quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AUTO OBSERVAR-SE

 Assistir e observar-se a si mesmo, são duas coisas completamente diferentes, mas ambas exigem atenção.

Ao observar, a atenção é dirigida para fora, em direção ao mundo exterior através da janela dos sentidos.

A auto-observação de si mesmo é orientada para dentro e faz com que os sentidos de percepção externa deixem de funcionar, o que constituem dificuldades suficientes para o neófito observar no seu interior os processos psicológicos.

O ponto de partida da ciência oficial, no seu lado prático, é observável. O ponto de partida da obra em si, é auto-observação, o auto-observável.

Inquestionavelmente, estes dois pontos de partida, acima mencionados, levam-nos a direções completamente diferentes.

É possível envelhecer continuando agarrado aos dogmas intransigentes da ciência oficial, estudando fenómenos externos das células, observando átomos, moléculas, sóis, estrelas, cometas, etc., sem experimentar dentro de si nenhuma mudança radical.

O tipo de conhecimento que transforma alguém internamente nunca poderia ser feito fora da observação.

O conhecimento verdadeiro que pode realmente causar-nos uma mudança fundamental interior é baseado na auto-observação direta .

É urgente dizer aos nossos alunos gnósticos que se devem observar a si mesmos, em que sentido se devem auto-observar e quais as razões para isso. A observação é uma forma de modificar as condições mecânicas do mundo. A auto-observação é uma maneira de mudar intimamente.

Como consequência ou corolário de tudo isto, pode e deve-se afirmar enfaticamente que existem dois tipos de conhecimento: o externo e o interno, e que a menos que nós próprios tenhamos um centro magnético capaz de distinguir a qualidade desses conhecimentos a mistura dos dois planos ou ordens pode levar-nos à confusão.

Sublimes doutrina pseudo esotéricas com marcado cunho cientifico de fundo, pertencem ao campo do observável, no entanto são aceites por muitos aspirantes como conhecimento interno.


Estamos, portanto, diante de dois mundos: o exterior e o interior. O primeiro é percebido pelos sentidos de percepção externa, o último só pode ser percebido através dos sentidos interiores da auto-observação.

Pensamentos, ideias, emoções, desejos, esperanças, desilusões, etc. internas, são invisíveis aos sentidos ordinários comuns, e no entanto eles são tão reais para nós como a mesa de jantar e as cadeiras da sala.

Certamente, vivemos mais no mundo interior do que o lado de fora, isso é irrefutável, indiscutível.

No nosso "mundo interior", no nosso "mundo secreto", o amamos, desejamos, suspeitamos, abençoamos, maldizemos, sofremos, alegramo-nos, dececionamo-nos e assim por diante

Inquestionavelmente, os dois mundos, interno e externo, são verificáveis experimentalmente. O mundo exterior é observável. O mundo interior é a auto-observação sobre si mesmo e dentro de si, aqui e agora.

Quem realmente quiser saber do "mundo interior" do planeta Terra, do sistema solar ou galáxia em que vivemos, deve saber primeiramente do seu mundo privado, da sua vida interior e particularmente do seu próprio "mundo interno". "Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses."

Quanto mais se explorar este "mundo interior" denominado “eu mesmo” melhor se compreenderá que vivemos simultaneamente em dois mundos, duas realidades, dois âmbitos: o exterior e o interior.

Assim como um é indispensável aprender a andar no "mundo exterior" para não cair de um penhasco, para não se perder nas ruas da cidade, selecionar os seus amigos, para não se associar ao mal, não comer veneno etc., também é através do trabalho psicológico sobre si mesmo, aprendemos a andar no "mundo interior", que pode ser pesquisado por auto-observação.

Na verdade, o sentido da auto-observação de nós mesmos está atrofiado, na raça humana nos tempos de escuridão decadente em que vivemos.

É na perseverança da auto-observação de si mesmo, que o sentido de auto-observação íntima se irá desenvolver progressivamente.

Só então nos conheceremos plena e verdadeiramente. Só então descobrimos os motivos secretos das nossas ações. Só assim saberemos a diferença daquilo a que se tem chamado “ESSENCIA, EGO E PERSONALIDADE”

VM Samael Aun Weor

JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

P X - CULTO ANTIQUISSIMO

O Adorável KRISTUS DEOS (Cristo) deriva dos antiquíssimos cultos aos Deus do Fogo. As Letras “P” (pira) e “X” (cruz) são os hieróglifos indicadores do modo de se produzir o Fogo Sagrado.
Cristo era adorado nas escolas de mistérios de Mitras, Apolo, Afrodite, Júpiter, Janus, Vesta, Bacu, Astarte, Demeter, Quetzalcoatl, etc.
Não está ausente em nenhuma religião o princípio crístico. Todas as religiões são uma só. A religião é inerente à vida como a humidade à água. A Grande Religião Cósmica Universal, foi mudando milhares de vezes a sua forma. Todos os oficiantes se identificam totalmente uns com os outros nos fundamentais princípios da Grande Religião Cósmica Universal.
Não existem diferenças básicas entre o mullah maometano e o rabi judeu, ou entre o padre católico e o pagão legítimo. A religião é Una absolutamente única e universal. As cerimónias do sacerdote xintoísta do Japão ou dos lamas mongóis, são semelhantes aos das buxas e feiticeiros de África ou Oceânia. Quando uma forma religiosa degenera, desaparece e no seu lugar a Vida Universal há-de criar uma nova forma.
O autentico cristianismo gnóstico primitivo deriva do paganismo. Antes do paganismo já se venerava em todos os cultos o Cristo Cósmico. No Egipto, Cristo era Osíris, e quem o encarnava era um osirificado. Em todos os tempos houve Mestres que assimilaram o Principio Cristico Universal Infinito: Hermes Trismegistos, no Egipto, Qutzalcoatl no México e na sagrada Índia foi Krishna. Na Terra Santa, o Grande Gnóstico Jesus, educado em terras egípcias foi a quem coube a tarefa de assimilar o princípio Universal do Cristo, tendo por tal merecido ser rebatizado com a seidade do Fogo e da Cruz: KHRISTUS.
O nazareno, Jesus-Iesus-Zeus é o homem moderno que encarna plenamente o Principio Crístico Universal. Antes d’Ele, porém, muitos Mestres encarnaram esse Principio Crístico do Fogo. O Rabi da Galileia é um Deus porque encarnou inteiramente o Cristo Cósmico Hermes, Qutzalcoatl, Krishna são também Deuses porque encarnaram o Cristo Cósmico
In Matrimónio Perfeito Capitulo 33 – VM Samaele Aun Weor

Da conferencia intitulada “ Essência Budista e a Gnose Cristã” - 5º Evangelho, extraímos o seguinte:
Enquanto Cristo, muda o paradigma. Jesus de Nazareth, O Grande Kabir, o Grande Iniciado Gnóstico, um dos mais exaltados membros da Ordem dos Essénios, que vivera muitos séculos atrás nas margens do Mar Morto, trás consigo a DOUTRINA DO CRISTO INTIMO.
O Erro do homem moderno consiste em acreditar que Cristo, Jeshua Bem Pandirá (este era o seu nome na sua terra) era apenas um grande Mestre.
Cristo é uma força Cósmica, o Segundo Logos – UNIDADE MULTILPA PERFEITA, uma força eléctrica, uma força como a gravitação universal; uma força como a da água, do ar do fogo, etc. É uma Força. Essa força expressa-se através de qualquer homem ( o mesmo é dizer mulher, porque têm o mesmo direito) que estiverem devidamente preparados e isso é tudo.
Se Cristo se expressou e continua a expressar-se através do Grande Kabir Jesus, não é menos verdade que se expressou através de Nosso Senhor Quetzalcoatl ( vale bem a pena ler  a  vida, paixão, morte e ressurreição do bendito Quetzalcoatl). Se é certo que resplandeceu em Quetzalcoatl, não é menos certo que brilhou um dia através do rosto de Moisés, no Monte Nebo, não é menos verdade que se expressou na Índia com o nome de Krishna, porque o Cristo Cósmico onde quer que haja um Homem, que esteja preparado, aí se expressará. O Cristo não é um indivíduo, não é uma pessoa, não é um Eu. Cristo é uma força Cósmica que está latente em todo o átomo do Universo, é o FOGO UNIVERSAL DA VIDA ( é preciso entender isto) é o FOGO.
VM Samel Aun Weor.

Mostramos agora os paralelismos existentes entre as diversas figuras que no tempo e no espaço correspondem às diferentes formas religiosas. Servirá para uma reflexão que bem nos poderá levar a compreender que nada somos nem nada sabemos. Adiantou-se no tempo Platão quando disse: “Só sei que nada sei” – que por motivos de exatidão dizemos que tal frase foi atribuída a Sócrates.

JESUS – Nasceu a 25 de Dezembro de uma virgem e numa manjedoura. Curou enfermos e realizou milagres como o da ressuscitação de Lázaro e transformou a água em vinho. (Recordemos que o pão e o vinho são os elementos da transubstanciação). Foi crucificado e ressuscitou ao terceiro dia para subir ao céu. Chamaram-no de Messias, Salvador, Redentor e assim por diante.

BUDHA – Nasceu da Virgem Maya em 25 de Dezembro, tendo sido anunciado por uma estrela a homens sábios, que lhe levaram presentes caros. Andou sobre as águas. Alimentou cerca de 500 pessoas com uma pequena cesta de bolos. Incitou os seus seguidores à pobreza e a renunciar ao submundo. Foi sepultado tendo depois uma força sobrenatural aberto seu tumulo. Ressuscitou e subiu aos céus. Chamaram-no de Bom Pastor, Carpinteiro, Alfa e Ómega, Sem Pecado, Mestre, Luz do Mundo, Redentor e assim por diante.

ATTIS – (mitologia grega). Nascido da Virgem NANA em 25 de Dezembro, Possuidor de dupla divindade: Pai e Divino Filho. Foi crucificado numa árvore para salvação da humanidade. Foi sepultado, mas ao terceiro dia os sacerdotes encontraram o túmulo vazio. Ressuscitou dos mortos (25 de Março). Batizou os seus discípulos com o seu sangue e de tal forma foram lavados os seus pecados, que eles disseram: “ter nascido de novo”. Comeram o pão sagrado, o corpo do Salvador. Comemoravam e celebravam a sua morte e ressurreição na Primavera, mostrando como havia sido morto e pendurado numa árvore. Chamaram-no de Bom Pastor, Unigénito Filho de Deus, Redentor, Alfa e Ómega e assim por diante.

DIONISIO - (Grécia). Nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro num presépio, realizou muitos milagres. Fez uma procissão triunfal montado num burro. Transformou água em vinho. Deu alimento sagrado aos seus seguidores que o receberam como o corpo de Deus. Ressuscitou dos mortos (25 de Março). É identificado pelos símbolos do carneiro e do cordeiro. Chamaram-no de Rei dos Reis, Unigénito de Deus, Redentor, Alfa e Ómega e assim por diante.

KRISHNA – (Índia). O seu nascimento foi anunciado por uma estrela. Era filho da Virgem Devaki e a cova onde nasceu foi milagrosamente iluminada por uma estrela. As vacas adoraram-no. O Rei Kansa perseguiu o Cristo Indu, tendo mandado assassinar todos os varões nascidos nessa noite. Viajou muito fazendo muitos milagres: ressuscitou mortos, curou leprosos, surdos e cegos. A sua crucificação é representada por uma cruz com os braços estendidos perfurada por uma flecha. Quando morreu, desceu ao Inferno mas, definitivamente ao terceiro dia subiu ao céu. Krishna é a segunda encarnação da Trindade indu.

MITRA – (Pérsia). Nasceu a 25 de Dezembro numa caverna, filho de uma virgem. Desceu do céu como homem para salvar a humanidade dos seus pecados. Viajou com doze discípulos de que se tornou Mestre Iluminador. Foi enterrado e ressuscitou dos mortos. A Sagrada Refeição era composta por pão e água, água e vinho do corpo simbólico do Touro sagrado (Deus). Os festivais mitríacos eram celebrados um no Solstício de Inverno e o outro no Equinócio da Primavera, que simbolizavam a morte e ressurreição. Chamavam-no de Salvador, Filho de Deus, Redentor, Cordeiro de Deus e assim por diante.

OSIRIS-HORUS – Egipto. Nascido em 25 de Dezembro da Virgem ISIS-MERI num presépio. Osíris foi assassinado e ressuscitou como imortal do ventre de sua Mãe com o nome de
Horus. Foi anunciado por uma estrela e assistiram ao seu nascimento três homens sábios (Reis Magos). O seu pai terreno chamava-se “Seb” que traduzido significa “José”. Aos doze anos ensinava no Templo e aos trinta foi batizado no Rio Larutana (Rio Jordão). Anup o Batista, haveria de ser decapitado. (Anupe é a tradução de João). Foi atraiçoado por Tifón e crucificado entre ladrões em 17 de Abril. Sepultado numa tumba, ao terceiro dia ressuscitou. Os seus discípulos celebravam a sua morte no Solstício de Inverno. Chamavam-no de Caminho da Verdade e da Luz, O Messias, Deus Convertido em Homem, Filho do Senhor, Verbo Feito Carne, Verdade da Palavra e assim por diante

Com toda a segurança e se fossemos esquadrinhar bibliotecas, enciclopédias e outros escritos, haveríamos de encontrar mais dados comuns e similares às figuras representativas das diversas religiões.
É por isso que quando lemos que a Gnose é um princípio religioso e não uma religião, achamos válida tal afirmação ao entender nas diversas representações do CRISTO e em cada uma delas, estão todas as formas religiosas dispersas pelo planeta Terra

Tradução e adaptação livres de um original de Jesus Saiz Garcia.

JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


Que todos os seres sejam felizes, ditosos e vivam em Paz

FELIZ ANO NOVO
Paz Inverencial

JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ainda que o Cristo nasça mil vezes em Belém, de nada serve se não nascer também no nosso coração.

VM Samael Aun Weor

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O DINHEIRO


O DINHEIRO.
Porque o dinheiro assumiu tão imensa importância em nossa vida?
Dependemos, acaso, exclusivamente dele para nossa própria felicidade psicológica? Todos os seres humanos necessitamos de pão, abrigo e refúgio, disto se sabe. Porém, sendo isto tão natural e simples até para as aves do céu, por que assumiu tão tremenda e espantosa importância e significado? O dinheiro assumiu tal valor exagerado e desproporcionado porque psicologicamente dependemos dele para nosso bem-estar. O dinheiro alimenta nossa vaidade pessoal, nos dá prestígio social, brinda-nos os meios para lograr o poder. O dinheiro tem sido usado pela mente para fins e propósitos totalmente diferentes dos que tem em si mesmo, entre os quais está satisfazer nossas necessidades físicas imediatas. O dinheiro está sendo utilizado com propósitos psicológicos; essa é a causa pela qual ele assumiu uma importância exagerada e desproporcionada.
Necessitamos de dinheiro para termos pão, abrigo e refúgio; isto é óbvio.
Porém quando o dinheiro se converte em uma necessidade psicológica, quando o utilizamos com propósitos diferentes dos que tem em si mesmo, quando dependemos dele para conseguirmos fama, prestígio, posição social, etc., o dinheiro assume, então, diante da mente uma importância exagerada e desproporcionada e, daqui, se origina a luta e o conflito para possuí-lo.
É lógico que temos necessidade de conseguir dinheiro para satisfazermos nossas necessidades físicas, para termos pão, abrigo e refúgio, porém se dependemos, exclusivamente, do dinheiro para nossa própria felicidade e satisfação pessoal, somos, então, os seres mais desgraçados da Terra. Quando compreendemos profundamente que o dinheiro só tem por objetivo nos proporcionar pão, abrigo e refúgio, então, lhe impomos espontaneamente uma limitação inteligente. O resultado disto é que o dinheiro já não assume, diante de nós, essa importância tão exagerada que tem quando se converte em uma necessidade psicológica.
O dinheiro, em si mesmo, não é bom nem mau, tudo depende do uso que façamos dele. Se o utilizamos para o bem, é bom; se o utilizamos para o mal, é mau.
Necessitamos compreender a fundo a verdadeira natureza da sensação e da satisfação. A mente que quiser chegar a compreender a verdade, deve estar livre destas travas.
Se quisermos de verdade libertar o pensamento da sensação de satisfação, temos que começar por aquelas sensações que são mais familiares para nós e estabelecer aí o fundamento adequado para a compreensão. As sensações têm seu lugar adequado e quando as compreendemos profundamente em todos os níveis da mente, não assumem a estúpida deformação que têm agora. Muitas pessoas pensam que se toda ordem de coisas marchasse de acordo com o partido político ao qual pertencem e pelo qual lutam sempre, teríamos um mundo feliz, cheio de abundância, paz e perfeição. Esse é um conceito falso, porque realmente nada disso pode existir se antes não temos compreendido individualmente o verdadeiro significado das coisas.
O ser humano é demasiado pobre internamente e, por isso, necessita do dinheiro e das coisas para sua sensação e satisfação pessoal. Quando alguém é pobre internamente, busca externamente dinheiro e coisas para completar-se e buscar satisfação. É por isso que o dinheiro e coisas materiais assumiram um valor desproporcionado e o ser humano está disposto a roubar, a explorar e mentir a cada instante. A isso se deve a luta entre o capital e o trabalho, entre patrões e operários, entre exploradores e explorados, etc.
São inúteis todas as mudanças políticas sem havermos compreendido antes nossa pobreza interior. Podem mudar-se, uma e outra vez, os sistemas económicos, pode alterar-se, vez por outra, o sistema social, porém se não temos compreendido profundamente a natureza íntima de nossa pobreza interior, o individuo criará sempre novos meios e caminhos para obter satisfação pessoal à custa da paz dos outros.
Urge compreender profundamente a natureza intima deste “mim mesmo”,se é que realmente queremos ser ricos internamente. Quem é rico internamente, é incapaz de explorar o próximo, é incapaz de roubar e de mentir. Quem é rico internamente está livre das travas da sensação e satisfação pessoal. Quem é rico internamente, encontrou a felicidade.
Necessitamos de dinheiro, é certo, porém é necessário compreendermos profundamente nossa justa relação com o mesmo. Nem o asceta, nem avarento cobiçoso compreenderam jamais qual é nossa justa relação com o dinheiro. Não é renunciando ao dinheiro nem cobiçando-o, que podemos chegar a entender nossa justa relação com este. Necessitamos de compreensão para nos dar conta inteligentemente de nossas próprias necessidades materiais, sem dependermos desproporcionalmente do dinheiro.
Quando compreendemos nossa justa relação com o dinheiro, termina, de fato, a dor do desprendimento e do sofrimento espantoso que produz a competição. Devemos aprender a diferenciar entre nossas necessidades físicas imediatas e a dependência psicológica das coisas. A dependência psicológica das coisas cria a exploração e a escravidão.
Necessitamos de dinheiro para satisfazer nossas necessidades físicas imediatas, porém desgraçadamente, a necessidade se transforma em cobiça. O eu psicológico, percebendo sua própria vacuidade e miséria, costuma dar ao dinheiro e às coisas um valor distinto do que têm, um valor exagerado e absurdo. Assim é como o eu quer enriquecer-se externamente já que internamente é pobre e miserável. O eu quer fazer sentir-se, deslumbrar o próximo com as coisas e o dinheiro.
Alegamos sempre a necessidade para justificar a cobiça. Esta última é a causa secreta do ódio e das brutalidades do mundo, as quais costumam, muitas vezes, assumir aspectos legais. A cobiça é a causa da guerra e de todas as misérias deste mundo. Se quisermos acabar com a cobiça do mundo, devemos compreender profundamente que esse mundo está dentro de nós mesmos. Nós somos o mundo. A cobiça dos demais indivíduos está dentro de nós mesmos.
Realmente, todos os indivíduos vivem dentro de nossa própria consciência. A cobiça do mundo está dentro do indivíduo e, só acabando com a cobiça que levamos interiormente, terminará a cobiça no Mundo. Somente compreendendo o complexo processo da cobiça em todos os níveis da mente, podemos chegar a experimentar a grande Realidade.
PRÁTICA
1º - Deite-se de costas, em forma de estrela, abrindo as pernas e os braços para a direita e para a esquerda.
2º - Concentre-se agora em suas próprias necessidades físicas imediatas.
3º - Medite, reflita em cada uma dessas necessidades.
4º - Adormeça tentando descobrir, por si mesmo, onde termina a necessidade e onde começa a cobiça.
5º - Se sua prática de concentração e meditação interna for correta, descobrirá, em visão interna, quais são suas necessidades legítimas e qual a cobiça.
Lembre-se de que, compreendendo profundamente a necessidade e a cobiça, poderá estabelecer bases verdadeiras para o processo correto do pensar.

in “Introdução à Gnose- Lição Nº 5” VM Samael Aun Weor


JFM - Lisboa - PORTUGAL


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O SIMBOLISMO DO NATAL

“Hoje vamos falar sobre o simbolismo do Natal. É claro que este é um evento maravilhoso, sobre o qual urge meditar profundamente... O Sol, a cada ano, realiza uma viagem elíptica que começa no dia 25 de Dezembro e então regressa outra vez ao Pólo Sul, até a região da Antártica; exatamente por isto vale a pena refletirmos em seu significado profundo.
Nesta época começa o frio aqui no norte, devido exatamente ao fato de que o Sol vai se afastando para as regiões austrais, e, no dia 24 de Dezembro, terá atingido o ponto máximo de sua viagem na direção sul. Se o Sol não avançasse rumo ao norte do dia 25 de Dezembro em diante, morreríamos de frio. A Terra inteira se converteria em um bloco de gelo e realmente pereceriam todas as criaturas, tudo o que tem vida. Assim, vale a pena refletir sobre o acontecimento do Natal. O Cristo-Sol deve avançar para dar-nos vida e, no equinócio da Primavera, se crucifica na Terra; então amadurecem a uva e o trigo. É precisamente na Primavera que o Senhor deve passar por sua vida, paixão e morte, para depois ressuscitar; a Semana Santa é na Primavera (no Hemisfério Norte).
O Sol físico nada mais é que um símbolo do Sol Espiritual, do Cristo-Sol. Quando os antigos adoravam o Sol, quando lhe rendiam culto, não se referiam exatamente ao Sol físico; rendiam culto ao Sol Espiritual, ao Sol da Meia-Noite, ao Cristo-Sol. Inquestionavelmente, é o Cristo-Sol quem deve guiar-nos nos Mundos Superiores de Consciência Cósmica. Todo místico que aprende a funcionar fora do corpo físico à vontade é guiado pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo Cósmico.
É necessário aprender a conhecer os movimentos simbólicos do Sol da Meia-Noite; é ele quem guia sempre o Iniciado, quem nos orienta, ele é quem nos indica o que devemos e não devemos fazer. Estou falando no sentido esotérico mais profundo, levando em conta que todo Iniciado sabe sair do corpo físico à vontade, que isto de não saber sair à vontade é próprio de principiantes, gente que ainda está dando os primeiros passos nesses estudos. Se alguém está na Senda, tem que saber guiar-se pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo-Sol, aprender a conhecer seus sinais, seus movimentos. Se o vemos, por exemplo, desaparecer no ocaso, o que é que isto nos indica? Simplesmente que algo deve morrer em nós. Se o vemos surgir do Oriente, o que é que isto nos diz? Que alguma coisa deve nascer em nós”.

In Simbolismo do Natal- VM Samel Aun Weor

JFM _ Lisboa - Portugal

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SALMO DE DAVID

 Salmo de David:
1.Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu Santo Monte?
2.O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
3.O que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
4.O que, a seus olhos, tem por desprezível o réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
5.O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.

JFM - Lisboa - Portugal