quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O SIMBOLISMO DO NATAL

“Hoje vamos falar sobre o simbolismo do Natal. É claro que este é um evento maravilhoso, sobre o qual urge meditar profundamente... O Sol, a cada ano, realiza uma viagem elíptica que começa no dia 25 de Dezembro e então regressa outra vez ao Pólo Sul, até a região da Antártica; exatamente por isto vale a pena refletirmos em seu significado profundo.
Nesta época começa o frio aqui no norte, devido exatamente ao fato de que o Sol vai se afastando para as regiões austrais, e, no dia 24 de Dezembro, terá atingido o ponto máximo de sua viagem na direção sul. Se o Sol não avançasse rumo ao norte do dia 25 de Dezembro em diante, morreríamos de frio. A Terra inteira se converteria em um bloco de gelo e realmente pereceriam todas as criaturas, tudo o que tem vida. Assim, vale a pena refletir sobre o acontecimento do Natal. O Cristo-Sol deve avançar para dar-nos vida e, no equinócio da Primavera, se crucifica na Terra; então amadurecem a uva e o trigo. É precisamente na Primavera que o Senhor deve passar por sua vida, paixão e morte, para depois ressuscitar; a Semana Santa é na Primavera (no Hemisfério Norte).
O Sol físico nada mais é que um símbolo do Sol Espiritual, do Cristo-Sol. Quando os antigos adoravam o Sol, quando lhe rendiam culto, não se referiam exatamente ao Sol físico; rendiam culto ao Sol Espiritual, ao Sol da Meia-Noite, ao Cristo-Sol. Inquestionavelmente, é o Cristo-Sol quem deve guiar-nos nos Mundos Superiores de Consciência Cósmica. Todo místico que aprende a funcionar fora do corpo físico à vontade é guiado pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo Cósmico.
É necessário aprender a conhecer os movimentos simbólicos do Sol da Meia-Noite; é ele quem guia sempre o Iniciado, quem nos orienta, ele é quem nos indica o que devemos e não devemos fazer. Estou falando no sentido esotérico mais profundo, levando em conta que todo Iniciado sabe sair do corpo físico à vontade, que isto de não saber sair à vontade é próprio de principiantes, gente que ainda está dando os primeiros passos nesses estudos. Se alguém está na Senda, tem que saber guiar-se pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo-Sol, aprender a conhecer seus sinais, seus movimentos. Se o vemos, por exemplo, desaparecer no ocaso, o que é que isto nos indica? Simplesmente que algo deve morrer em nós. Se o vemos surgir do Oriente, o que é que isto nos diz? Que alguma coisa deve nascer em nós”.

In Simbolismo do Natal- VM Samel Aun Weor

JFM _ Lisboa - Portugal

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SALMO DE DAVID

 Salmo de David:
1.Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu Santo Monte?
2.O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
3.O que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
4.O que, a seus olhos, tem por desprezível o réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
5.O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.

JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

JUNG E A ESPIRITUALIDADE


Deixamos um pequeno depoimento de Leonado Boff, teólogo brasileiro em que nos fala sobre Carl Jung, dissidente da tradicional psicologia freudiana, que sempre o tentou desacreditar apelidando-o de bruxo. 



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

DIDÁTICA DA DISSOLUÇÃO DO EU



 


A melhor didática para a dissolução do eu está na vida prática intensamente vivida.
A convivência é um espelho maravilhoso onde se pode contemplar o eu de corpo inteiro.
No relacionamento com os nossos semelhantes, os defeitos escondidos no fundo do subconsciente afloram espontaneamente, saltam para fora. O subconsciente atraiçoa-nos e, se estamos em estado de alerta percepção, eles são vistos tal como são.
A maior alegria de um gnóstico é celebrar a descoberta de um dos seus defeitos.
Defeito descoberto, defeito morto. Quando descobrimos algum defeito, precisamos vê-lo em cena, como quem vê um filme, porém sem o julgar nem condenar.
Não é suficiente compreender intelectualmente o defeito descoberto. Torna-se necessário submergir em profunda meditação interior para apanhar o defeito nos outros níveis da mente.
A mente tem muitos níveis e profundidades. Enquanto não tivermos compreendido um defeito em todos os níveis mentais, nada teremos feito e ele continuará a sua existência como um demónio tentador no fundo do nosso próprio subconsciente.
Quando um defeito é compreendido integralmente em todos os níveis da mente, ele desintegra-se… ao se desintegrar-se reduz a poeira cósmica o eu que o caracteriza.
Assim é como vamos morrendo de instante em instante. Assim é como vamos estabelecendo dentro de nós um centro de consciência permanente, um centro de gravidade permanente.
Dentro de todo ser humano que não se ache no último estado de degeneração, existe o budata, o princípio búdhico interior, o material psíquico ou matéria-prima para se fabricar aquilo a que se chama alma.
O Eu Pluralizado gasta torpemente esse material psíquico em absurdas explosões atómicas de inveja, ódio, cobiça, ciúmes, fornicações, apegos, vaidades etc.
Conforme o Eu Pluralizado vai morrendo de instante em instante, o material psíquico vai se acumulando dentro de nós e se convertendo num centro permanente de consciência.
Assim é como nos vamos individualizando pouco a pouco. Sem egos, individualizamo-nos. Esclareça-se, porém, que a individualidade não é tudo. Com o acontecimento de Belém, devemos passar para a sobre-individualidade.
O trabalho de dissolução do eu é algo muito sério. Precisamos de nos estudar profundamente a nós mesmos em todos os níveis da mente. O eu é um livro de muitos volumes.
Precisamos estudar a nossa dialética: emoções, ações, pensamentos, de instante em instante, sem justificar nem condenar. Precisamos compreender integralmente a todos e a cada um de nossos defeitos em todas as profundidades da mente.
O Eu Pluralizado é o subconsciente. Quando o dissolvemos, o subconsciente converte-se em consciente.
Precisamos converter o subconsciente em consciente e isto só é possível com a aniquilação do eu.
Quando o consciente passa a ocupar o lugar do subconsciente, adquirimos isso que se chama consciência contínua.
Quem goza de consciência contínua vive consciente a todo instante, não só no mundo físico como também nos mundos superiores.
A humanidade atual é subconsciente em 97%. Por isso, dorme profundamente, não apenas no mundo físico, mas também nos mundos supra-sensíveis durante o sono do corpo físico e depois da morte.
A morte do eu é necessária. Necessitamos morrer de instante em instante, aqui e agora, não somente no mundo físico, mas em todos os planos da mente cósmica.
Devemos ser impiedosos com nós mesmos e fazer a dissecação do eu com o tremendo bisturi da autocrítica.

Extrato do Livro “ A Revolução da Dialética” de VM Samael Aun Weor


JFM Lisboa - Portugal

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A IGREJA GNÓSTICA - Arnold Krumm-Heller

Primo intelligere,
Deinde credere
"Em primeiro lugar, compreender
Depois acreditar"

São estas as primeiras palavras que se podem ler no Livro "A Igreja Gnóstica", escrito por Arnold Krumm Heller que hoje aqui trazemos. De nada nos vale a fé que não se percebe ou entende. Fé morta como a costumamos chamar...

Esta obra é para os gnósticos de uma primordial importancia porque contem em si os principais ensinamentos que VM Samael Aun Weor haveria em toda a sua obra de desvendar.

Deixamos o Livro, traduzido em português, que pode ser baixado gratuitamente AQUI


JFM _ Lisboa - Portugal

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CONHECIMENTOS, EPISÓDIOS E HISTÓRIA DA GNOSE NA ERA DE AQUÁRIO

Estava o Mestre há pouco tempo em Santa Marta, quando o Dr. Romero lhe falou na minha pessoa, interessando-se ele vivamente em me conhecer e tal motivou que antes de decorrido um mês já havíamos estabelecido uma relação. Eu convidei-o então para se mudar para Ciénaga com a sua família e ele aceitou. No final do mês de Setembro viajou, instalando-se, no início, num pequeno hotel da Praça da Estação, o Hotel Sevilla, que era conhecido por milhares de viajantes que vinham em negócios. Ali ficou o Mestre apenas uma semana, porque como apareceu de entre os estudantes o meu compadre Arango, este levou-o para sua casa que ficava um pouco mais a sul na mesma Praça. Dali foi-se mudando para outros bairros, para evitar as perseguições dos esbirros da saúde pública, uma vez que ele vivia da medicina das plantas e de unguentos.
Chegou a viver nas praias do Sul, fora da cidade, evitando mais perseguições encetadas contra si por não ter diploma de médico, onde era visitado pelos estudantes, o que despertava a curiosidade dos vizinhos que algum tempo decorrido o denunciavam aos médicos da saúde publica.
Um dia fiz-lhe uma visita à hora do almoço. Quando entrei na porta do pátio, chamou-me à atenção um cãozito que dormia perto dum fogão, feito com três simples pedras, entre as quais punha lenha para cozinhar. A minha comadre Arnolda lavava roupa e os filhos pequenos brincavam no chão. Entrei na salinha da casa e encontrei o Mestre, a dormir deitado numas tábuas suspensas por dois bancos de madeira. O quadro era desolador. Dirige-me a ele e perguntei-lhe:
- "Que faz nessa tábua Mestre?"
Ele respondeu:
- "Um jejum forçado".
Retorqui:
- "O que é um jejum forçado?". E ele disse-me então:
- "Um jejum forçado é quando não há nada para comer".
Lembrando-me, então, que também o cãozinho dormia junto ao fogão, disse lhe:
- "Mestre, mas eu tenho aqui com o que comer"- tirei $3.00 e entreguei-lhos.
Ele chamou a esposa sacerdotisa, entregou-lhe o dinheiro dizendo:
- "Negra, já há com que comer".
Ela saiu para o mercado que não era muito longe e pouco depois regressou com os alimentos para cozinhar. Fez uma sopa de lebranche, típica da região, e o Mestre convidou-me a participar daquele banquete tão bom e gostoso que estava ao paladar.
Vieram-me então à mente muitas conjecturas de tipo: "Porque é que este homem, que tanto sabe, tem que viver tão pobremente? Se eu não tivesse chegado, haveria comida para esta família?", e perguntei-lhe:
- "Mestre, o senhor não se preocupa com o dia de amanhã?" Ele respondeu:
" E com o que queres tu que me preocupe?" Disse-lhe:
- "Com aquilo que fará para que amanhã possa voltar a comer."
Ele impávido, respondeu:
- "Diz-me uma coisa, quantos filhos tens?"
- "Quatro filhos"- respondi-lhe. E ele:
- "Bem, os teus filhos alguma vez se preocuparam com o que vão comer no dia seguinte?".
Respondi-lhe que não e ele retorquiu:
- "Porquê?"
Respondi-lhe que os meus filhos não se preocupavam porque sabiam que tinham pai e que ele se preocupava com eles. E ele respondeu então:
- "Exactamente o mesmo acontece comigo, eu tenho o meu Pai e confio nele, ele saberá o que me dar de comer e disso comerão a minha mulher e os meus filhos".


Extrato do Livro: “Conhecimentos, Episódios e História da Gnose na Era de Aquário” –VM Garga Kuichines que pode fazer download gratuitamente AQUI

JFM - Lisboa - Portugal


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A SUSPEITA

Um homem perdeu o seu machado e suspeitou do filho do seu vizinho. Achou então que a forma de andar do rapaz era exatamente como a de um ladrão. Deteve-se depois na  expressão concluindo que era a de um ladrão. Tomou em conta que a sua forma de falar era igual à de um ladrão. Enfim, todos os seus gestos, acções e atitudes o denunciavam culpado de furto.
Mas mais tarde, encontrou o seu machado num vale. E depois, quando voltou a ver ao filho do seu vizinho, todos os gestos e ações do rapaz lhe pareciam muito diferentes das de um ladrão.

Conto chinês

JFM
Lisboa - Portugal