. Na “observação”, a atenção é orientada para fora, para o mundo exterior, através da janela dos sentidos.
Na auto-observação, a atenção é orientada para dentro. Para tanto, os sentidos de percepção externa não servem, motivo esse para que seja difícil para o neófito a observação dos seus processos psicológicos íntimos…/
Encontram-nos, pois, diante de dois mundos: o exterior e o interior. O primeiro é percebido pelos sentidos de percepção externa; o segundo só pode ser percebido pelos sentidos da percepção interna. - in Psicologia Revolucionária" -Samael Aun Weor - 1975

"...A identificação com a mente cria um filtro opaco de conceitos, rótulos, imagens, criticas, e definições que bloqueiam qualquer relacionamento verdadeiro. Coloca-se entre si e o seu Eu, entre si e o seu semelhante, entre si e a Natureza, entre si e Deus. É esse filtro de pensamento que cria a ilusão de separação, a ilusão de que existe você e um “outro” totalmente separado. Então você esquece-se do facto essencial de que, por baixo do nível das aparências físicas e das formas separadas, você é uno com tudo o que é. Quando digo que você se esquece, quero dizer que deixa de sentir essa mesma unicidade como uma realidade evidente por si mesma. Poderá acreditar que talvez ela seja verdadeira mas deixa de saber que ela é verdadeira. Uma crença poderá ser reconfortante. Contudo, é unicamente através da própria experiência que ela se torna libertadora".  in O Poder do Agora - Eckhart Toll - 1999


JFM - Lisboa - Portugal

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CICLICAMENTE AS RELIGIÕES RENOVAM-SE

Os Semideuses, Titãs, Deusas, Sílfides, Ciclopes, Mensageiros, etc foram rebaptizados como Anjos, Arcanjos, Serafins, Potestades, Virtudes, Tronos etc..
O Averno romano foi renomeado para Inferno; o Olimpo morada dos Deuses, tornou-se o Céu.
Os sacerdotes do paganismo, como Áugures, Magos, Druidas, Hierofantes e Sacrificadores, deram lugar aos Curas, Clérigos, Pastores, Prelados, Papas, Ungidos, Minoristas, Teólogos,Freis etc; e as Sibilas, Magas. Vestais, Druidessas, Papisas, Diaconisas, Pitonisas etc, transformaram-se em Noviças, Postulantes, Sorores, Abadessas, Canonisas, Preladas, Superioras, reverendas, Irmãs ou Monjas.
Ciclicamente as religiões renovam-se: os seus princípios seguem, as formas mudam.
Samael Aun Weor - Mensagem de Natal de 1961

Quando meditarmos nestas palavras com espírito objectivo e ausência de preconceitos ou objectos mentais, podemos encarar esta realidade como algo que nos pode pacificar e não, como aconteceu ao longo dos séculos, dividir a humanidade e fazer que por causa de apego a ideias obtidas através de (falsas) convicções se tenha destruído e causado tanta dor e sofrimento inquietude e divisão entre esta pobre humanidade. Podemos com clareza afirmar que a não aceitação dos outros com as suas diferenças, individualidade, formas de ser etc., provocou no século XX mais de cem milhões de mortos!
Quando se criam objectos mentais relativos a uma religião, logo surgem princípios e uma série de conceitos. O pior é que todo o ser humano se apega a esses princípios e renega imediatamente tudo o que lhe é alheio ou não entende. Este á o pasto propicio a todo o desentendimento humano. Manifesta-se até na mais simples discussão de tráfego ou, no que é trágico, numa guerra organizada. Pensemos como começaram as duas guerras mundiais, a guerra do Vietname ou mais recentemente a guerra do Iraque.
Como podemos acabar com esta forma de pensar?
O esforço pela mudança colectiva tem milhares de anos de insucesso. O homem colectivo falhou. Fracassou. No entanto se tal persiste, apenas se deve a que com o passar dos tempos perdeu a sua individualidade. Melhor, entendeu-a mal. Na ausência de soluções alternativas que passem por uma revolução INDIVIDUAL, o homem continuará a procurar hoje aqui amanhã ali, algo que não vislumbra em local que não conhece, não sente nem pode perceber. Tudo que lhe alimente o ego. Tudo o que o impeça de se unir ao seu Real Ser.
Quando nos unimos com o Pai Interno chega uma calma silenciosa, imensa e pacificadora do ser humano. Alguém disse que o silêncio é o que existe de mais parecido com Deus.
O que a Gnose propõe é que cada um encontre em si e por si, esse seu Caminho, decida a escolha e faça a opção (ou não) de o percorrer. Proposta simples. No entanto, sabemos que a coisa mais difícil do mundo é a simplicidade.
Aqui estaremos tal como outros já estiveram apesar das perseguições, calunias e falsidades daqueles que nos perseguiram, torturaram e mandaram para a fogueira. Não desistimos. O poeta Rumi disse num dos seus belos poemas: “ Quando eu morrer voarei com os Anjos. Quando me morrerem os anjos, naquilo que eu me vou transformar tu não podes imaginar. Porque aquilo em que eu me vou transformar não pode ser imaginado”.
Sempre assim foi, é e será.

JFM - Lisboa - Portugal

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SOBRE O MEDO

No filme “V” de Vingança, a personagem Evey Hammond, quando encarcerada nas mais duras condições se dispõe a morrer sem denunciar, subitamente, o seu suposto carcereiro diz-lhe:
- Então já não tem medo.
-Está completamente livre.
Nos diálogos seguintes o espectador percebe que a estratégia seguida foi, apesar de dolorosa e difícil, bastante simples: O medo perde-se perdendo-o
O medo condiciona-nos a vida, mesmo quando preferimos chamar-lhe prudência.
O que podemos dizer da nossa conversa interna. Os medos sobre o futuro sempre têm uma qualquer estrutura/objecto mental "E se...?" E se eu estou errado? E se as pessoas rirem de mim? O que acontece se eu me antecipar os outros? E se eu não fizer um acabamento perfeito? E se eu falhar? E se eu não posso? E se eu não sei?... E se (não) estou enganado? Que se riem de mim? E se o momento não é oportuno? E se vai pensar mal de mim? E se vou deitar tudo a perder? Etc., etc,… até do próprio êxito há quem tenha e se encha de medo.

Um dia Mestre Samael Aun Weor, recebeu o seu amigo Júlio Medina Viscaino, deitado num estrado suspenso por dois bancos de madeira. Dormia quando o visitante chegou.
-Que faz nessa tábua Mestre?
Ele respondeu:
-Um jejum forçado
O que é um jejum forçado?
- Um jejum forçado é quando não há nada para comer.
-Mestre eu tenho aqui com que comer.
Tirou uma quantia do bolso e entrego-a. De pronto a sua esposa saiu ao mercado e providenciou a refeição. Depois de comerem Júlio voltaria a carga:
- Mestre, o senhor não se preocupa com o dia de amanhã?
- E com o que queres tu que me preocupe?
- Com aquilo que fará com que amanhã volte a comer.
Impávido o Mestre inquiriu:
- Diz-me uma coisa, quantos filhos tens?
-Quatro filhos.
-Bem, os teus filhos alguma vez se preocuparam com o que vão comer no dia seguinte?
Respondeu-lhe o amigo que não, nunca se preocupavam porque sabiam que tinham pai e que se preocupava com eles. Ao que o Mestre rematou:
- Exactamente o mesmo acontece comigo, eu tenho um Pai e confio nele, Ele saberá o que me dar de comer e disso comerão a minha mulher e os meus filhos.

JFM/LISBOA