quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O DINHEIRO
O DINHEIRO.
Porque o dinheiro assumiu tão imensa importância em nossa vida?
Dependemos, acaso, exclusivamente dele para nossa própria felicidade psicológica? Todos os seres humanos necessitamos de pão, abrigo e refúgio, disto se sabe. Porém, sendo isto tão natural e simples até para as aves do céu, por que assumiu tão tremenda e espantosa importância e significado? O dinheiro assumiu tal valor exagerado e desproporcionado porque psicologicamente dependemos dele para nosso bem-estar. O dinheiro alimenta nossa vaidade pessoal, nos dá prestígio social, brinda-nos os meios para lograr o poder. O dinheiro tem sido usado pela mente para fins e propósitos totalmente diferentes dos que tem em si mesmo, entre os quais está satisfazer nossas necessidades físicas imediatas. O dinheiro está sendo utilizado com propósitos psicológicos; essa é a causa pela qual ele assumiu uma importância exagerada e desproporcionada.
Necessitamos de dinheiro para termos pão, abrigo e refúgio; isto é óbvio.
Porém quando o dinheiro se converte em uma necessidade psicológica, quando o utilizamos com propósitos diferentes dos que tem em si mesmo, quando dependemos dele para conseguirmos fama, prestígio, posição social, etc., o dinheiro assume, então, diante da mente uma importância exagerada e desproporcionada e, daqui, se origina a luta e o conflito para possuí-lo.
É lógico que temos necessidade de conseguir dinheiro para satisfazermos nossas necessidades físicas, para termos pão, abrigo e refúgio, porém se dependemos, exclusivamente, do dinheiro para nossa própria felicidade e satisfação pessoal, somos, então, os seres mais desgraçados da Terra. Quando compreendemos profundamente que o dinheiro só tem por objetivo nos proporcionar pão, abrigo e refúgio, então, lhe impomos espontaneamente uma limitação inteligente. O resultado disto é que o dinheiro já não assume, diante de nós, essa importância tão exagerada que tem quando se converte em uma necessidade psicológica.
O dinheiro, em si mesmo, não é bom nem mau, tudo depende do uso que façamos dele. Se o utilizamos para o bem, é bom; se o utilizamos para o mal, é mau.
Necessitamos compreender a fundo a verdadeira natureza da sensação e da satisfação. A mente que quiser chegar a compreender a verdade, deve estar livre destas travas.
Se quisermos de verdade libertar o pensamento da sensação de satisfação, temos que começar por aquelas sensações que são mais familiares para nós e estabelecer aí o fundamento adequado para a compreensão. As sensações têm seu lugar adequado e quando as compreendemos profundamente em todos os níveis da mente, não assumem a estúpida deformação que têm agora. Muitas pessoas pensam que se toda ordem de coisas marchasse de acordo com o partido político ao qual pertencem e pelo qual lutam sempre, teríamos um mundo feliz, cheio de abundância, paz e perfeição. Esse é um conceito falso, porque realmente nada disso pode existir se antes não temos compreendido individualmente o verdadeiro significado das coisas.
O ser humano é demasiado pobre internamente e, por isso, necessita do dinheiro e das coisas para sua sensação e satisfação pessoal. Quando alguém é pobre internamente, busca externamente dinheiro e coisas para completar-se e buscar satisfação. É por isso que o dinheiro e coisas materiais assumiram um valor desproporcionado e o ser humano está disposto a roubar, a explorar e mentir a cada instante. A isso se deve a luta entre o capital e o trabalho, entre patrões e operários, entre exploradores e explorados, etc.
São inúteis todas as mudanças políticas sem havermos compreendido antes nossa pobreza interior. Podem mudar-se, uma e outra vez, os sistemas económicos, pode alterar-se, vez por outra, o sistema social, porém se não temos compreendido profundamente a natureza íntima de nossa pobreza interior, o individuo criará sempre novos meios e caminhos para obter satisfação pessoal à custa da paz dos outros.
Urge compreender profundamente a natureza intima deste “mim mesmo”,se é que realmente queremos ser ricos internamente. Quem é rico internamente, é incapaz de explorar o próximo, é incapaz de roubar e de mentir. Quem é rico internamente está livre das travas da sensação e satisfação pessoal. Quem é rico internamente, encontrou a felicidade.
Necessitamos de dinheiro, é certo, porém é necessário compreendermos profundamente nossa justa relação com o mesmo. Nem o asceta, nem avarento cobiçoso compreenderam jamais qual é nossa justa relação com o dinheiro. Não é renunciando ao dinheiro nem cobiçando-o, que podemos chegar a entender nossa justa relação com este. Necessitamos de compreensão para nos dar conta inteligentemente de nossas próprias necessidades materiais, sem dependermos desproporcionalmente do dinheiro.
Quando compreendemos nossa justa relação com o dinheiro, termina, de fato, a dor do desprendimento e do sofrimento espantoso que produz a competição. Devemos aprender a diferenciar entre nossas necessidades físicas imediatas e a dependência psicológica das coisas. A dependência psicológica das coisas cria a exploração e a escravidão.
Necessitamos de dinheiro para satisfazer nossas necessidades físicas imediatas, porém desgraçadamente, a necessidade se transforma em cobiça. O eu psicológico, percebendo sua própria vacuidade e miséria, costuma dar ao dinheiro e às coisas um valor distinto do que têm, um valor exagerado e absurdo. Assim é como o eu quer enriquecer-se externamente já que internamente é pobre e miserável. O eu quer fazer sentir-se, deslumbrar o próximo com as coisas e o dinheiro.
Alegamos sempre a necessidade para justificar a cobiça. Esta última é a causa secreta do ódio e das brutalidades do mundo, as quais costumam, muitas vezes, assumir aspectos legais. A cobiça é a causa da guerra e de todas as misérias deste mundo. Se quisermos acabar com a cobiça do mundo, devemos compreender profundamente que esse mundo está dentro de nós mesmos. Nós somos o mundo. A cobiça dos demais indivíduos está dentro de nós mesmos.
Realmente, todos os indivíduos vivem dentro de nossa própria consciência. A cobiça do mundo está dentro do indivíduo e, só acabando com a cobiça que levamos interiormente, terminará a cobiça no Mundo. Somente compreendendo o complexo processo da cobiça em todos os níveis da mente, podemos chegar a experimentar a grande Realidade.
PRÁTICA
1º - Deite-se de costas, em forma de estrela, abrindo as pernas e os braços para a direita e para a esquerda.
2º - Concentre-se agora em suas próprias necessidades físicas imediatas.
3º - Medite, reflita em cada uma dessas necessidades.
4º - Adormeça tentando descobrir, por si mesmo, onde termina a necessidade e onde começa a cobiça.
5º - Se sua prática de concentração e meditação interna for correta, descobrirá, em visão interna, quais são suas necessidades legítimas e qual a cobiça.
Lembre-se de que, compreendendo profundamente a necessidade e a cobiça, poderá estabelecer bases verdadeiras para o processo correto do pensar.
in “Introdução à Gnose- Lição Nº 5” VM Samael Aun Weor
JFM - Lisboa - PORTUGAL
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O SIMBOLISMO DO NATAL
“Hoje vamos falar sobre o simbolismo do Natal. É claro que este é um evento maravilhoso, sobre o qual urge meditar profundamente... O Sol, a cada ano, realiza uma viagem elíptica que começa no dia 25 de Dezembro e então regressa outra vez ao Pólo Sul, até a região da Antártica; exatamente por isto vale a pena refletirmos em seu significado profundo.
Nesta época começa o frio aqui no norte, devido exatamente ao fato de que o Sol vai se afastando para as regiões austrais, e, no dia 24 de Dezembro, terá atingido o ponto máximo de sua viagem na direção sul. Se o Sol não avançasse rumo ao norte do dia 25 de Dezembro em diante, morreríamos de frio. A Terra inteira se converteria em um bloco de gelo e realmente pereceriam todas as criaturas, tudo o que tem vida. Assim, vale a pena refletir sobre o acontecimento do Natal. O Cristo-Sol deve avançar para dar-nos vida e, no equinócio da Primavera, se crucifica na Terra; então amadurecem a uva e o trigo. É precisamente na Primavera que o Senhor deve passar por sua vida, paixão e morte, para depois ressuscitar; a Semana Santa é na Primavera (no Hemisfério Norte).
O Sol físico nada mais é que um símbolo do Sol Espiritual, do Cristo-Sol. Quando os antigos adoravam o Sol, quando lhe rendiam culto, não se referiam exatamente ao Sol físico; rendiam culto ao Sol Espiritual, ao Sol da Meia-Noite, ao Cristo-Sol. Inquestionavelmente, é o Cristo-Sol quem deve guiar-nos nos Mundos Superiores de Consciência Cósmica. Todo místico que aprende a funcionar fora do corpo físico à vontade é guiado pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo Cósmico.
É necessário aprender a conhecer os movimentos simbólicos do Sol da Meia-Noite; é ele quem guia sempre o Iniciado, quem nos orienta, ele é quem nos indica o que devemos e não devemos fazer. Estou falando no sentido esotérico mais profundo, levando em conta que todo Iniciado sabe sair do corpo físico à vontade, que isto de não saber sair à vontade é próprio de principiantes, gente que ainda está dando os primeiros passos nesses estudos. Se alguém está na Senda, tem que saber guiar-se pelo Sol da Meia-Noite, pelo Cristo-Sol, aprender a conhecer seus sinais, seus movimentos. Se o vemos, por exemplo, desaparecer no ocaso, o que é que isto nos indica? Simplesmente que algo deve morrer em nós. Se o vemos surgir do Oriente, o que é que isto nos diz? Que alguma coisa deve nascer em nós”.
In Simbolismo do Natal- VM Samel Aun Weor
JFM _ Lisboa - Portugal
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
SALMO DE DAVID
Salmo de David:
1.Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu Santo Monte?
2.O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
3.O que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
4.O que, a seus olhos, tem por desprezível o réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
5.O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.
JFM - Lisboa - Portugal
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
JUNG E A ESPIRITUALIDADE
Deixamos um pequeno depoimento de Leonado Boff, teólogo brasileiro em que nos fala sobre Carl Jung, dissidente da tradicional psicologia freudiana, que sempre o tentou desacreditar apelidando-o de bruxo.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
DIDÁTICA DA DISSOLUÇÃO DO EU
A melhor didática para a dissolução do eu está na vida prática intensamente vivida.
A convivência é um espelho maravilhoso onde se pode contemplar o eu de corpo inteiro.
No relacionamento com os nossos semelhantes, os defeitos escondidos no fundo do subconsciente afloram espontaneamente, saltam para fora. O subconsciente atraiçoa-nos e, se estamos em estado de alerta percepção, eles são vistos tal como são.
A maior alegria de um gnóstico é celebrar a descoberta de um dos seus defeitos.
Defeito descoberto, defeito morto. Quando descobrimos algum defeito, precisamos vê-lo em cena, como quem vê um filme, porém sem o julgar nem condenar.
Não é suficiente compreender intelectualmente o defeito descoberto. Torna-se necessário submergir em profunda meditação interior para apanhar o defeito nos outros níveis da mente.
A mente tem muitos níveis e profundidades. Enquanto não tivermos compreendido um defeito em todos os níveis mentais, nada teremos feito e ele continuará a sua existência como um demónio tentador no fundo do nosso próprio subconsciente.
Quando um defeito é compreendido integralmente em todos os níveis da mente, ele desintegra-se… ao se desintegrar-se reduz a poeira cósmica o eu que o caracteriza.
Assim é como vamos morrendo de instante em instante. Assim é como vamos estabelecendo dentro de nós um centro de consciência permanente, um centro de gravidade permanente.
Dentro de todo ser humano que não se ache no último estado de degeneração, existe o budata, o princípio búdhico interior, o material psíquico ou matéria-prima para se fabricar aquilo a que se chama alma.
O Eu Pluralizado gasta torpemente esse material psíquico em absurdas explosões atómicas de inveja, ódio, cobiça, ciúmes, fornicações, apegos, vaidades etc.
Conforme o Eu Pluralizado vai morrendo de instante em instante, o material psíquico vai se acumulando dentro de nós e se convertendo num centro permanente de consciência.
Assim é como nos vamos individualizando pouco a pouco. Sem egos, individualizamo-nos. Esclareça-se, porém, que a individualidade não é tudo. Com o acontecimento de Belém, devemos passar para a sobre-individualidade.
O trabalho de dissolução do eu é algo muito sério. Precisamos de nos estudar profundamente a nós mesmos em todos os níveis da mente. O eu é um livro de muitos volumes.
Precisamos estudar a nossa dialética: emoções, ações, pensamentos, de instante em instante, sem justificar nem condenar. Precisamos compreender integralmente a todos e a cada um de nossos defeitos em todas as profundidades da mente.
O Eu Pluralizado é o subconsciente. Quando o dissolvemos, o subconsciente converte-se em consciente.
Precisamos converter o subconsciente em consciente e isto só é possível com a aniquilação do eu.
Quando o consciente passa a ocupar o lugar do subconsciente, adquirimos isso que se chama consciência contínua.
Quem goza de consciência contínua vive consciente a todo instante, não só no mundo físico como também nos mundos superiores.
A humanidade atual é subconsciente em 97%. Por isso, dorme profundamente, não apenas no mundo físico, mas também nos mundos supra-sensíveis durante o sono do corpo físico e depois da morte.
A morte do eu é necessária. Necessitamos morrer de instante em instante, aqui e agora, não somente no mundo físico, mas em todos os planos da mente cósmica.
Devemos ser impiedosos com nós mesmos e fazer a dissecação do eu com o tremendo bisturi da autocrítica.
Extrato do Livro “ A Revolução da Dialética” de VM Samael Aun Weor
JFM Lisboa - Portugal
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