quinta-feira, 5 de abril de 2012

JUDAS ISCARIOTES

"Judas não foi um traidor que vendeu Jesus por umas moedas. Era sim um discípulo privilegiado encarregue da missão difícil e de o sacrificar, segundo está escrito num documento denominado o “Evangelho de Judas”, cuja autenticidade não é hoje posta em causa. Trata-se de um papiro de 26 páginas que foi encontrado no Egipto em 1978 e que andou perdido nos circuitos de antiquários durante muito tempo por se desconhecer o seu valor histórico. 
A organização “National Geographic” (Ver AQUI este documentário) deu a conhecer os resultados da sua restauração e tradução. Através de análises do carbono 14, da tinta, do estilo de escrita e do conteúdo chegaram à conclusão que se trata de um texto escrito por volta do ano 300. O códice contém a única cópia do “ Evangelho de Judas ” , numa tradução copta do original em grego. 
Por isso, Terry Garcia, vice-presidente executivo de National Geographic qualificou-o, numa conferência de imprensa, como um dos três textos antigos mais importantes descobertos no último século, de que faz parte o conjunto de manuscritos conhecidos como do ”Mar Morto” ou “Nag Hammadi” (Egipto). 
Conhecia-se já a existência do “ Evangelho de Judas ” através de uma referência feita pelo bispo Irineo de Lyon, no ano 180 no seu tratado “ Contra a Heresia ”. Mas até agora ninguém sabia a que ele se referia no tal “tratado”. 
Agora, esta mensagem modifica totalmente a figura de Judas Iscariote, que havia sido sempre apresentada, como o protótipo da traição e mentira, na cristandade. O livro começa assim: “O relato secreto da revelação que Jesus fez em conversas com Judas Iscariote uma semana antes da celebração da Páscoa”. Nele se descreve Judas como “o único discípulo que conhece a identidade verdadeira de Jesus ” - segundo George Wurst, professor da Universidade de Augsburg, em Alemanha. Não o traiu, “ fazendo apenas o que Jesus lhe pediu ”, afirmou Craig Evans, professor de Novo Testamento no “Acadia Divinity College”, no Canadá. Jesus diz a Judas no livro: “ Tu superarás todos eles. Tu sacrificarás o corpo do homem que me recobre ”. 
O texto enquadra-se na tradição dos cristãos gnósticos, que enfatizavam a importância do conhecimento: gnosis, em grego. Não se trata do conceito atual de conhecimento, mas de um conhecimento espiritual, do divino dentro do ser humano, que permite à essência da pessoa escapar da prisão do corpo e elevar-se no espaço celestial. Por isso, Judas, ao entregar a Jesus à morte, facilita sua saída do corpo e a libertação da divindade que trazia dentro de si, segundo explicou Wurst. Não é a primeira vez que se lançou a hipótese de que Judas atuou por indicação de seu Mestre ao “vende-lo” com um beijo, como mostra o filme “ A Ultima Tentação de Cristo ” . No entanto, trata-se do primeiro documento antigo que defende uma outra visão. É plausível o que diz? Evans recorda que em duas ocasiões, segundo o Novo Testamento, Jesus pediu coisas em privado a dois dos seus discípulos. E o que se pergunta é se a sua entrega às autoridades judias, por parte de Judas, não seria um terceiro. "É possível que o Evangelho de Judas fosse preservado na memória e que os outros discípulos não o soubessem ”, disse. Elaine Pagels, professora da Universidade de Princeton (EU). Destaca que os quatro Evangelhos aceites pelo Canon cristão relatam os atos públicos de Jesus, mas não as conversas privadas. No entanto, também não é provável que se passe a ler o Evangelho de Judas, nos púlpitos, na Semana Santa. 
O padre Donald Senior, presidente da União Católica de Teología de EU, disse que este texto não tem origem em nenhuma tradição histórica. No seu depoimento, usa as personagens dos livros canónicos, e acrescenta que “são a expressão de uma teologia específica ”. 
Na expressão gnóstica, a concepção do corpo humano e a sua criação, são muito diferentes da dos Evangelhos aceites pela Igreja Católica. 
Quem o escreveu é outro mistério. Em nenhum lugar se diz que fosse Judas, mas isso não deveria fazer duvidar da sua veracidade, uma vez que a autoria dos Evangelhos do Novo Testamento não está igualmente de nenhuma forma assegurada. “A maioria dos textos são escritos em nome de alguém mais famoso ” , como um discípulo de Jesus, segundo Marvin Meyer, professor da Universidade Chapman, em Califórnia. E há poucos tão famosos como Judas.” 

Acrescentamos nós. 
Já há muito que o Mestre Samael Aun Weor afirmara de forma enfática, nas suas conferências e muito antes da descoberta dos manuscritos de Nag Hammandi, que Judas era um Mestre Ascenso que tinha desempenhado um papel de grande sacrifício no Sagrado Drama que o Grande Kabir Jesus o Cristo, veio representar a este mundo. Os documentos só vieram corroborar as afirmações do Mestre. 
Mais. Já em 1953, 25 anos (!) antes da descoberta egípcia, um escritor, Armando Cosani, desvenda no seu livro “O Voo da Serpente Emplumada” o Mistério de Judas. Mensagem muito clara que vem confirmar não só os documentos encontrados no Egipto, como a autenticidade das palavras sábias do VM Samael. 
Nada em Gnose se esconde, nada se inventa, se nega ou se mistifica. Tudo está aberto a quem queira ter ouvidos para ouvir e olhos para ver. Por isso AQUI deixamos o endereço onde aquele livro pode ser baixado ou lido de forma gratuita. 
Paz Inverencial 

BOA PÁSCOA


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quinta-feira, 29 de março de 2012

O MEDO

O que caracteriza os animais é o medo: a cada momento temem que um predador os coma. Só os humanos, que desenvolvem a CONSCIÊNCIA podem alcançar a liberdade de viver sem medo e aceitar morrer. Não temem perder a vida. Mas esta sociedade desumana e industrializada, precisa que os cidadãos vivam agoniados, semi-drogados, infantilizados. Manipulados pelo medo, compram, consomem, obedecem, enchem o seu vazio espiritual com jogos néscios, que facilmente os escraviza.
 Não há que confiar na imprensa nem em nenhum meio de comunicação, ESTÃO TODOS MANIPULADOS PELOS GRANDES E GULOSOS CAPITALISTAS. O dinheiro actual é só simbólico, não representa uma matéria preciosa: é o produto da especulações em que se baseiam os mercados, os mercados vampiros que subsistem enquanto os humanos-animais não perderem a confiança no poder político constituído por atores marionetas…
 Tudo está contaminado pelo medo. Primeiro que nada o medo do espaço: foi-nos dado um universo infinito em contínua expansão e formataram-nos de maneira a parecer-nos natural viver nuns poucos metros quadrados; as cidades são cárceres com calaboiços estreitos. Ensina-nos o medo do tempo: exalta-se a juventude, odeia-se à velhice, prega-se um meloso “aqui e agora” fazendo-nos esquecer que a realização da raça humana está no futuro, e que as tentativas do Universo são os de criar uma consciência imortal. Medo à pobreza: submergem-nos numa luta encarniçada contra os outros para ter mais riqueza, fazendo com que não nos dêmos conta que a riqueza é fruto de nosso trabalho comum, pertence-nos por igual a todos. Vendam-nos os olhos para que não protestemos porque uns “ricos” acumulam os benefícios de inúmeros “pobres”. E o pior dos medos, o medo de nós mesmos. Interiorizar profundamente o nosso espírito, atravessar a trevas do inconsciente, para encontrar nosso centro luminoso, livre, produz terror porque nos torna diferentes de todos os submissos.
Educam-se as crianças para que sejam “como toda a gente”, fazendo-os agredir e isolar a seus colegas “diferentes”. Enfim, tenho a sensação de estar a dizer tudo o que nós todos sabemos. Não convém à imprensa publicar notícias positivas, porque diminuem a angústia e as pessoas deixam de comprar suas folhas hipocritamente manipuladas. Não há um “sistema” ideal. Há seres humanos que têm o dever de começar a alertar para este falso mundo, lutando para vencer o medo animal que nos injectam diariamente.



JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 22 de março de 2012

A VIDA PRIVADA


Com pena profunda, temos podido verificar que dentro dos Lumisiais do Movimento Gnóstico, alguns irmãozinhos, PRESUMINDO-SE “SANTOS”, não vêm algum inconveniente em intervir na vida privada das pessoas.
NINGUÉM LHES DEU, a tais irmãos, o DIREITO DE JULGAR ninguém, e no entanto, eles metem-se onde não se devem meter, julgam a vida alheia, põem leis a seu bel-prazer, querem que os outros vivam de acordo com os seus caprichos pessoais e passeiam-se muito tranquilos com um verdadeiro ar de “sublime”, apesar das suas vítimas sofrerem o indescritível.
Eu aconselho a esses irmãozinhos que acostumam a interferir na vida íntima de outra pessoa, que se estudem meu livro “EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL”.
Neste mundo é muito difícil encontrar Santos, meus queridos irmãos; todos os seres humanos têm os mesmos defeitos, parecemos talhados com as mesmas tesouras, e os que não têm um defeito numa determinada direcção tem-no em outra.
As Sagradas Escrituras dizem:  
“Não julgueis para que não sejais julgados.
Porque com o julgamento com que julgueis, sereis julgados, e com a medida com que medis ser-vos-á medido”.
“E por que olhas o argueiro que está no olho de teu irmão, e não cuidas de ver a trave que está no teu próprio olho?”
” Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
“Hipócrita! tira primeiro a trave de teu próprio olho e então verás bem para tirar o argueiro do olho de teu irmão”
. (Mateus. 7: 1-5)
É VERGONHOSO que dentro dos muito respeitáveis e muito veneráveis Lumisiais do Movimento Gnóstico, se formem confusões de saias, que se recuse a uma irmã desligar-se de um irmão, que se condene a vida íntima de outros, que se humilhe ou insulte os que almejam a Luz.
A ninguém foi dada autoridade, no Movimento Gnóstico, para julgar os outros, e ninguém foi nomeado juiz de seus irmãos.
O Templo, o Lumisial, é uma coisa e a vida privada outra; COMPARECE-SE NO
TEMPLO PARA ORAR, ESTUDAR, MEDITAR, E NÃO PARA JULGAR, e não para se ser posto em evidência pública ou lhe critiquem a sua vida privada.
Ninguém tem o direito de se meter na vida privada, toda a pessoa merece que ser respeitada, que se lhe dê o seu lugar, cada qual é a cada qual e tem direito a viver sua vida íntima como melhor lhe parecer.
Neste mundo NINGUÉM TEM AUTORIDADE PARA JULGAR A NINGUÉM, porque enquanto seres humanos, somos, realmente, mais ou menos diabos.
Resulta verdadeiramente absurdo que dentro dos mesmos Lumisiais Gnósticos, se formem alvoroços e escândalos por questões de saias, por questões negócios, porque fulano deixou a fulana e se foi com beltrana, porque a mulher do vizinho disse, porque alguém disse que outro disse, etc., etc., etc.
Há que RESPEITAR o TEMPLO, o LUMISIAL: é necessário saber guardar compostura no lugar sagrado, EVITAR a todo a custa COMENTÁRIOS SOBRE A VIDA ALHEIA, e abster em absoluto de emitir conceitos sobre a vida íntima de outros irmãos. DÁ – ME PENA, profundamente, que dentro dos Lumisiais Gnósticos se julgue a vida privada de outras pessoas.
Paz Inverencial!
Samael Ainda Weor.

(Publicado na Revista Abraxas, em Março de 1967)


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quinta-feira, 15 de março de 2012

TARA "AQUELA QUE AJUDA A ATRAVESSAR"



Tara é um nome sânscrito cuja raiz Tri significa no causativo "fazer atravessar", "fazer atingir a outra orla", tanto em sentido próprio como figurado, daí o sentido geral de "salvar, socorrer, libertar". O nome tibetano correspondente é Dreulma ou Drolma; tem o mesmo sentido que Tara, já que o verbo de que deriva significa "salvar, fazer atravessar". Tara é portanto: "aquela que faz atravessar (o oceano das existência)" ou também "aquela que faz atingir (a outra orla em que cessam os estados condicionados da existência)"Princípio feminino de libertação, perfeição da sabedoria, mãe dos budas, protectora do Tibet, Tara é a maior dama-yidam do panteão tibetano.
Segundo a lenda, o bodhisatva de Tara teria nascido sob os auspícios da princesa "Lua de Sabedoria", que decidiu tornar-se monja. Os monges aconselharam-na a orar para obter um renascimento mais propício num corpo masculino. Ela respondeu-lhes que na realidade última, já não existe homem nem mulher bem como não existem o "eu" e o "meu", e fez voto de continuar manifestando-se num corpo de mulher para ajudar todos os seres, até que o oceano da existência Samsárica seque. Há também quem diga que nasceu de uma lágrima vertida por Chenreri (ou Avalokiteshvara), o buda da compaixão, do qual ela é uma emanação. Tara acorre em socorro de todos aqueles que a invocam na adversidade, ou, como o diz o sábio índio Chandragomi no século VII, "Aya Tara, responde instantaneamente a todas as orações desinteressadas. Os desejos egoístas correm o risco de tomar algo mais que tempo..."As duas formas mais conhecidas de Tara são a verde e a branca, bem como 21 manifestações que são objecto de uma bela prece.
A Tara verde protege dos medos, dos perigos e dos inimigos, que ela domina pacificamente. A Tara branca é invocada com frequência para obter cura e longevidade. Arquétipo do princípio feminino. Tara pode ser aceite, enquanto buda feminino, graças ao aparecimento do tantrismo. O seu culto desenvolveu-se no Tibet no século XI, debaixo da influência de Atisha, o fundador do a ordem Kadam, precursor dos Gelugpas. Mas já no século VIII, Guru Padmasambhava, pai do budismo tibetano, disse que "é necessário um corpo humano para atingir a iluminação: homem ou mulher, não existe diferença mas, para quem está decidido a despertar para o desenvolvimento espiritual, um corpo de mulher é mais favorável".
Para se trabalhar com Tara existe um poderoso mantra (muito poderoso e recitado em qualquer contemplação ou cura budista que com ele trabalha):
...OM TARE TUTTARE TURE SOHA...

(a musica que acima se reproduz é o mantra. Cantado pelo grupo “Musica Del Alma” – musica e produção de Quique Calabrese-Gravado no Estúdio IODI - gentileza da Terragnosis)

JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 8 de março de 2012

O DUALISMO DA MENTE


Quando começamos o estudo da Gnose, entramos como que num estado de busca tenaz em que sem divagações, procuramos encontra-la. Esse estado demonstra-nos que se não divagarmos, isso nos ajuda a encontrar o que buscamos. Depois, continuando esses estudos, caímos no grave erro de divagar sobre com o corpo da doutrina. Uns querendo corroborar se a Gnose é verdadeira ou falsa, outros empreendem uma luta de morte para saber se podem despertar eliminando o ego, sem cuidar que tal não se consegue com aspectos, justificações ou considerandos da falsa personalidade.
Outros ainda, procuram perigos questionando se a Castidade Cientifica, é boa ou má, muitas vezes como justificação para a sede incontrolável dos apelos da libido. Há ainda os ocupados em divagações tagarelas sobre a questão da sucessão patriarcal e dos sucessores que o Mestre Samael Aun Weor terá ou não deixado.
Todos estes detalhes e ainda outros, estão enquadrados no dualismo da mente que, quando condicionada, fazem de nós escravos condenados a morrer na mais negra ignorância.
O Venerável Mestre disse claramente: “ A LIVRE ACÇÃO DO DUALISMO MENTAL PRODUZ O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA”. Embora possa parecer contraditória não o é, já que uma coisa é uma mente condicionada e outra bem diferente resulta a Livre Acção.
Nesta frase está contida a nossa Libertação total e o Caminho para o despertar da consciência. Que mais precisamos para despertar? Estamos adormecidos! É esta a lógica da doutrina, a lógica da Gnose numa oitava superior....
No entanto há quem persista em jogos eloquentes de dualismo mental em que prevalecem tenazmente, para evitar que posamos dar o salto em frente a que o Mestre chamou “o pulo do gato”: aquilo que nos transforma em combatentes revolucionários gnósticos perante a ciência.
Do que precisamos para amar, deixar de odiar, superar algo que nos apoquenta e nos perturba, etc., etc? Simples: Deixar de o fazer o que vimos fazendo e mudando de direcção para não voltar ao que é estéril e está incrustado! Não olhes para o passado e sobretudo não te identifiques com ele!
É na simplicidade do trabalho que encontramos a tónica fundamental da Grande Obra. Mestre Samuel dizia: “A OBRA DO PAI É TUDO”.
“A LIVRE ACÇÃO DO DUALISMO MENTAL PRODUZ O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA” – Não esqueçamos esta frase do Mestre, recordando que se não despertarmos a consciência não podemos entender, ou compreender e praticar a Gnose na sua plenitude. Não alcançaremos o “Donus Dei” que nos dá a chave para o entendimento da Grande Obra.
Vivemos tempos de luta e de combate ferozes. Não há mais tempo para perder. Aqueles que não queiram continuem rezando. Nós vamos por outro caminho: O da consciência revolucionária e espírito combativo.
“Morituri mortuis!”…


JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 1 de março de 2012

A BUSCA DO CAMINHO

“Descobrir as nossas próprias contradições intimas é já um sucesso, porque nosso Julgamento Interior liberta-se espontaneamente.
O homem que é guiado pela voz da consciência marcha vitorioso pelo Caminho Reto"
VM Samael Aun Weor


JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MEDUSA


O mito de "Perseo e Medusa", é um dos mais conhecidos dentro e fora do mundo grego. A Medusa era um monstro com aparência de mulher, que tinha centenas de serpentes no lugar de cabelos. O seu olhar era tão horrível que convertia em pedra aqueles que a contemplavam. O
simbolismo de Medusa é uma viva alegoria do"Eu" psicológico pluralizado: ira, orgulho, preguiça, gula inveja, luxúria, cobiça, etc., etc. Cada serpente é um "Eu" retorcendo-se viscosamente a cada chamamento da mente, para sua satisfação, mas exalando um característico veneno a que o budismo chama “venenos da mente” e os egípcios os “demónios de Seth”.
O mito diz que Medusa convertia em pedra os seres humanos, numa clara alegoria à involução da consciência para as Infradimensões da Natureza do Cosmos. O "Eu” é um conjunto de elementos psicológicos negativos que devem ser aniquilado para que surja no homem o verdadeiro SER, o Pai, que está em segredo.
A mitologia sempre apresenta o interior humano sob figuras de repugnantes monstros ou de agrupamentos demoníacas, e ensina-nos a enfrentá-los e a destruí-los mas nunca a modifica-los ou a melhora-los.
Por isso, Perseo enfrenta a Medusa, apenas para a decapitar, sendo muito significativo, que do sangue que dela emana, nasça Pegaso, o cavalo branco alado (a Consciência) que lhe servirá de veículo para remontar às regiões celestes.
"Sejamos, pois, perfeitos, como vosso Pai que está nos Céus é perfeito" (Mateus 5:48).
Cometeria Jesus Cristo o erro de pedir aos seus seguidores algo que não fosse possível de realizar: "Sejam Perfeitos"? Se na realidade pediu tal coisa, podemos perguntar-nos: que está a fazer o praticante desta doutrina para se aperfeiçoar?
Isto é, trabalhar constantemente sobre si mesmo procurando aperfeiçoar-se? O que aconteceria se desaparecesse do homem a luxúria, a inveja, a ira, o ódio, o orgulho, etc., e resplandecesse nele a ciência do nosso verdadeiro SER?
Não seria então perfeito, como o Pai que está nos Céus, quem assim fosse?
No mesmo símbolo que alegoriza, como já dissemos, ao Ego Pluralizado, com a magistral sabedoria, representaram também os artistas gregos, a fórmula de o eliminar.
E mesmo que o mito nos ensine como elimina-lo, como se decapita Gorgona ou Medusa, deixaram visível no frontispício do Templo de Artémis, uma alegórica imagem. Ali se pode ver, com clareza meridiana, a representação que põe à cintura o Caduceu de Mercúrio em conjunto com dois Leões: o fogo vivente e filosofal da Kundalini, a única força capaz de dissolver o Ego, única força capaz do o reduzir a cinzas, a poeira cósmica…
Em Alquimia fala-se dos dois Leões: o Leão Verde e o Vermelho; o Fogo em estado incipiente e o Fogo desenvolvido...
Por outro lado, a língua de fora da Medusa, não só nos mostra a relação das Forças Sexuais e o Verbo, mas também nos lembra que há que aprender a dominar e manejar a língua, o verbo, a palavra, porque como diz Mestre Samael Aun Weor: «quem aprende a dominar o verbo, domina o sexo e o corpo em geral».
Podem ver-se também ao lado esquerdo e direito, respectivamente, a Crisaor (filho de Poseídon e Medusa) e o seu irmão, o cavalo alado Pégaso, que apenas nasceu após Perseo ter decapitado a sua mãe, a mítica Medusa; que tinha aprisionado no Ego, os Valores da Consciência que se libertaram depois da sua morte. Curiosamente, «Criasor» significa Espada de Ouro...
 (Baseado em artigo publicado da revista Gnosis de Sta. Marta - Colômbia)

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