quinta-feira, 4 de outubro de 2012

FÁCIL E DIFÍCIL

Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência dando sinal a todo o tempo, mostrando as escolhas erradas. 

Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exacta da nossa própria vida, ao invés de ter noção das vidas dos outros. 

 Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar uma resposta. Ou querer entender a resposta. 

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma sinceramente, por inteiro. 

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas te vão te aceitar como tu és e fazer-te feliz por inteiro. 

 Fácil é ocupar um lugar na lista telefónica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. 

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir ao nosso coração. 

 Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que pensámos ter visto. Admitir que nos deixamos enganar, mais uma vez, é difícil. 

 Fácil é dizer "olá" ou “como vai”? Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém das nossas vidas... 

 Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente eléctrica quando tocamos a pessoa certa. 

 Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e entregar-se. E aprender a dar valor somente a quem se ama. Falar é completamente fácil, quando se tem em mente as palavras que expressem a sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá... 

 Fácil é julgar pessoas que são expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e reflectir sobre os nossos erros, ou tentar fazer diferente algo que já se fez de muito errado. 

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que se diz. 

 Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre tal situação. Difícil é vivenciar essa situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer. 

 Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais. 

(Carlos Drumont de Andrade)

JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O FLAUTISTA DE HAMELIN



Os Iniciados sempre esconderam, daqueles que os perseguiam, o conhecimento de muitas formas e nas múltiplas formas de arte. Desde a musica à pintura, à dança passando pela escrita. Escritas simples, narrativas singelas ou, como neste conto da autoria dos irmãos Grimm“ O Flautista de Hamelin”, numa história para crianças. No entanto os mais despertos sempre podiam neles entender o seu conteúdo antropológico, psicológico ou metafísico. Não muitas vezes sem consequências, já que a sua proibição era levada a cabo pelas autoridades eclesiásticas atentas a tudo o que punha em causa os seus dogmas e crenças com que dominavam e exerciam – e continuam a exercer - o poder. Por exemplo, no norte de África tinha-se a “crença” de que contar estes contos em horas diurnas era arriscar-se a que lhe caísse o cabelo. Noutros lugares, só se podiam contar em época de colheitas, mas, na maioria dos casos, o modo mais seguro e tradicional era à noite, junto da lareira e com as portas e janelas fechadas.
A popularidade dos contos de fadas e a aceitação que sempre tiveram em qualquer país do mundo e através das diversas culturas que se foram sucedendo durante milhares de anos, demonstram que têm muito que ensinar, não só aos meninos, mas também ao adultos, segundo seus diferentes níveis de entendimento e interesse.

O FLAUTISTA DE HAMELIN

A lenda diz assim: «A cidade dentro de suas muralhas tinha sido invadida por milhares de ratos que a cada dia proliferavam mais, ameaçando as sementes dos agricultores e os alimentos do povo.
As autoridades dominantes ofereceram 100 moedas de ouro e uma noiva a quem livrasse a cidade daquela calamidade. Um flautista, que nunca tinha sido visto naquelas paragens candidatou-se à tarefa…
Tocou então a sua flauta e por todos os cantos e recantos da cidade e os ratos saindo dos seus esconderijos seguiram-no até o rio vizinho onde todos se afogaram. Ao regressar pela recompensa e a noiva, os habitantes pagaram-lhe com ingratidão, avareza e desprezo:
-“ A única coisa que fizeste foi tocar a flauta, só daremos uma moeda”, disseram-lhe...
O flautista partiu prometendo voltar, pensando que deveria salvar as crianças da maldade daqueles adultos; regressou um 26 de Junho e tocou novamente a flauta, com um canto doce e maravilhoso. Todos os meninos lhe seguiram, 130 ao todo, nascidos em Hamelin, levando-os pela mão até às montanhas onde desapareceram num lugar perto de Koppen, só um menino cego, um paralítico e um surdo, ficaram pelo caminho.

Pelo estudo através da Antropologia Psicanalítica Gnóstica é possível compreender mitos e lendas, extrair seu ensino para além de moralismos e crenças...
Em primeiro lugar devemos notar o paralelismo da primeira parte da lenda com o Quarto Trabalho de Hércules na mitologia grega «A limpeza dos estábulos de Augías». Mas deixemos isso para outra ocasião e passemos à transposição psicológica:
A Cidade Amuralhada  O Reino. - A Consciência ou o Ser.
Os Ratos.- O Ego multifacetado, agregados psíquicos, alheados da consciência que nos invadem e proliferam.
Sementes e Agricultores. - A Semente, Energia Criadora e Órgãos Criadores.
Promessa do Ouro. - Corpos de Ouro do Homem Solar.
Flautista. - O Cristo Íntimo
A Flauta. - Símbolo fálico
O Rio. - As Águas Genéticas.
Cantos e Recantos. - Os recônditos da Mente e os Níveis Subconscientes.
Ingratidão e Incompreensão. - Os Cristos sempre são desprezado por Poderosos, Escribas, Sacerdotes e Multidões.
O regresso do Flautista .- Segunda vinda do Cristo.
Salvar os meninos. - Sacrifício pela Humanidade.
Os Meninos. - Almas Puras ou Purificadas.
130 Meninos. - O Arcano 13.- Morte e Imortalidade.
Montanhas. - Os Céus, o Nirvana, as Supra dimensões.
Cegos. - Vendo não vêem, nem entram nem deixam entrar.
Surdos. - Aqueles que não querem escutar a mensagem de salvação.
Paralíticos. - Os incapazes de andar o Caminho, a Senda do Fio da Navalha.

O nosso interior está cheio de multiplicidades, de defeitos psíquicos que saqueiam as energias dos Centros de nossa Máquina Humana incluindo
a Energia Sexual. Eliminá-los da nossa psique precisa de uma análise séria e profunda ao nosso subconsciente em todos seus níveis e requer também das transmutação das Águas Seminais, para conseguir, não só a Morte Psicológica, mas também a criação dos Corpos de Ouro ou o Segundo Nascimento. O Cristo Íntimo nasce e desenvolve-se no nosso interior, sacrificando-se pela humanidade, sempre incompreendido pelas multidões, e no entanto, ele sempre nos conduz, mostra o caminho e leva-nos pela mão, pelo Caminho Recto, que faz chegar à Luz. Para atrás ficam os cobiçosos, avarentos, ingratos e os que não querem ver, escutar nem seguir o Cristo. Espera-os o choro e o ranger de dentes...

JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A MENTIRA SOBRE O MUNDO ÁRABE

A civilização ocidental sempre procurou minorizar as culturas e as civilizações muçulmana e árabe. 
Modernamente e com a apropriação e o poder dos meios de comunicação pela plutocracia entrou-se numa espiral de mentira exagero que no nosso entender mais não serve que manter o mundo árabe em convulsão dentro de si mesmo e sobretudo contra o ocidente. Muito se fala das relações da sociedade muçulmana com a mulher tentando confundir alguns (reprováveis) exageros que são exceção, como se de uma regra se tratasse. Aos trastes que dominam ou querem dominar o planeta tudo lhes serve, mesmo a mais soez mentira, para atingir os seus ignóbeis fins. Aqui deixamos uma parte identificada do texto do Alcorão para que possamos todos comparar o que a mentira propaga e o fundamentalismo apoia com o que o Profeta escreveu. 

220. Nesta vida e na outra. Consultar-te-ão a respeito dos órfãos; dize-lhes: Fazer-lhes o bem é o melhor. E se misturardes vossos assuntos com os deles, serão vossos irmãos; sabei que Deus distingue o corrupto do benfeitor. Porém, se Deus quisesse, Ter-vos-ia afligido, porque é Poderoso, Prudentíssimo. 

221. Não desposareis as idólatras até que elas se convertam, porque uma escrava fiel é preferível a uma idólatra, ainda que esta vos apraza. Tampouco consintais no matrimónio das vossas filhas com os idólatras, até que estes se tenham convertido, porque um escravo fiel é preferível a um livre idólatra, ainda que este vos apraza. Eles arrastam-vos para o fogo infernal; em troca, Deus, com Sua benevolência, convoca-vos ao Paraíso e ao perdão e elucida os Seus versículos aos humanos, para que Dele recordem. 

222. Consultar-te-ão acerca da menstruação; dize-lhes: É uma impureza. Abstende-vos, pois, das mulheres durante a menstruação e não vos acerqueis delas até que se purifiquem; quando estiverem purificadas, aproximai-vos então delas, como Deus vos tem disposto, porque Ele estima os que arrependem e cuidam da purificação. 

223. Vossas mulheres são vossas semeaduras. Desfrutai, pois, da vossa semeadura, como vos apraz; porém, praticai boas obras antecipadamente, temei a Deus e sabei que compareceis perante Ele. E tu (ó Mensageiro), anuncia aos fiéis (a bem-aventurança). 

224. Não tomeis (o nome de) Deus como desculpa, em vosso juramento, para não serdes benevolentes, devotos e reconciliardes os homens, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.

225. Deus não vos recriminará por vossos juramentos involuntários; porém, responsabilizar-vos-á pelas intenções dos vossos corações. Sabei que Deus é Tolerante, Indulgentíssimo. 

226. Aqueles que juram abster-se das suas mulheres deverão aguardar um prazo de quatro meses. Porém, se então voltarem a elas, saibam que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo. 

227. Mas se revolverem divorciar-se, saibam que Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo. 

 228. As divorciadas aguardarão três menstruação e, se crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, não deverão ocultar o que Deus criou em suas entranhas. E seus esposos têm mais direito de as readmitir, se desejarem a reconciliação, porque elas tem direitos equivalentes aos seus deveres, embora os homens tenham um grau sobre elas, porquanto Deus é Poderoso, Prudentíssimo. 

229. O divórcio revogável só poderá ser efetuado duas vezes. Depois, tereis de conservá-las convosco dignamente ou separar-vos com benevolência. Está-vos vedado tirar-lhes algo de tudo quanto lhes haveis dotado, a menos que ambos temam contrariar as leis de Deus. Se temerdes (vós juizes) que ambos as contrariem, não serão recriminados, se ela der algo pela vossa liberdade. Tais são os limites de Deus, não os ultrapasseis, pois; aqueles que os ultrapassarem serão iníquos. 

230. Porém, se ele se divorciar irrevogavelmente dela, não lhe será permitido tomá-la de novo por esposa legal até que se tenha casado com outro e também se tenha divorciado deste; não serão censurados se se reconciliarem, desde que sintam que poderão observar as leis de Deus. Tais são os limites de Deus, que Ele elucida para os sensatos. 

 231. Quando vos divorciardes das mulheres, ao terem elas cumprido o seu período prefixado, tomai-as de volta eqüitativamente, ou liberta-as eqüitativamente. Não as tomeis de volta com o intuito de injuriá-las injustamente, porque quem tal fizer condenar-se-á. Não zombeis dos versículos de Deus e recordai-vos das Suas mercês para convosco e de quanto vos revelou no Livro, com sabedoria, mediante o qual vos exorta. Temei a Deus e sabei que Deus é Onisciente.

232. Se vos divorciardes das mulheres, ao terem elas cumprido o seu período prefixado, não as impeçais de renovar a união com os seus antigos maridos, se ambos se reconciliarem voluntariamente. Com isso se exorta a quem dentre vós crê em Deus e no Dia do Juízo Final. Isso é mais puro e mais virtuoso para vós, porque Deus sabe e vós ignorais. 

233. As mães (divorciadas) amamentarão os seus filhos durante dois anos inteiros, aos quais desejarem completar a lactação, devendo o pai mantê-las e vesti-las equitativamente. Ninguém é obrigado a fazer mais do que está ao seu alcance. Nenhuma mãe será prejudicada por causa do seu filho, nem tampouco o pai, pelo seu. O herdeiro do pai tem as mesmas obrigações; porém, se ambos, de comum acordo e consulta mútua, desejarem a desmama antes do prazo estabelecido, são serão recriminados. Se preferirdes tomar uma ama para os vossos filhos, não sereis recriminados, sempre que pagueis, estritamente, o que tiverdes prometido. Temei a Deus e sabe que Ele vê tudo quanto fazeis. 

234. Quanto àqueles, dentre vós, que falecerem e deixarem viúvas, estas deverão aguardar quatro meses e dez dias. Ao cumprirem o período prefixado, não sereis responsáveis por tudo quanto fizerem honestamente das suas pessoas, porque Deus está bem inteirado de tudo quanto fazeis. 

235. Tampouco sereis censurados se fizerdes alusão a uma proposta de casamento e estas mulheres, ou pensardes em fazê-lo. Deus bem sabe que vos importais com elas; porém, não vos declareis a elas indecorosamente; fazei-o em termos honestos e não decidais sobre o contrato matrimonial até que haja transcorrido o período prescrito; sabei que Deus conhece tudo quanto ensejais. Temei-O, pois, e sabeis que Ele é Tolerante, Indulgentíssimo. 

236. Não sereis recriminados se vos divorciardes das vossas mulheres antes de as haverdes tocado ou fixado o dote; porém, concedei-lhes um presente; rico, segundo as suas posses, e o pobre, segundo as suas, porque conceder esse presente é obrigação dos benfeitores. 

237. E se vos divorciardes delas antes de as haverdes tocado, tendo fixado o dote, corresponder-lhes-á a metade do que lhes tiverdes fixado, a menos que, ou elas abram mão (disso), ou faça quem tiver o contrato matrimonial em seu poder. Sabei que o perdão está mais próximo da virtude e não esqueçais da liberalidade entre vós, porque Deus bem vê tudo quanto fazeis. 

 238. Observai as orações, especialmente as intermediárias, e consagrai- vos fervorosamente a Deus. 


JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A REVOLUÇÃO DA ALMA

Ninguém é dono da tua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não devemos querer ser donos de desejos, vontade ou sonhos de quem quer que seja. 
A razão da tua vida és tu mesmo. A tua paz interior e a vontade da tua existência, quando sentires um vazio na ta alma, mesmo que tenhas tudo, envia os teus pensamentos aos teus desejos mais íntimos e busca a divindade que existe em ti. 
Não procures objetivos que não estejam aos teu alcance, abraça os que estão hoje ao teu alcance. 
Se andas desesperado com problemas financeiros, amorosos ou relações familiares, busca no teu interior uma resposta tranquilizadora porque tu és o reflexo dos teus pensamentos diários. 
Deixa de pensar mal de ti e sê SEMPRE o teu melhor amigo. Sorrir significa aprovar, aceitar ser feliz, por isso abre um sorriso e aceita aquilo que o mundo te oferece de melhor. Sempre que sorris as pessoas aceitam-te melhor e tu estás mais perto da felicidade. 
Trabalha. Trabalha muito em teu favor. Não esperes a felicidade sem esforço. Não exijas aos outros aquilo que não és capaz de conquistar. 
Critica menos e trabalha mais….E nunca te esqueças de agradecer. 
Agradece o que acontece na vida a cada momento, mesmo a dor. 
A nossa compreensão do Universo, é muito pequena para que possamos querer o que seja da nossa vida. “A grandeza não consiste em receber honras, mas sim em merece-las”   Aristóteles


JFM - Lisboa - Portugal



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ORAÇÃO À MÃE

Ó Mãe! 
 Dai-nos a graça de possuir nossa Alma, temperada e cortante como uma Espada, sempre empunhada pelo Coração! 
Jamais com a mente! Só assim nos defenderemos do príncipe deste Mundo! 
O nosso maior drama está em confundir o pensar, com o não pensar, ou seja: o pensar com o ver ou contemplar... 
Toda vez que pensamos ou criamos formações mentais, deixamos de viver ou ver, então comemos terra! Será que a vida precisa de mudar o cenário em que vivemos? 
 Precisamos de nos assombrar com a dor, com a doença ou com a morte para acordarmos? Nem assim! Talvez, criemos uma nova rotina, em pensamentos e confortos ou então continuamos mortos vivos. 
Será que já estamos prontos para desencarnar nesta madrugada e deixar tudo e todos? 
Será que já imaginamos ou vemos o mundo sem nossa presença? 
Quantas pessoas desencarnaram só hoje à tarde? 
Trabalhemos para separar, a voz do silêncio subtil, da auto observação. 
Joao de Oliveira Júnior- Recebido via e-mail 

JFM - Lisboa Portugal

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EXALTAÇÃO DO SILÊNCIO

O silêncio significa: 
A capacidade de pensar sem a mente. 
A capacidade de voar sem asas. 
A capacidade de caminhar sem pés. 
A capacidade de observar sem interromper. 
A capacidade de tocar sem criar incomodo. 
A capacidade de desfrutar de uma flor sem lhe retirar o aroma, e principalmente…. 
A capacidade de entrares em ti e ver a tua realidade. 

A verdade só se pode conhecer em absoluto silêncio, não apenas silêncio exterior mas igualmente em silêncio interior. 
Se ao fechares os teus olhos a tua mente estiver silenciada abrir-se-á a porta para o conhecimento da realidade que te dá animo à vida. Esta é a única realidade que enche a tua alma de luz e claridade. 
Sem silêncio na alma, não existe claridade nem luz propícias ao silêncio necessário a uma atmosfera de amor para o brilho da alma. 
O silêncio de um lado e o amor do outro são as asas do teu coração. Essa beleza e harmonia perderam-se devido à ira, ao orgulho que resultou da falta de silêncio. 
Todas as perguntas estão prontas a ser respondidas sem importar quão profundas sejam. 
Entra simplesmente na paz do silêncio, acalma o maior dos desejos, a maior das ilusões, deixa que a calma te invada, deixa o silêncio possuir-te e observa que o momento passado desaparece para renascer outro em ti. 
Lembra te que é o silêncio o ventre de onde nascem os sábios. 
Se queres ganhar sabedoria, renasce no meio do silêncio. Só assim encontrarás a razão de ser de teres vindo a este mundo. 
Senta-te comodamente, observa tudo à tua volta, não julgues, mantém-te concentrado, observa de novo e vê que a vida é um tesouro deixando de lado as preocupações. 
Não precisas de carregar bagagens pesadas, porque no coração tens tudo o que precisas para fazer a maravilhosa viajem da vida. 
Abandona o medo e deixa que o silencio te penetre porque é nessa imensidade que escutarás a voz de Deus dentro de ti chamando-te para a vida eterna. Mas toma cuidado; não acredites em promessas até que elas se convertam em realidades. 
Só em silencio poderás compreender tudo isto e o significado de estar vivo. Que os teus silêncios te mostrem o caminho da felicidade e da riqueza espiritual. 

Texto de autor desconhecido traduzido do espanhol

JFM _ - Lisboa - Portugal