quinta-feira, 24 de novembro de 2011

JUNG E A ESPIRITUALIDADE


Deixamos um pequeno depoimento de Leonado Boff, teólogo brasileiro em que nos fala sobre Carl Jung, dissidente da tradicional psicologia freudiana, que sempre o tentou desacreditar apelidando-o de bruxo. 



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

DIDÁTICA DA DISSOLUÇÃO DO EU



 


A melhor didática para a dissolução do eu está na vida prática intensamente vivida.
A convivência é um espelho maravilhoso onde se pode contemplar o eu de corpo inteiro.
No relacionamento com os nossos semelhantes, os defeitos escondidos no fundo do subconsciente afloram espontaneamente, saltam para fora. O subconsciente atraiçoa-nos e, se estamos em estado de alerta percepção, eles são vistos tal como são.
A maior alegria de um gnóstico é celebrar a descoberta de um dos seus defeitos.
Defeito descoberto, defeito morto. Quando descobrimos algum defeito, precisamos vê-lo em cena, como quem vê um filme, porém sem o julgar nem condenar.
Não é suficiente compreender intelectualmente o defeito descoberto. Torna-se necessário submergir em profunda meditação interior para apanhar o defeito nos outros níveis da mente.
A mente tem muitos níveis e profundidades. Enquanto não tivermos compreendido um defeito em todos os níveis mentais, nada teremos feito e ele continuará a sua existência como um demónio tentador no fundo do nosso próprio subconsciente.
Quando um defeito é compreendido integralmente em todos os níveis da mente, ele desintegra-se… ao se desintegrar-se reduz a poeira cósmica o eu que o caracteriza.
Assim é como vamos morrendo de instante em instante. Assim é como vamos estabelecendo dentro de nós um centro de consciência permanente, um centro de gravidade permanente.
Dentro de todo ser humano que não se ache no último estado de degeneração, existe o budata, o princípio búdhico interior, o material psíquico ou matéria-prima para se fabricar aquilo a que se chama alma.
O Eu Pluralizado gasta torpemente esse material psíquico em absurdas explosões atómicas de inveja, ódio, cobiça, ciúmes, fornicações, apegos, vaidades etc.
Conforme o Eu Pluralizado vai morrendo de instante em instante, o material psíquico vai se acumulando dentro de nós e se convertendo num centro permanente de consciência.
Assim é como nos vamos individualizando pouco a pouco. Sem egos, individualizamo-nos. Esclareça-se, porém, que a individualidade não é tudo. Com o acontecimento de Belém, devemos passar para a sobre-individualidade.
O trabalho de dissolução do eu é algo muito sério. Precisamos de nos estudar profundamente a nós mesmos em todos os níveis da mente. O eu é um livro de muitos volumes.
Precisamos estudar a nossa dialética: emoções, ações, pensamentos, de instante em instante, sem justificar nem condenar. Precisamos compreender integralmente a todos e a cada um de nossos defeitos em todas as profundidades da mente.
O Eu Pluralizado é o subconsciente. Quando o dissolvemos, o subconsciente converte-se em consciente.
Precisamos converter o subconsciente em consciente e isto só é possível com a aniquilação do eu.
Quando o consciente passa a ocupar o lugar do subconsciente, adquirimos isso que se chama consciência contínua.
Quem goza de consciência contínua vive consciente a todo instante, não só no mundo físico como também nos mundos superiores.
A humanidade atual é subconsciente em 97%. Por isso, dorme profundamente, não apenas no mundo físico, mas também nos mundos supra-sensíveis durante o sono do corpo físico e depois da morte.
A morte do eu é necessária. Necessitamos morrer de instante em instante, aqui e agora, não somente no mundo físico, mas em todos os planos da mente cósmica.
Devemos ser impiedosos com nós mesmos e fazer a dissecação do eu com o tremendo bisturi da autocrítica.

Extrato do Livro “ A Revolução da Dialética” de VM Samael Aun Weor


JFM Lisboa - Portugal

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A IGREJA GNÓSTICA - Arnold Krumm-Heller

Primo intelligere,
Deinde credere
"Em primeiro lugar, compreender
Depois acreditar"

São estas as primeiras palavras que se podem ler no Livro "A Igreja Gnóstica", escrito por Arnold Krumm Heller que hoje aqui trazemos. De nada nos vale a fé que não se percebe ou entende. Fé morta como a costumamos chamar...

Esta obra é para os gnósticos de uma primordial importancia porque contem em si os principais ensinamentos que VM Samael Aun Weor haveria em toda a sua obra de desvendar.

Deixamos o Livro, traduzido em português, que pode ser baixado gratuitamente AQUI


JFM _ Lisboa - Portugal

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CONHECIMENTOS, EPISÓDIOS E HISTÓRIA DA GNOSE NA ERA DE AQUÁRIO

Estava o Mestre há pouco tempo em Santa Marta, quando o Dr. Romero lhe falou na minha pessoa, interessando-se ele vivamente em me conhecer e tal motivou que antes de decorrido um mês já havíamos estabelecido uma relação. Eu convidei-o então para se mudar para Ciénaga com a sua família e ele aceitou. No final do mês de Setembro viajou, instalando-se, no início, num pequeno hotel da Praça da Estação, o Hotel Sevilla, que era conhecido por milhares de viajantes que vinham em negócios. Ali ficou o Mestre apenas uma semana, porque como apareceu de entre os estudantes o meu compadre Arango, este levou-o para sua casa que ficava um pouco mais a sul na mesma Praça. Dali foi-se mudando para outros bairros, para evitar as perseguições dos esbirros da saúde pública, uma vez que ele vivia da medicina das plantas e de unguentos.
Chegou a viver nas praias do Sul, fora da cidade, evitando mais perseguições encetadas contra si por não ter diploma de médico, onde era visitado pelos estudantes, o que despertava a curiosidade dos vizinhos que algum tempo decorrido o denunciavam aos médicos da saúde publica.
Um dia fiz-lhe uma visita à hora do almoço. Quando entrei na porta do pátio, chamou-me à atenção um cãozito que dormia perto dum fogão, feito com três simples pedras, entre as quais punha lenha para cozinhar. A minha comadre Arnolda lavava roupa e os filhos pequenos brincavam no chão. Entrei na salinha da casa e encontrei o Mestre, a dormir deitado numas tábuas suspensas por dois bancos de madeira. O quadro era desolador. Dirige-me a ele e perguntei-lhe:
- "Que faz nessa tábua Mestre?"
Ele respondeu:
- "Um jejum forçado".
Retorqui:
- "O que é um jejum forçado?". E ele disse-me então:
- "Um jejum forçado é quando não há nada para comer".
Lembrando-me, então, que também o cãozinho dormia junto ao fogão, disse lhe:
- "Mestre, mas eu tenho aqui com o que comer"- tirei $3.00 e entreguei-lhos.
Ele chamou a esposa sacerdotisa, entregou-lhe o dinheiro dizendo:
- "Negra, já há com que comer".
Ela saiu para o mercado que não era muito longe e pouco depois regressou com os alimentos para cozinhar. Fez uma sopa de lebranche, típica da região, e o Mestre convidou-me a participar daquele banquete tão bom e gostoso que estava ao paladar.
Vieram-me então à mente muitas conjecturas de tipo: "Porque é que este homem, que tanto sabe, tem que viver tão pobremente? Se eu não tivesse chegado, haveria comida para esta família?", e perguntei-lhe:
- "Mestre, o senhor não se preocupa com o dia de amanhã?" Ele respondeu:
" E com o que queres tu que me preocupe?" Disse-lhe:
- "Com aquilo que fará para que amanhã possa voltar a comer."
Ele impávido, respondeu:
- "Diz-me uma coisa, quantos filhos tens?"
- "Quatro filhos"- respondi-lhe. E ele:
- "Bem, os teus filhos alguma vez se preocuparam com o que vão comer no dia seguinte?".
Respondi-lhe que não e ele retorquiu:
- "Porquê?"
Respondi-lhe que os meus filhos não se preocupavam porque sabiam que tinham pai e que ele se preocupava com eles. E ele respondeu então:
- "Exactamente o mesmo acontece comigo, eu tenho o meu Pai e confio nele, ele saberá o que me dar de comer e disso comerão a minha mulher e os meus filhos".


Extrato do Livro: “Conhecimentos, Episódios e História da Gnose na Era de Aquário” –VM Garga Kuichines que pode fazer download gratuitamente AQUI

JFM - Lisboa - Portugal


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A SUSPEITA

Um homem perdeu o seu machado e suspeitou do filho do seu vizinho. Achou então que a forma de andar do rapaz era exatamente como a de um ladrão. Deteve-se depois na  expressão concluindo que era a de um ladrão. Tomou em conta que a sua forma de falar era igual à de um ladrão. Enfim, todos os seus gestos, acções e atitudes o denunciavam culpado de furto.
Mas mais tarde, encontrou o seu machado num vale. E depois, quando voltou a ver ao filho do seu vizinho, todos os gestos e ações do rapaz lhe pareciam muito diferentes das de um ladrão.

Conto chinês

JFM
Lisboa - Portugal



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O DINHEIRO E A RELIGIÃO COMBINAM?

O Dinheiro combina com as “Instituições Religiosas” mas NÃO com a “Espiritualidade”. As Instituições, Seitas, Ordens, Comunidades, Sociedades, Corporações, Estabelecimentos, Fundações, Escolas, Grupos etc., precisam do “Dinheiro” porque converteram a transmissão e ensino espiritual numa “Indústria espiritual de Ganho e... Ambição”, eis a razão porque precisam, como qualquer empresa, de Escritórios, trabalhadores, máquinas, gente que recebe salários, manutenção dos templos e mansões, salões de conferências, compra de equipamentos, estátuas ou artefactos para o culto, despesas de marketing, viagens e logicamente o principal: uma excelente imagem publicitária de grandeza e poder para ganhar mais adeptos para sua causa e com isso arrecadar mais dinheiro, luxos e poder.
A ESPIRITUALIDADE, no entanto, “É uma forma de VIVER, uma maneira de SER”. A Espiritualidade não precisa de nada disto. O ser espiritual é como o diz a palavra em si mesma: EU SOU INTERNO E PROFUNDO. É viver de acordo com normas, virtudes, conhecimento, entendimento e amor universal. “É Ser por aquilo que se É e não Ser pelo que se tem”. A espiritualidade não precisa ser cobrada nem paga, nem pelas religiões nem por aqueles que dizem transmitir ensinamentos ou doutrinas elevadas. A espiritualidade é inata na essência profunda e elevada do ser, portanto jamais se deverá unir ao comércio do dinheiro ou à ambição do homem, porque perde nitidez, clareza e pureza da sua expressão cósmica e universal. A espiritualidade pertence ao “Espírito” é própria do Universo, portanto, está muito longe das misérias humanas e dos seres densos de baixa frequência e vibração, os quais se regozijam quando se unem: A Ignorância com a Escuridão.
Recordem sempre que a maioria das pessoas, não são discípulos, partidários e adeptos de uma “RELIGIÃO”, são sim seguidores e crentes de uma “INSTITUIÇÃO RELIGIOSA OU ALGO SIMILAR ”…
O Ser Uno é o Caminho do Ser.

De autor desconhecido.


JFM - Lisboa - PORUGAL

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SOBRE O TEMPO

Lembrámo-nos  de trazer hoje aqui um excerto de uma conferência do Mestre Samael, sobre o tempo, numa altura em que este mundo parece tão preocupado com ele:

P. – Mestre, quando o senhor fala da criação dos mundos, seres ou galáxias, expressa-se em termos como “é claro”, é indubitável”, “é óbvio”, “é natural”, etc., em que se baseia para o dizer com tal segurança?

VM. – Vejo aqui no auditório que alguém faz uma pergunta interessante e sinto agrado em responder-lhe.
Senhoras e senhores, quero que saibam de forma concreta, clara e definitiva que existem duas classes de razão.
A primeira vamos denomina-la de “subjectiva”;
a segunda vamos qualifica-la como “objectiva”.
Sem dúvida que a primeira tem como fundamento as percepções sensoriais externas. A segunda, é diferente, e só se processa de acordo com as vivências íntimas da Consciência.
É óbvio que, atrás dos termos citados pelo cavalheiro, encontram-se diversos funcionalismos da minha própria Consciência: utilizo tais palavras da linguagem como veículos específicos para os meus conceitos de conteúdo.
Por outras palavras, ponho certo ênfase para dizer ao cavalheiro e ao honorável auditório que me escuta, o seguinte: jamais utilizaria as palavras citadas pelo senhor, se antes não tivesse verificado com os meus poderes conscientivos, com as minhas faculdades transcendentais, a verdade de tudo o que afirmo. Gosto de usar termos precisos com o propósito de dar a conhecer ideias exatas . Isso é tudo!

P. – Venerável Meste, o senhor mencionou, na sua exposição anterior a aurora da criação. Poderia explicar-nos em que época ocorreu e de quem foi a obra?

VM. – Distinto cavalheiro, na eternidade não existe o tempo. Quero que todos compreendam que o tempo não tem um fundo real, uma origem autentica ou legitima.
Certamente, em nome da verdade, devo dizer-lhe é algo meramente subjectivo, que não possui uma realidade objetiva, concreta e exata; o que existe é uma sucessão de fenómenos: nasce o sol, e exclamamos: “São seis da manhã”; oculta-se o sol, e dizemos: “São seis da tarde”; transcorreram 12 horas.
Mas em que parte do cosmos estão essas horas ou esse tempo? Acaso podemos agarra-lo com a mão, pô-lo sobre uma mesa de laboratório? De que cor é esse tempo, de que metal, ou de que substancia é feito?
Vamos refletir, senhores! Reflitamos um pouco! É a mente que inventa o tempo; na verdade, o que existe de forma subjetiva, é tão só a sucessão de fenómenos naturais.
Infelizmente cometemos o erro de pôr o “tempo” em cada movimento cósmico. Entre o nascer e o pôr do sol colocamos as nossas queridas horas, inventadas ou associadas ao movimento dos astros; mas essas horas são apenas uma fantasia da mente.
Os fenómenos cósmicos sucedem-se dentro do instante eterno da grande vida no seu movimento. No sagrado Sol absoluto, o nosso universo existe como um todo integral, unitotal, completo. Nele se processam todas as mudanças cósmicas dentro de um momento eterno, dentro de um instante que não tem limites.
Torna-se claro e óbvio que, ao se cristalizarem os distintos fenómenos sucessivos deste universo, vem á nossa mente o conceito de “tempo”; mas esse conceito subjetivo, sempre é posto entre um e outro fenómeno.
Realmente o Logos Solar, o Demiurgo Arquiteto do Universo é o verdadeiro autor de toda esta criação. No entanto não podemos pôr uma data na sua obra, na sua cosmogenese, porque “tempo” é uma ilusão da mente, e isto está bem mais além do mero processo intelectivo.
O Inferno ou os mundos inferiores existem desde toda a eternidade. Lembremo-nos daquela frase de Dante na sua Divina Comédia:
Por mim se vai á cidade do pranto, por mim se vai á eterna dor, por mim se vai à raça condenada. Justiça animou o meu sublime Criador, que me fez com o divino poder, a Suprema Sabedoria e o primeiro Amor. Antes de mim, coisa alguma foi criada, exceto as coisas eternas, e eternamente eu perduro. Ò vós que entrais , abandonai toda a esperança” [Canto 3 – Divina Comédia]

In “Sim! Há Diabo Inferno e Karma” SAW – Edição IGB pag. 35 a 37


JFM - Lisboa - PORTUGAL