quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ENSINAMENTO ÍNDIO

«Nós, os índios, conhecemos o SILÊNCIO. Não o tememos. De facto, para nós, ele é mais poderoso que as palavras.
Os nossos antepassados foram educados nas atitudes do silêncio, e transmitiram-nos esse conhecimento. Observa, escuta, e depois actua, diziam-nos. Essa é a forma de viver.
Observa os animais para ver como cuidam das suas crias. Observa os mais velhos para ver como se comportam. Observa ao homem branco para ver o que quer. Observa sempre primeiro, com coração e mente quietos, e então aprenderás. Quando tiveres observado o suficiente, então poderás actuar.
Convosco passa-se o contrário. Vocês aprendem falando. Premeiam as crianças que mais falam na escola. Nas vossas festas todos tratam de falar ao mesmo tempo. No trabalho estão sempre em reuniões nas quais todos se interrompem a todos, e todos falam cinco, dez ou cem vezes. E chamam a isso “resolver um problema “. Quando estão numa sala e há silêncio, ficam nervosos.
Têm que encher o espaço com sons. Portanto falam compulsivamente, inclusive antes de saber o que vão dizer.
O homem branco gosta de discutir. Nem sequer permite que o interlocutor termine uma frase. Interrompem sempre. Para os índios isso é muito desrespeitoso e muito estúpido. Se tu começas a falar, eu não vou interromper-te. Ouvirei. Talvez deixe de te escutar se não gosto do que estás a dizer. Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estiver de acordo, a menos que seja importante. Em caso contrário, simplesmente ficarei calado e afasto-me. Disseste-me o que eu necessitava saber. Não há mais nada a dizer. Mas isso não é suficiente para a maioria da gente branca.
Nós deveríamos pensar nas nossas palavras como se fossem sementes. Deveríamos planta-las, e depois permitir-lhes crescer em silêncio. Os nossos antepassados ensinaram-nos que a Terra sempre nos fala, mas que devemos guardar silêncio para que possamos escutá-la. Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes …”

(Extractos do livro. ” Neither Wolf  nor Dog.  On Forgotten Roads] with an Indian Elder” de  Kent Nerburn. New World Library, 1994)

JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PAI NOSSO COMO JESUS O CRISTO ENSINOU



          PAI NOSSO EM ARAMAICO

ABUNA DI BISHEMAYA
Pai nosso que estás no céu
ITQADDASH SHEMAK,
Santificado seja o teu nome
TETE MALKUTAK
Venha a nós o teu reino,
TIT'ABED RE'UTAK
Faça-se a tua vontade,
KEDI BI SHEMAYA KAN BA AR'A
Na terra como no céu
LAJMANA HAB LANA SEKOM YOM BEYOMA
Dá-nos hoje o pão nosso da cada dia
U SHEBOK LANA JOBEINA
Perdoa as nossas ofensas
KEDI AF ANAJNA SHEBAKNA LEJEIBINA
Assim como nós perdoamos a quem nos ofende
WEAL TA'ALNA LENISION,
Não nos deixes cair em tentação
ELA PESHINA MIN BISHA.
E livra-nos do mal.
Ámen






JFM - Lisboa - PORTUGAL

domingo, 3 de outubro de 2010

MEDITANDO - OM MANI PADME HUM

Procure um local calmo onde não possa ser incomodado.
Sente-se confortavelmente.
Feche os olhos e relaxe o corpo o mais que puder.
Oiça a musica que se segue: OM MANI PADME HUM
Procure manter a mente ausente…
O que vai ser difícil…Muito difícil mesmo. No entanto…
Concentre-se nos pensamentos que lhe vão aflorando à mente e observe-os.
Chegarão todo o tipo de pensamentos. Observe-os apenas. Não lute com eles. Deixe-os apenas entrar e, como ensinou Mestre Samael Aun Weor, mantenha-se vigilante a cada pensamento como “sentinela em tempo de guerra”: não os “perca de vista”.
Procure evitar os pensamentos do passado ou qualquer projecção do futuro.
Agora, que a mente está mais quieta concentrar-se na respiração: inspire e expire. Suavemente procure manter o foco no curtíssimo espaço de tempo entre cada inspiração/expiração e…
AGARRE O AGORA.
Paz Inverencial



                                                Musica de Aurio Corrá


JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ESTAREI CONVOSCO ATÉ AO FINAL DOS DIAS...2

Encontrava – me numa povoação algures na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Dirigira-me para ali com a ideia de cobrar de um bom amigo uma dívida que tinha para comigo, quando soube que o vicio da bebida tomara conta da sua vida. Falando francamente devo confessar que não tinha dinheiro para a comida do dia seguinte. Invoquei, então, o Venerável Mestre Samael Aun Weor, orando e pedindo-lhe ajuda. Decidi, apesar de saber da condição de quem me devia, rumar a Los Angeles. Passei duas amargas horas na espera que aparecesse alguém que me pudesse levar; o que por fim aconteceu. Entrei em casa do meu amigo, que não estava, e deparei com uma carta deixada em cima de uma mesa: nela estava uma missiva e um cheque de 272 dólares que me eram destinados. Regressei de imediato, comprei uns franguinhos que estavam deliciosos e paguei a conta do Hotel.
Dirigi-me, depois, com a família, a um apartamento que nos tinham dito que estava para alugar. Chegámos tarde, a dona informou-nos que já se tinha comprometido com outra pessoa. Desolado e ainda junto daquela porta que acabara de se fechar, voltei a invocar mentalmente o Mestre e pedi-lhe de novo auxilio. Quando terminei de o fazer, a porta abriu-se de novo, a dona da casa disse-me que havia mudado de opinião e que me dava a preferência do aluguer – e não voltou a mudar a opinião mesmo quando confrontada com o senhor com que se havia comprometido anteriormente.
Por isso a minha esposa sempre diz: O meu pai disse-me que não me abandonaria e eu estou segura de que ele sempre estará connosco.

Extracto de um texto, traduzido e adaptado, do livro “ 10 Anos da Minha Vida com o Mestre” de António Maldonado Mérida.

JFM - Lisboa - PORTUGAL

domingo, 26 de setembro de 2010

UM POUCO DE HUMOR

Na faculdade de Medicina, o professor dirige-se a um aluno e pergunta: “Quantos rins temos?”
“Quatro!”, responde o aluno.
“Quatro?”, repete o professor, arrogante, desses que sentem prazer em repisar os erros dos alunos.
“Traga um punhado de erva, que temos um burro na sala”, ordena o professor ao auxiliar.
“E para mim um cafezinho!”, replicou o aluno para o funcionário.
O professor exasperou-se e expulsou-o da sala.
O aluno era o humorista Aparício Torelly, conhecido como o Barão de Itararé (1895-1971)
Ao sair da sala, ainda teve a audácia de corrigir o furioso professor:
“O senhor perguntou-me quantos rins "temos".
‘Temos" quatro: dois meus e dois seus. Porque "temos" é uma expressão usada para o plural. Que tenha um bom proveito e desfrute da erva”.
A vida exige muito mais compreensão que conhecimento. Às vezes, as pessoas, por terem mais um pouco de conhecimento ou "crer" que o têm, julgam-se com direito de subestimar os demais...

JFM _ Lisboa - PORTUGAL

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PERMANECER CENTRADO


Nos tempos de Buda, na Índia, mandava o costume que á mulher mais formosa da cidade não lhe fosse permitido casar-se  com ninguém, porque isso criaria ciúmes, conflitos e mesmo disputas violentas. Por isso a mulher mas bela tinha que converter-se em “nagarvadhu”; a esposa de toda a cidade.
Não era algo desonroso; ao invés, eram muito respeitadas. Não eram prostitutas ordinárias, eram apenas visitadas pelos reis, os príncipes e generais: a camada mais elevado da sociedade.
Amparali era muito formosa. Um dia estava de pé no seu terraço e viu a um monge budista. Nunca se tinha enamorado de ninguém mas, de repente, enamorou-se dele : um homem jovem com uma grande presença, consciência, graça. Aproximou-se dele fitou-o nos olhos e disse:
-Dentro de três dias vai começar a estação das chuvas... Os monges budistas não se movimentam durante os quatro meses que dura a época das chuvas. Convido-te a ficar em minha casa durante estes quatro meses - disse Amparali.
-Tenho que perguntar ao meu Mestre. Se ele o permitir, virei - respondeu o jovem monge
O monge veio a Buda, tocou os pés  e contou-lhe a história:
-…pediu que ficasse quatro meses em sua casa. Respondi-lhe que tinha que pedir permissão ao meu Mestre e é o que venho fazer..
Buda fitou-o nos olhos e disse:
- Podes lá ficar.
Foi uma grande surpresa. Em mil monges... Havia um grande silêncio, mas muito enfado e muitos ciúmes. Quando o monge se mudou, começou um grande falatório:
-Toda a cidade está admirada. Só se fala de uma coisa; que um monge budista está em casa de Amparali.
-Guardem silêncio -disse Buda -confio no meu monge. Quando o olhei aos olhos não vi neles sinais de lascívia ou cobiça. Se lhe tivesse dito que não, ele não nunca iria sentir tais sentimentos em absoluto. Disse-lhe que sim. e ele foi. Confio na sua consciência e meditação. Porque andam tão agitados e preocupados?
Quatro meses depois o monge voltou, tocou os pés de Buda, e atrás dele vinha Amparali vestida como uma monja budista.
Tocou os pés de Buda e disse:
-Tentei minhas melhores artes para seduzir a teu monge, mas foi ele quem me seduziu a mim. Convenceu-me com sua presença e com sua consciência que a verdadeira vida é a que se acha aos teus pés.
E Buda disse à assembleia:
- E vós, estão agora satisfeitos ou não?
Se a meditação é profunda, se a consciência é clara, nada a pode alterar.
E Amparali transformou-se numa das mulheres iluminadas entre os discípulos de Buda.

(Conto de autor desconhecido)
JFM- Lisboa -PORTUGAL

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AS VOZES MILENARES DOS GNÓSTICOS

Efectivamente, o livro sagrado dos Gnósticos ,“Pistis-Sophia”, é o mais completo dos textos Gnósticos coptas descobertos no Alto o Egipto na segunda metade do século XVIII.
Este extraordinário documento, que, da mesma forma que a maioria dos “apócrifos” do Novo Testamento, (tão válidos como os amplamente reconhecidos), foi silenciado durante longo tempo, inclui a totalidade dos segredos da Gnosis Alexandrina, em que se reencontram os conceitos de Platão, de Filão, do Zend Avesta, da Kabala, dos Mistérios de Eleusis, de Samotracia e do Orfismo.

Autêntica soma teológica e cosmológica, esta Gnosis pre-cristã constitui em si  mesma, a base das antigas religiões de Oriente. Este fresco gigantesco reproduz o combate implacável dos Filhos da Luz com os das Trevas, do Bem e do Mal, do Espírito e a Matéria, na totalidade dos mundos.
Segundo Clemente de Alexandria, a Gnose é uma Ciência Divina, revelada aos homens para lhes levar a luz sobre todas as coisas e capacita-los para chegar  a Deus.
Através do relato dos Avatares de Sophía, e o 13º Eon  do Universo, chegamos  a compreender as razões da vinda de Cristo ao nosso planeta, e todas as revelações do pensamento Gnóstico acerca das condições e da natureza do Conhecimento Salvador.
Ali se lê como Jesus passou ainda doze anos, depois que sua ressurreição, sobre a Terra e a sua relação com seus discípulos, para terminar de lhes comunicar a  Ciência Perfeita, a Verdadeira Gnosis, com o fim de  os instruir  nos Mistérios.
A narração mostra os discípulos e as mulheres santas fazendo perguntas a Jesus, que assim dita um curso completo sobre a Gnose.
Com uma antiguidade de 18 séculos, este livro oferece-nos os mais elevados graus do pensamento gnóstico sobre a génese do Universo e a condição do homem na criação. Com o mesmo título deste artigo, publicou a UNESCO um escrito, que ressalta também a importância que possuem os papiros Gnósticos de Nag Hammadi, para a revalorização da cultura Ocidental.
Eis aqui alguns desses fragmentos com mais de 1700 anos de antiguidade:

“Quem não queira compreender porque veio, não compreenderá como irá“...

Diálogo do Salvador.

...“Digam então, com o vosso coração, que são o perfeito dia e que em vós mora a Luz que não se apaga”..
Evangelho da Verdade.

“Quando chegarem a conhecer-se a si mesmos, então serão Sábios, e se darão conta que são os Filhos do Pai Vivente”.
“Jesus disse: «Levantem a pedra, e me encontrarão ali»”
”Quando façam do Dois, Um, e quando façam do masculino e do feminino Um e o mesmo, então entrarão no Reino...
Evangelho de Tomás.

“O amor não tira nada. E como poderia tirar-se algo, quando tudo é seu? Ele não diz: Isto não é meu ou aquilo é meu, mas simplesmente: É teu»”
“A Redenção está na câmara nupcial”...
Evangelho de Filipe

(Traduzido de um texto espanhol de autor desconhecido)

JFM -Lisboa/PORTUGAL