quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Deus criou tudo o que existe?

 Durante uma conferência com vários universitários, um professor de uma universidade desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado…

Esse aluno era Albert Einstein


Paulo Siqueira - Curitiba - PR Brasil

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MASTURBAÇÃO


Num mundo de modernidade e liberalismo sexual extremo, falamos hoje de uma questão antiga e polémica: a masturbação. Muito se tem comentado e escrito sobre este tema mas ainda não se disse a última palavra, por isso continuamos a perguntar: onde está a verdade?
Hoje em dia os psicólogos, sexólogos e outros atores, intervenientes nas teorias da moderna educação sexual, recomendam a prática da masturbação. A gnose de ontem e de hoje, conhecedora dos mistérios da natureza humana, não só não a recomenda como vai para além, dizendo que a sua prática, em vez de ajudar, cria prejuízos graves à humana espécie. Ao faze-lo procura fundamentar o que afirma.
Neste artigo daremos umas noções breves, uma introdução ao tema e recomendaremos algumas leituras para aqueles que o queiram aprofundar.
Comecemos por dizer que etimologicamente a palavra “masturbação”é formada por dois termos: “mas” e “turvação” (Agitar, perturbar, desassossegar); que por si só já expressam de forma negativa, as consequências que provocam a sua prática. Sobretudo a turvação psíquica que quando exercida por longo período e se disso não se der conta, trás gravíssimas consequências no ser humano.
Todos aqueles que conhecem a ciência alquimista de antanho ou a ciência tântrica pura oriental, sabem perfeitamente que a energia sexual é uma energia altamente requintada e complexa. A energia sexual contida nas nossas gónadas, em si mesma, é o produto de muitas refinações energéticos que têm lugar no interior do organismo humano e é a única energia ou substância corporal capaz de produzir uma nova vida (entendida a nível físico e espiritual) e de nos dar abundância se se souber trabalhar corretamente com ela.
Dos milhares de células diferentes que formam o nosso organismo, só as sexuais têm poder para reproduzir, criar, gerar uma nova vida. Este simples efeito converte-as numa energia e matéria muito especiais. É como a energia nuclear do nosso organismo: o que acontece de uma forma um tanto desajustada, é que a única coisa que se nos ocorre é eliminar, expulsar absurdamente, sem transcendência, sem sentido ou, pior, com um sentido egoico prazenteiro, através da masturbação, essa energia. Mas, por outro lado, temos que admitir que NUNCA nos foi ensinada e dada outra informação em que se ressaltasse e se valorizasse a importância da energia sexual e não nos foi dito que a masturbação tem resultados e é negativa para a nossa saúde.
O nosso organismo temos diversos centros HORMONAIS e um deles está relacionado com o centro sexual e a sua energia. Hormona, etimologicamente, deriva do grego e quer dizer, entre outras coisas, "ânsias de ser". Ajudam-nos a ser e a existir. Indubitavelmente os diferentes centros hormonais ajudam-nos na formação e desenvolvimento da nossa estrutura física, psíquica e emocional nas suas diferentes funcionalidades no interior do corpo humano.
Acresce, fazendo aqui uma comparação, que cada um desses centros hormonais se relaciona e está associado com aqueles centros electromagnéticos a que os orientais chamam chacras, que o cristianismo chamou igrejas e, mais concretamente, o centro sexual ou hormonas sexuais, estão relacionadas com o chacra basal ou “muladhara” no qual se diz estar a Kundalini, que é a base fática e serpentina da nossa natureza espiritual.
As hormonas, por consequência, são endócrinas e, por isso, a sua energia e efeitos segregam e têm lugar dentro do organismo humano. Só que energia sexual tanto pode ser endócrina ou exócrina (ao expulsa-la através do orgasmo) como nos ensina o tantrismo oriental, a ciência alquimista e alguns estudos mais modernos como o que se apresenta no livro: “A Energia Criadora” onde nos é dito, de forma clara e científica, que as repercussões sobre a natureza psíquico-física e espiritual no ser humano, quando perde ou expulsa as suas energias sexuais, são radicalmente diferentes do quando as conserva.
O escritor contemporâneo e diretor de AGEAC Sr. Óscar Uzcategui na sua obra "Ontologia Gnóstica" expõe textualmente o seguinte quando foi perguntado a respeito da masturbação:

“P.: A propósito da masturbação, assisti a aulas sobre educação sexual e nas mesmas tem-se dito que masturbar-se é saudável e necessário. Que opinam os gnósticos sobre isso?
R.: Pois permita-me dizer-lhe que “o caminho que leva ao Inferno está empedrado de boas intenções”. Os manicómios estão cheios de masturbadores que afetaram os seus sistemas nervosos abusando da sexualidade, através da masturbação. A masturbação é a causa da, ejaculação precoce no homem, porque acostumou ao seu sistema sexual a reagir mediante imagens mentais que ele mesmo fabricou e quando se trata de enfrentar a um relacionamento sexual normal, mal pode manter a erecção, porque os seus esfínteres não resistem ao contacto sexual. Isso é a causa de muitas amarguras no casal, de insatisfações e infidelidades. Em muitos casos, o homem que se viciou na masturbação pode ser mais tarde impotente, pois destrói certos filamentos nervosos do seu cérebro e não consegue consumar um relacionamento sexual normal. Veja pois os “benefícios” que aportam da masturbação. Devo acrescentar igualmente que a masturbação produz danos psicológicos nos jovenzinhos e nas jovenzinhas, tais como transtornos de personalidade, falta de vontade, timidez, melancolia e talvez por isso a masturbação, seja também conhecida por “vício solitário”.
O pai da antropologia gnóstica contemporânea Samael Aun Weor numa das suas obras diz a respeito deste tema:
“...A reserva energética do centro sexual também é saqueada pelos diferentes agregados psicológicos. O menino que desde tenra idade começa com o vício da masturbação, perde elementos tão fundamentais para o seu desenvolvimento como a lecitina, a colesterina e os fosfatos. Aí começa a “via crucis” do ser humano. A profunda ignorância na que vive a humanidade faz com que este centro seja o mais prejudicado... Além de que a dita expulsão inútil provoca, quando não se trata de a usar para a reprodução da espécie, uma série de efeitos secundários como: um empobrecimento de certas substâncias vitais para o organismo; aumenta a dependência psicológica deste tipo de prática; que provocará, a longo prazo, transtornos que produzirão problemas nos relacionamentos posteriores do casal, isolamento, etc.”

Como acabamos de ler, e sem fanatismo, há que entender as palavras que aqui deixamos. Tudo é criticável e tudo é discutível; mas há uma realidade; existem três tipos de sexualidade: Geradora, De- generadora e Re-generadora. Se ficamos sempre no mesmo tipo de sexualidade, De-generadora, não podemos aspirar a uma regeneração física, psíquica ou espiritual. Há que o saber. Cada um é livre de escolher, mas agora que conhecemos ainda que superficialmente as consequências é tempo e fazer uma escolha: Que sexualidade vais escolher? Que procuras na vida: degenerar-te mais ou Regenerar-te?”

ANEXO:
Para quem queira entrar mais a fundo nestes temas, convidamos a leitura de obras como "O Matrimónio Perfeito", "Mistérios do Áureo Florescer", "Tratado de Magia Sexual" do antropólogo e pai do gnosticismo moderno VM Samael Aun Weor,
Acerca desta mesma energia, existem igualmente, citações bíblicas que, sem qualquer comentário, aqui deixamos para reflexão e consideração:

Mateus 19:12 “Porque há eunucos que nasceram assim do ventre da sua mãe; e há eunucos, que são feitos eunucos pelos homens; e há eunucos que se fizeram a si mesmos eunucos por causa do reino dos céus; o que possa ser capaz disso, o seja”.

João 2:16,17 “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, e a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas é do mundo. E o mundo passa e o sua concupiscência; mas o que faz a vontade de Deus, permanece para sempre”.

Levítico 15:1-3 “Falou Jehová a Moisés e a Aarão, dizendo: Falem aos filhos de Israel e digam-lhes: Qualquer varão, quando tiver fluxo de sémen, será imundo. E esta será a sua imundice no seu fluxo: seja que o seu corpo destilou a causa do seu fluxo, ou que deixe de destilar por causa do seu fluxo, ele será imundo”.

Levítico 16-18 “Quando o homem tiver emissão de sémen, lavará em água todo o seu corpo, e será imundo até a noite. E toda vestidura, ou toda a pele sobre a qual cair a emissão do sémen, lavar-se-á com água, e será imunda até a noite. E quando um homem jazer com uma mulher e tiver emissão de sémen, ambos lavar-se-ão com água, e serão imundos até a noite”.

Estas são só uma mostra mas há muitas mais...

Paz Inverencial

JFM - Lisboa - Portugal

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TU QUE RESPIRAS: VIVES OU ESTÁS MORTO?


São muitas as pessoas que se perguntam que há após a morte, que há no além. Num outro momento de reflexão pergunto-me e pergunto: que há nesta vida?... Que há nesta vida atual que fabricamos de maneira tão artificial?
Nascemos sim! Mas para que nascemos? Nascemos e todos choramos… Porquê?

Alguns nascem em “berço de ouro”, outros nascem em casas humildes, outros tantos em famílias sem estrutura e separadas, outros no chão, e outros, os mais desgraçados, nascem rodeados pela morte. E tudo isto para quê?
Crescemos sim! Mas para que crescemos? Crescemos e todos de uma forma ou outra sofremos… Porquê?

Ao crescer são muitos os traumas porque passa a alma neste mundo “tão civilizado e moderno”: problemas escolares, a tensão e tensões psicológicos dos famosos exames, problemas familiares de toda a índole, doenças, a separação dos pais, o mau trato infantil e um sem fim de “et ceteras”.
Podem refutar dizendo… Também há momentos muito alegres… Sim, é verdade. Mas hoje em dia, quanto duram esses momentos? Realmente muito pouco… É tão pouquinho o tempo que dura, que são muito poucas as pessoas que têm a dita de recordar a sua meninice, a sua infância com amplitude de consciência. A maioria só tem vagas lembranças e fazem disso um todo mesmo sabendo que é apenas a milésima parte dela. Porque não a podemos recordar? Se fizermos uma retrospeção minuciosa comprovaremos o que estamos a dizer…
Chegamos a jovens e depois a adultos, sim!
Mas para quê? Que foi que vivemos nessas tão ansiadas idades?
Trabalho duro, problemas económicos, divórcios, problemas nos relacionamentos de casal, de trabalho ou familiares, alcoolismo, vícios de toda a espécie, desejos insatisfeitos e pressões interiores para os atingir. Outro sem fim de “et ceteras”, acompanhados de um vazio interior incompreensível e de uma vida acelerada que nos hipnotiza e nos inventa a falsa realidade em que estamos a viver…
E após tanta batalha e tanto sofrer, após tanto trabalho e de tantos problemas resolvidos, que nos sobra?
A velhice sim! E aí vivemos na velhice?
Doenças, solidão… o nosso castelo de cartas, que é a vida, destruído; incapacidades e um outro longo caminho de amarguras que a alma sofre neste cárcere que chamamos vida…
E por fim a morte… Para onde vamos após a morte? Enigmática pergunta sobre a qual já se escreveram milhares de volumes.
Mas, por que não centrarmo-nos melhor noutras perguntas:
Para onde caminhamos em vida?
O que andamos a fazer com ela?
Qual é o fim último da nossa existência?
Qual é o objetivo de tanto sofrimento?
Como vivemos?
Para que vivemos?

Seria demasiado cruel dizer que a vida, toda ela, só serve para viajar do berço à tumba sem mais. Que tudo se resume a um viver por viver, Aceitar que assim é, resulta dizer que a vida é uma piada de muito mau gosto…
Visando aprofundar este tema transcrevemos um extrato de uma conferencia, do VM Samael Aun Weor, escrita e publicada no QUINTO EVANGELHO .

“Qual é o objetivo real da nossa existência? Para que estamos aqui, porquê? Isto é algo que devemos entender com clareza meridiana; isto é algo que devemos considerar, analisar, ajuizar serenamente…
Vivemos no mundo; Com que objetivo? Sofremos o indizível; Para quê?
Lutamos por conseguir isso que chamamos pão, abrigo e refúgio, e após todo o esforça em que ficamos?
Viver por viver, trabalhar para viver e depois morrer, é alguma coisa de maravilhoso? Em verdade irmãos, o que se torna necessário compreender é o sentido da nossa existência: O SENTIDO DO VIVER.
Há duas linhas na vida: a uma poderíamos a chamar a “HORIZONTAL”, A OUTRA A “VERTICAL”, que formam cruz dentro de nós mesmos, aqui e agora (não um segundo mais adiante, ou um segundo mais atrás). Precisamos de objectivar estas duas linhas.
A HORIZONTAL começa no NASCIMENTO e termina com a MORTE; perante cada berço existe a perspectiva de um sepulcro; todo o que nasce deve morrer… Na HORIZONTAL estão os processos do nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e depois morrer; na HORIZONTAL está a luta pelo pão da cada dia, a luta por não morrer, por existir sob a luz do Sol; na HORIZONTAL estão todos esses sofrimentos íntimos da vida prática, do lar, da rua, do escritório, etc.; nada maravilhoso nos pode oferecer a Linha HORIZONTAL…
Mas existe outra linha totalmente diferente: Quero referir-me, de forma enfática, à VERTICAL. Nesta VERTICAL estão os diferentes NÍVEIS DO SER; nesta VERTICAL estão os poderes esotéricos, os poderes que divinizam, a revolução da consciência, etc.
Com as Forças da VERTICAL podemos influir decididamente sobre os acontecimentos da vida prática; podemos mudar totalmente o nosso próprio destino; fazer da nossa vida algo diverso, algo diferente, passar a ser algo totalmente novo do que fomos, ao que somos, ao que conhecemos nesta amarga existência.
É pois, a VERTICAL, maravilhosa e revolucionária por natureza; mas precisamos de ter um pouquinho de inquietudes.
Antes de mais nada pergunto-me e pergunto-lhes:
Estamos contentes com o que somos?
Quem de vós, verdadeiramente, se sente feliz, no sentido mais completo da palavra?
Quem de entre vós se sente ditoso?
Devemos ser sinceros: Nenhum de nós goza da autêntica FELICIDADE; nenhum de nós pode dizer que vive em PAZ; nenhum de nós pode dizer que encontra num oásis de BEM-AVENTURANÇA. Temos inquietudes terríveis, dissabores, ansiedades, amarguras, sofremos muito e o nosso coração palpita com intensidade tremenda…

Precisamos sair deste lodo em que nos encontramos. Precisamos, na realidade, mudar radicalmente, e isto somente seria possível se apelarmos aos poderes transcendentais e transcendentes da VERTICAL.
Por conseguinte, é urgente seguir pelo CAMINHO VERTICAL que existe dentro de nós mesmos, aqui e agora. Chegou a hora da Grande Revolução, da REVOLUÇÃO PSICOLÓGICA… Quando alguém admite que há em si mesmo uma psicologia própria, indubitavelmente, começa a trabalhar sobre si mesmo.
Há muito a eliminar, muito ridículo no nosso interior, mas também há muita coisa em nós que devemos conquistar e que nos falta. Sobra-nos muito. Falta-nos muito. Na SENDA VERTICAL fazemos um inventário de nós mesmos, para saber quem somos, de onde vimos, para onde vamos. Qual o objectivo da NOSSA existência.”


Texto lido,traduzido e adaptado . AQUI


JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DIGNIDADE


Mestre Samael Aun Weor, em 1963, vivendo na penúria, divulgou, no comunicado que transcrevemos, as necessidades porque então passava. Ali se nota não só a frontalidade mas a dignidade com que expõe as suas razões. Longe, muito longe da usual pedinchice que ainda hoje verificamos em tanta “coisa publica” e sobretudo em tantas organizações (ditas) religiosas.


 COMUNICADO

A sede central do Movimento Gnóstico no México vem recordar a todos os irmãos que é urgente cooperar para o bem da Grande Causa do Pai. Efetivamente, para nós é bastante penoso ter que enviar este Comunicado. Porém, a situação financeira em que nos encontramos assim o exige. Temos milhares de cartas para responder e falta dinheiro para comprar selos. Algumas pessoas nos enviam selos de seus países de origem, mas esses selos não valem nada aqui no México; então os enviamos de volta...

Muito importante também é saber que o presidente fundador do Movimento Gnóstico se encontra em péssima situação financeira. Com extrema dificuldade paga o aluguer de um apartamento muito humilde, onde vive atualmente. Não existe uma cooperação verdadeira entre os irmãos; o mais pobre de todos é o presidente fundador. É necessário que os irmãos sejam mais compreensivos. É necessário que todos compreendam que os Mestres encarnados têm as mesmas necessidades físicas que possuem todos os seres humanos. Maria Madalena foi grande porque ela soube atender as necessidades físicas do grande Mestre Jesus; ela soube ver a parte humana de Jesus.

Nestes momentos de grave crise financeira aqui nesta sede central do Movimento Gnóstico rogamos aos irmãos compreensão. É necessário compreender que o correio custa, que os Mestres comem e precisam se vestir e pagar o aluguer da casa onde moram. Esperamos que todos e cada um dos irmãos compreensivos cooperem, enviando ajuda para o bem da Grande Causa.

Rogamos ainda a todos que nos escrevem para anotarem sempre o endereço do remetente de forma bem clara. Muitas cartas se perdem porque o endereço é vago e confuso.
Alguns reclamam que não respondemos suas cartas rapidamente. Isso se deve à falta de dinheiro para a compra dos selos. Cada carta nos custa algo como um peso e vinte centavos. Se multiplicarmos esse valor por mil, vejam o resultado...

É claro que se não temos dinheiro, as cartas demoram a ser enviadas. Quando temos dinheiro, são enviadas imediatamente.

Aqui na sede central carecemos do mais básico de um simples escritório. Tudo isto é penoso dizer aos irmãos, mas assim é. Precisamos de cooperação. São milhares de cartas que chegam, e todos pedem algo, mas poucos dão alguma coisa.

Paz Inverencial!
Samael Aun Weor



JFM _ Lisboa - Portugal

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TERRA


TERRA

Aceita a minha homenagem, Terra, enquanto faço a minha última vénia ao dia.
Ajoelhado aos pés do altar do poente

Tu és poderosa, e apenas reconhecível pelos poderosos;
Tu equilibras o encanto e a severidade,
Misturando o masculino com o feminino,
Trazendo à vida humana o insuportável conflito.
A taça que a tua mão direita enche com nétar
É esmagada pela tua mão esquerda;
O teu pátio ressoa com o teu riso trocista.
Tornas o heroísmo difícil de alcançar;
Toda a excelência custosa
Não tens misericórdia com aqueles que merecem misericórdia.
Um incessante combate oculta-se a teus pés:
As tuas colheitas e frutos são coroas de vitória ganhas na batalha.
Terra e mar são os teus cruéis campos de batalha –
A vida proclama o seu triunfo no rosto da morte.
A civilização finda os seus alicerces na tua crueldade:
A ruína é a condenação exata para qualquer falta.

No primeiro capitulo da tua história os Demónios eram supremos –
Rudes, bárbaros, brutais
Aos seus dedos toscos e grossos faltava arte;
Com clavas e malhos nas mãos armaram motins do mar e nas montanhas.
O seu fogo e o seu fumo agitaram violentamente o céu até ao pesadelo;
Eles controlaram o mundo inerte;
Eles cegaram o ódio da Vida.

Os deuses vieram a seguir; com os seus feitiços e subjugaram os Demónios –
Despedaçada foi a insolência da matéria
A Terra-Mãe estendeu no seu manto verde:
Nos picos do Este estava a Aurora;
Nas costas Oeste caiu A Noite
Derramando a Paz no seu cálice

Os Demónios foram humilhados
Mas a barbárie primordial manteve as suas garras na tua história.
De repente podia invadir a ordem com a anarquia –
Dos negros esconderijos do teu ser
Pode surgir como uma serpente.
A sua loucura está no seu sangue
Os feitiços dos deuses ressoam no céu e no ar e na floresta,
Cantando solenemente dia e noite; alto e baixo;
Mas das regiões sob a tua superfície
Às vezes os Demónios semidomesticados levantam os seus capelos –
Eles ferem-te profundamente e às tuas criaturas
Arruinando a tua própria criação.

No teu assento sobre o bem e o mal,
À tua vasta e terrível beleza,
Ofereço hoje a minha homenagem de vida ferida.
Toco o teu enorme e sepultado depósito da vida e da morte,
Sinto-o através do meu corpo e do meu pensamento.
Os cadáveres de inúmeras gerações de homens jazem amontoados no teu pó:
Eu também acrescentarei alguns punhados, a medida à medida da final das minhas dores e alegrias,
Acrescentando a esse enorme absorvente, a essa forma absorvente, a essa fama absorvente,
A esse silencioso monte de pó.

Terra, presa à pedra ou voando entre as nuvens;
Absorta na medição silenciosa da cordilheira
Ou ruidosamente como o bramido de insones ondas do mar;
És a beleza e a fertilidade, o terror e a fome.
Por um lado acres de searas, inclinando-se com a maturação,
Limpas do orvalho de cada manhã por delicados raios de sol –
Ao poente também, oferecendo na sua ondulante verdura a Alegria, a Alegria;
Por outro lado, nos desertos insalubres, secos, estéreis,
A dança de espetros entre ossos de animais espalhados.

Contemplai as tuas tempestades Baisakh desceras velozmente como falcões negros
Rasgando o horizonte com bicos de luz relampejante
Com chicotada da cauda nas arvores
Até estas caírem desesperadas no chão;
Telhados de colmo soltam-se
Fugindo do vento como condenados das suas correntes.

Mas em Phalgun vi a quente brisa do Sul,
Propagar todas as rapsódias e solilóquios do amor
No seu perfume de flor e manga;
Vi o vinho espumante do Céu transbordar da taça da lua;
Ouvi sebes submeterem-se bruscamente à agitação do vento
E estalarem em ofegantes murmúrios.
Tu és gentil e feroz, antiga e renovada;
Emergiste do fogo sacrificial da criação original há muito, muito tempo.
A tua peregrinação cíclica está preparada com vestígios sem sentido da história;
Abandonando as tuas criações sem remorsos, juntas umas sobre as outras,
Esquecidas.

 Guardião da Vida, tu alimentas-nos
Em pequenas gaiolas de tempo fragmentado,
Fronteiras de todos os nosso jogos, limites reconhecidos.

Hoje, estou à tua frente sem ilusões:
Não te peço a imortalidade à tua porta
Para os muitos dias e noites que passei a tecer as tuas grinaldas.
Mas se eu tivesse dado real valor
Ao teu pequeno assento um minúsculo segmento de uma das Eras
Que se abrem e fecham como clarões nos milhões de anos
Da tua órbita solar ;
Se eu tivesse ganho nos tribunais da vida algum sucesso,
Então marcaria a minha fronte com um sinal feito da tua argila –
Para  ser apagado a tempo pela noite
Na qual todos os sinais desaparecem no desconhecido final.

Ó longínqua, impiedosa Terra,
Antes de eu ser completamente esquecido
Deixa-me colocar a minha homenagem aos teus pés.  

Poesia de Tagore

JFM Lisboa - Portugal 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CRISTO É QUEM SE CRISTIFICA -II


Já um dia aqui escrevemos:

"Muito já se tem dito ao longo de milénios sobre Jesus o Cristo. Quando dizemos e separamos as palavras isso quer significar que Cristo é aquele que se cristifica. Jesus trabalhou arduamente para tornar num Cristo. O grande rabi da Galileia teve que trabalhar arduamente em si mesmo e para alcançar esse grau de perfeição teve que percorrer aquilo que os gnósticos conhecem como a Senda do Fio da Navalha".

Aqui deixamos, hoje, um ocumentário, com cerca de 40 minutos, que nos fala de QUETZALCOATL o Cristo Maya.


JFM - Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 7 de julho de 2011

PRINCIPIOS UNIVERSAIS DE TODAS AS RELIGIÕES


Porque o que SEMPRE FOI, É e SERÁ


JFM - Lisboa - PORTUGAL