quinta-feira, 9 de maio de 2013

A FISICA QUANTICA EXPLICA A VIDA APÓS A MORTE






Renomado professor de física da Universidade de Oregon e pesquisador do Institute of Noetic Sciences, o indiano Amit Goswami mostra a seguir por que a reencarnação é um fenómeno que merece ser investigado pela ciência. Para sustentar a sua tese, ele reúne dados que indicam a sobrevivência da nossa consciência depois da morte e os explica à luz da física quântica.
No fim do século XIX, os teosofistas, sob a liderança de Madame Helena Blavatsky, redescobriram para o Ocidente algumas antigas verdades orientais. A verdade da ontologia perene – de que a consciência é a base de todo o ser – era clara para eles. Eles reconheciam também dois princípios cosmológicos. Um é o princípio da repetição para o cosmo inteiro – a ideia de que o universo se expande a partir de um big-bang, depois se retrai num big-crunch e em seguida se expande outra vez, esticando e encolhendo de modo cíclico. O segundo princípio era a ideia de reencarnação – a ideia de que existe uma outra vida antes desta e haverá outra depois da morte; nós já estivemos aqui antes e vamos renascer muitas outras vezes.
Para a mentalidade moderna, a reencarnação parece um tanto absurda. Sob implacável pressão da ciência materialista, nós identificamo-nos quase totalmente com o corpo físico, de modo que a ideia de que uma parte de nós sobrevive à morte do corpo físico é difícil de engolir. Ainda mais difícil é imaginar um renascimento dessa parte num novo corpo físico. A imagem de uma alma deixando o corpo que morre e entrando num feto prestes a nascer parece particularmente incómoda, porque pressupõe uma alma existindo independentemente do corpo. E nós tentamos com tanto afinco erradicar o dualismo da nossa visão do mundo!

Mas o nosso monismo (1) não precisa ser um monismo fundamentado na matéria. Se, em vez da matéria, a consciência for a base de todo o ser, a primeira dificuldade – aceitar que uma parte de nós sobrevive à morte – é consideravelmente mitigada, pois pelo menos a consciência sobrevive à morte do corpo físico.
Além disso, quando aprendemos que a nova ciência precisa incluir os corpos vital e mental e o intelecto para captar o sentido do que acontece no nível material da realidade, e que o corpo físico é uma espécie de computador (quântico) no qual as funções vitais e mentais estão programadas num software fácil de usar, até mesmo a aceitação da ideia de algo como uma alma se torna fácil. Não, isso não requer dualismo. Nenhum de nossos corpos – o físico, o vital, o mental ou o intelecto – é uma substância sólida, ao estilo newtoniano clássico; eles são, em vez disso, possibilidades quânticas na consciência. A consciência simultaneamente provoca colapsos de possibilidades paralelas desses mundos para compor sua própria experiência de cada momento.
Dos quatro corpos, apenas o corpo físico é localizado, estrutural e também materialmente; é por essa razão que é chamado de corpo grosseiro. Nossos corpos vital e mental são inteiramente funcionais, criados por condicionamento. Nós desenvolvemos propensões a determinadas confluências de funções vitais e mentais no processo de formação das representações no físico. Esses padrões de hábito constituem-se memória quântica – o condicionamento das probabilidades quânticas associadas às funções matemáticas de onda quântica desses corpos. É uma boa descrição científica de uma parte de nós que sobreviveria à morte: o corpo subtil – o conglomerado dos corpos vital, mental e temático –, no qual a memória das propensões passadas (que os hindus denominam carma) é transportada pela matemática quântica modificada dos corpos vital e mental. Podemos chamar esse conglomerado de mónada quantica. (Além dos corpos grosseiro e subtil, existe um terceiro, o corpo causal, constituído do corpo de beatitude do modelo panchakosha, o qual, é claro, sobrevive à morte, porque é a base do ser. Para que outro lugar mais ele iria?)
Com isso, a reencarnação é elevada à categoria de fenómeno merecedor de investigação científica, pois a melhor prova científica da existência do corpo subtil, com seus componentes vital e mental, seria um indício de sua sobrevivência e reencarnação. (2)
A mónada quântica sobrevivente, de acordo com o nosso modelo, conserva a memória quântica dos padrões de hábito e das propensões das vidas passadas. E existem amplos dados em apoio à ideia que as propensões sem dúvida sobrevivem e reencarnam. No entanto, todas as narrativas que acumulamos durante a nossa existência, toda a nossa história pessoal, morrem, de modo geral, com o corpo físico, com o cérebro; essas histórias não são transportadas pelas mónadas quanticas. Mesmo assim, existem dados que mostram que algumas pessoas, especialmente crianças, são capazes de lembrar-se de histórias de vidas passadas, frequentemente com um nível de detalhe surpreendente. Qual é a explicação para essa memória reencarnacional? A não-localidade quantica através do tempo e do espaço esclareceria isso.
Acredito que todas as reencarnações de uma dada mónada quantica são conectadas não-localmente através do tempo e do espaço, correlacionadas em virtude de uma intenção consciente. Pouco antes do momento da morte, quando entramos num estado que os budistas tibetanos denominam bardo (transição), a nossa identidade-ego cede consideravelmente; e, quando mergulhamos no eu quântico, tomamos conhecimento de uma janela não-local de recordações – passadas, presentes e futuras. Quando agonizamos, somos capazes de travar uma relação não-local com a nossa próxima encarnação, ainda sendo gestada, de modo que todas as histórias que recordamos se tornam parte das histórias dessa encarnação, agregando-se a suas recordações de infância. Essas recordações podem ser evocadas, mais tarde, sob hipnose. E, em alguns casos, as crianças conseguem evocar espontaneamente essas histórias de suas vidas passadas.
Como a mónada quantica sabe onde deve renascer? Se as diferentes encarnações físicas são correlacionadas pela não-localidade quantica e pela intenção consciente, seria a nossa intenção (no momento da morte, por exemplo) que transporta a nossa mónada quantica de um corpo encarnado para outro.

Indícios de sobrevivência e reencarnação

Existem três tipos de indícios em favor da teoria da sobrevivência e reencarnação do corpo subtil:
- Experiências relativas ao estado alterado de consciência no momento da morte
- Dados sobre reencarnação
- Dados sobre seres desencarnados
Uma espécie de indício vem do limiar da morte, a experiência de morte. As experiências de visões comunicadas psiquicamente a parentes e amigos por pessoas à beira da morte vêm sendo registradas desde 1889, quando Henry Sidgwick e seus colaboradores iniciaram cinco anos de compilação de um Censo das Alucinações, sob os auspícios da British Society for Psychical Research. Sidgwick descobriu que um número significativo das alucinações relatadas envolvia pessoas que estavam morrendo a uma distância considerável do indivíduo que alucinava, e ocorria num prazo de 12 horas da morte.
Mais conhecidas, evidentemente, são as experiências de quase-morte (EQMs), nas quais o indivíduo sobrevive e se recorda de sua experiência. Nas EQMs, nós encontramos uma confirmação de algumas das crenças religiosas de diversas culturas; quem teve a experiência frequentemente descreve uma passagem por um túnel que leva a um outro mundo, guiada, muitas vezes, por uma conhecida figura espiritual da tradição da pessoa ou por um parente morto.
Tanto nas visões no leito de morte quanto nas experiências de quase-morte, o indivíduo parece transcender a situação de morrer, que, afinal, é frequentemente dolorosa e desconcertante. O indivíduo parece experimentar um domínio de consciência “feliz”, diferente do domínio físico da experiência comum.
A felicidade ou a paz comunicadas telepaticamente nas visões no leito de morte sugerem que a experiência da morte é um profundo encontro com a consciência não-local e com seus diversos arquétipos. Na comunicação telepática de uma experiência alucinatória, a identificação com o corpo que está padecendo e morrendo ainda é claramente muito forte. Mas a subsequente libertação dessa identificação permite uma comunicação integral da felicidade da consciência do eu quântico, que está além da identidade-ego.
Que as experiências de quase-morte são encontros com a consciência não-local e seus arquétipos é algo confirmado por dados diretos. Uma nova dimensão da pesquisa sobre a EQM demonstra que uma EQM pode levar a uma profunda transformação no modo de vida do sobrevivente da experiência. Muitos deles, por exemplo, deixam de sentir o medo da morte que assombra a maior parte da humanidade.
Qual é a explicação para a imagética específica descrita pelos que passaram pela EQM? As imagens vistas – personagens espirituais, parentes próximos como os pais ou os irmãos – são claramente arquetípicas. Podemos aprender alguma coisa comparando as experiências dos indivíduos com sonhos, uma vez que o estado que eles experimentam é semelhante ao estado onírico: sua identificação com o corpo se reduz e o ego deixa de ficar monitorando e controlando.

Dados sobre reencarnação

Os indícios em favor da memória reencarnacional são obtidos principalmente a partir dos relatos de crianças que se lembram de suas vidas passadas com detalhes passíveis de comprovação. O psiquiatra Ian Stevenson acumulou uma base de dados de cerca de duas mil recordações reencarnacionais comprovadas. Em alguns casos, ele chegou a levar as crianças aos lugares das vidas passadas de que se lembravam para comprovar suas histórias. Mesmo sem jamais terem estado nesses lugares, as crianças os reconheciam e conseguiam identificar as casas em que tinham vivido. Às vezes reconheciam até mesmo membros de suas famílias anteriores. Em um caso, a criança lembrou-se de onde havia algum dinheiro escondido, e, de fato, encontrou-se dinheiro ali. Os detalhes sobre esses dados podem ser encontrados nos livros e artigos de Stevenson. Um dos modos de se comprovar nosso modelo atual – de que a memorização reencarnacional ocorre numa idade muito precoce, por meio de uma comunicação não-local com o eu à beira da morte da vida anterior – seria verificar se os adultos são capazes de se lembrar de experiências de vidas passadas, quando submetidos à regressão à infância.

Dados sobre entidades desencarnadas

Até aqui, falamos sobre dados que envolvem experiências de pessoas na realidade manifesta. Mas existem outros dados, muito controversos, a respeito da sobrevivência depois da morte nos quais uma pessoa viva (normalmente um médium ou canalizador em estado de transe) alega se comunicar com uma pessoa, e falar por ela, que já morreu há algum tempo e aparentemente habita um domínio além do tempo e do espaço. Isso sugere não apenas a sobrevivência da consciência depois da morte como também a existência de uma mónada quantica sem corpo físico.
Como um médium se comunica com uma mónada quantica desencarnada? A consciência não é capaz de provocar o colapso de ondas de possibilidade numa mónada quantica isolada, mas, se a mónada quantica desencarnada entrar em correlação com um ser material vivo (o médium), o colapso pode ocorrer. Os canalizadores são as pessoas que possuem um talento especial e disposição para atuar nessa qualidade.
O fenómeno da escrita automática também pode ser explicado em termos de canalização. As ideias criativas e as verdades espirituais estão disponíveis para todos, mas o acesso a elas requer uma mente preparada. Como o profeta Maomé foi capaz de escrever o Corão, mesmo sendo praticamente analfabeto? O arcanjo Gabriel – uma mónada quântica – emprestou a Maomé, por assim dizer, uma mente. A experiência também transformou Maomé.

Anjos e devas

Em todas as culturas existem concepções de seres correspondentes ao que, no cristianismo, se denomina anjos. Os devas são os anjos do hinduísmo. Em geral, os anjos, ou devas, pertencem ao reino transcendente e arquetípico do corpo temático, o que Platão chamava de reino das ideias, e são desprovidos de forma. São os contextos aos quais nós damos forma em nossos atos criativos. Mas, na literatura, e mesmo nos tempos modernos, também existem anjos percebidos pelas pessoas como auxiliadores (como Gabriel, que auxiliou Maomé). Na linguagem de nosso modelo, esse tipo de anjo poderia ser uma mónada quantica desencarnada cuja participação no ciclo de nascimento e renascimento já terminou.

Notas

(1) De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, o monismo é uma “concepção que remonta ao eleatismo grego, segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade”.
(2) Saliente-se que F. A. Wolf (1996) elaborou um modelo de sobrevivência depois da morte dentro do próprio paradigma materialista. Em sua teoria, no entanto, há várias hipóteses que talvez não sejam viáveis; seu modelo de sobrevivência, por exemplo, é válido somente se o universo vier a terminar num big-crunch.

Artigo extraído do capítulo “A Ciência e o Espírito da Reencarnação” do livro "AJanela Visionária: um Guia para Iluminação por um Físico Quantico, de Amit Goswami.


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

DOR E MEDITAÇÃO



Lidar com a dor física é muito difícil mas uma antiga técnica oriental é uma grande aliada contra esta desagradável  sensação: A meditação.
A meditação alivia fortemente a dor ao influenciar de maneira direta o cérebro, concluiu uma nova investigação do Centro Médico Wake Forest dos Estados Unidos.
“Encontramos um grande efeito de cerca do 40% na redução da intensidade da dor e de 57% no alívio no desagrado sentido pela a dor. A meditação produz um efeito maior que a morfina e outras drogas analgésicas, que tipicamente aliviam a dor em 25%”, sustentou Fadel Zeidan).
O especialista, que publicou suas conclusões no Journal of Neuroscience, afirmou que a investigação “mostra que a meditação produz um efeito real no cérebro e pode encontrar uma forma efectiva para que as pessoas reduzam a dor sem medicação”.
A meditação é uma técnica que consiste em focar a atenção num objecto externo ou pensamento interno, voltando a concentrar neste ponto a cada vez que a mente se afastar dele.

ALÍVIO RÁPIDO
Os autores trabalharam com pessoas que nunca tinham meditado. Todos participaram em classes onde aprenderam durante 20 minutos a meditar e puseram em prática a técnica. Antes e após a cada sessão, Zeidan analisou a actividade cerebral dos voluntários usando uma moderna tecnologia de imagens de ressonância magnética.
Enquanto esta equipa registava o funcionamento cerebral, os participantes sentiram durante cinco minutos uma leve dor causada por uma placa quente posta sobre suas pernas.
Depois da meditação os participantes sentiram uma dor entre o 11% e 93% menor. Além disso a TAC cerebral mostrou que a técnica oriental diminuiu a actividade do cortex somassensorial, uma região cerebral que participa na intensidade do estímulo doloroso.
A meditação gerou uma maior actividade em núcleos relacionados com experiência da dor. “Quantas mais estas regiões se ativarem maior é a redução da dor. Uma das razões pela qual  a meditação resulta tão efectiva para bloquear a dor é que não teve qualquer efeito secundário em nenhuma do cérebro, tendo trabalhados enão que trabalhado em múltiplos níveis de processamento”, disse Robert Coghill, outro dos autores.

Mais informação sobre ciência e saúde em www.neomundo.com.ar


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quinta-feira, 25 de abril de 2013

QUATRO OU CINCO GRANDES MENTIRAS




A primeira é quando dizem que têm consciência. Que são conscientes.
Se tivessem consciência, não fariam o que fazem, não teriam tantos motivos para se arrependerem, e sofrerem as consequências dos seus atos inconscientes. E claro, ninguém é totalmente consciente, ou, inconsciente.
12 -“E deste mundo pecando contra os irmãos, golpeando-lhes, ou, ferindo a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” (1 Coríntios, C. 8, v. 12)
A segunda é que todos afirmam que possuem vida. Que estão vivos.
Que estão cheios de vida.
Se tivessem vida, não teriam as atitudes, o comportamento da maldade em relação a ela, à própria vida. Se existisse vida, todos teriam respeito por ela. E o pouco de vida que existe, o ego, o egoísmo, não respeita.
E o pouco de vida que ainda têm, jogam fora em cada ejaculação, e são vencidos pela morte.
22 - “Jesus, porém, disse-lhe: Segue-Me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.” (5. Mateus, C. 8, v. 22)
A terceira mentira é quando dizem que são livres, que estão em liberdade. Que são livres para fazerem o que querem, o que bem entendem.
Isto é difícil, porque a cada instante, vários fatores, tanto externos como internos, de toda e qualquer natureza, quer físico, mental, ou espiritual, incidem simultaneamente a cada momento de decisão em que se propõe a realizar alguma coisa.
13 - “Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos e ganharemos;”
14 - “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.”
Os budistas, chamam isto de impermanência, transitória
15 - “Em lugar do que deveis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.”
16 - “Mas agora vos gloriais em vossas presunções: toda a glória tal como esta é maligna.”
17 -"Aquele pois que sabe fazer o bem e o não faz, comete pecado."(S.Tiago,C.4,v.13 a 17)
31 - “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam acreditado nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente, meus discípulos.”
32- “E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.” (S.
 João, C. 8, v. 31, 32)
A quarta mentira é quando dizem que possuem individualidade.
Com tantas divisões na consciência pelas ações egoísticas das falanges, ou, legiões de egos, dos “eus” que habitam no interior das dimensões do templo, o corpo, que cada um deles ainda acha que é o unitotal, íntegro, integral, indivisível, completo.
E ainda mais a influência psíquica, mental, e até espiritual, herdada dos antepassados, e mais as dos pais durante a gestação.
No entanto, quantos vivem imitando seus ídolos, a tal ponto de anularem suas personalidades, e por identificação total, não sabem o que é deles e o que é do outro. Enquanto o original já mudou de estilo, o outro que copia permanece com muito tempo de atraso.
Perderam a autenticidade. Enfraqueceram a expressão própria.
E o que mais enfraquece é a perda da energia sexual. Pois elas transmitem irradiando os elementos que dão as características genéticas diferenciadas con tidas nas glândulas sexuais.
12 - “Não tendes limites em nós; mas estais limitados, ou, estreitados, em vossos próprios afetos.” (2 Coríntios, C. 6, v. 12)
As pessoas se tomarão iguaís aos seus ídolos.
15 - “Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens.”
16 - "Têm boca, e não falam; têm olhos, e não vêem."
17 -‘Têm ouvidos, e não ouvem; poís não há alento de vida em sua boca.”
18 - “Como eles se tomam os que os fazem, e todos os que neles confiam.”
Numa extensão maior da interpretação do que vêm a ser ídolos, verifica-se que a humanidade elege seus ídolos, não só os de barro e metal, mas também de carne e osso.
A tal ponto que a identificação é tão grande com a imagem do ídolo, que, muitas vezes, não diz nada que preste, ou dá mau exemplo, que os fãs chegam a manifestar nas próprias fisionomias a imagem do seu ídolo, seja lá em que tipo de atividade se glorificam, quer desportiva, cultural, intelectual, ou artística.
Estes fãs se identificaram de tal modo, que perderam a identidade e a expressão própria de si mesmo, agindo como se fossem o próprio ídolo, tornam-se iguais a eles.
E quando recobrarem a consciência do erro, o tempo já passou.
E depois vêm me falar em individualidade, hum!
Três fatores são perigosos para a consciência: A identificação, a fascinação e o sonho.
Num dado momento, em que alguém se envolve com qualquer coisa, ou acontecimento, se ela esquecer, não se lembrando de si mesmo, poderá fazer algum mau juízo sem ter a devida noção do que está se passando, e cometer um delito, por causa de uma má decisão, ao defender, ao acusar alguma causa injustamente, porque se deixou levar por algum desses três fatores.
A quinta mentira depende da crença religiosa, sobre a salvação.
Salvos de quê? De algum mal por causa de algum vício ou defeito moral?
Da roda das reencarnações, que leva e traz, melhorando uns, piorando outros?
E da segunda morte, já estão todos salvos?
Quantos podem, realmente, afirmar que estão salvos?
21 - “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.”
22 - “Muitos dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”
23 - “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidades.” (S. Mateus, C. 7, v. 21 a 23)


Extrato do livro "Sublimação Sexual" - autor desconhecido

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

OS OCULTOS NÍVEIS DO SUBCONSCIENTE

Certa noite, não muito longínqua de outono, um estudante gnóstico dizia ao seu Mestre: "Já não me interessa auto realizar-me nem perfecionar-me, o  que me interessa é trabalhar pela libertação do proletariado e pelos outros... que nos leve o Diabo"
E o Mestre respondeu: "A água e o sabão não prejudicam a ninguém. Podes continuar trabalhando pelo proletariado, mas banha-te e ensaboa te bem". O estudante compreendeu a parábola do Mestre e guardou então respeitoso silêncio.
Há gentes que são asseadas por fora, não comem carne, não bebem, não fumam, se presumem castas, mas de noite têm poluições.
Há gente que cobiça não ser cobiça, essas gentes abominam a cobiça e, no entanto, cobiçam não serem cobiçosos.
São muitas as pessoas que cobiçam virtudes, ao Eu encanta-lhe as medalhas, as honras, as virtudes. As pobres gentes acham que cobiçando as virtudes conseguirão possuir as virtudes.
Não querem dar conta que o Amor não existe e que só compreendendo todos os processos do ódio nos diferentes corredores, terrenos e regiões do subconsciente, se acaba com o ódio e nasce em forma natural, espontânea e pura isso a que se chama Amor. Assim acontece o Amor.
Há quem cobice a virtude do ALTRUISMO, mas a sós, compreendendo muito a fundo como se processa o egoísmo nos diferentes níveis do subconsciente, podemos aniquilar o egoísmo; morto o egoísmo, nasce em nós sem esforço algum, a flor preciosa do altruísmo.
Aqueles que cobiçam a virtude preciosa da HUMILDADE, não querem compreender, as pobres gentes, que a humildade é uma flor muito exótica, com o simples fato de nos sentir satisfeitos com essa virtude, já deixa de existir em nós, é necessário compreender muito a fundo o processo do orgulho nos diferentes níveis ocultos do subconsciente, acabar com o orgulho, e então nasce em nós sem esforço algum, a flor exótica da humildade.
Aqueles que cobiçam a virtude da CASTIDADE, transmutando e sublimando a energia sexual e compreendendo todos os processos da luxúria em todos os ocultos níveis do subconsciente, se aniquila este horrível vício e nasce em nós em forma natural e sublime a flor exótica da castidade.
A gente que cobiça a virtude da DOÇURA, mas só compreendendo todos os processos da ira nos corredores subconscientes da mente, nasce então em nós a preciosa virtude da doçura.
Os que cobiçam a virtude da DILIGÊNCIA, ao compreenderem em forma integral os processos da preguiça em todos os ocultos níveis do subconsciente, nasce em nós a diligência depois que a preguiça se tenha desintegrado.
Nunca se deverá perder de vista a morte psicológica. Viver interiorizando e observar como  se manifesta o ego...
 VM Samael Aun Weor - MENSAGEM DE NATAL 1965 – 1966, CAPÍTULO XI


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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A ALDEIA




A história que vou contar, parece ser de origem turca, é de grande sabedoria:
Numa pequena e pacífica aldeia, vivia um sábio. Num dia, de repente, todas as galhinhas apareceram mortas. Então os aldeãos vão ter com o sábio e perguntam-lhe:
-Que diz você disto, é uma maldição?
-Não -responde o sábio  - é algo bendito. Não posso dizer-vos a razão, mas é para nosso bem.
Os aldeãos vão-se tornando apreensivos dizendo que o sábio envelhecera demais.
Ao dia seguinte todos os cães despertam, paralisados. Os aldeãos regressam de novo ao sábio.
-E agora, diga-nos, isto é bom ou é mau?
-É bom!
Ao terceiro dia, todos os fogos se apagam. Não funcionam as cozinhas, nem os fornos para o pão, nem o aquecimento, não podem acender uma tocha. Correm outra vez a cabana do sábio.
-Agora sim, é verdadeiramente uma maldição!
-Não, é para nosso bem!
- Como pode dizer-nos que tudo isto é bom: que nossas galinhas morram, os cães se paralisem e os fogos se apaguem? Ficou louco? Já não acreditamos mais em si….!
Nesse momento uma quadrilha de bandidos passa perto de a aldeia. Todos os aldeãos se aterrorizam pensando que serão roubados. Ocultam-se retendo o mais que podem sua respiração. Mas o chefe dos ladrões observa as ruas vazias e diz:
 - Não há galhinhas, não há cães, não sai fumo das chaminés, aqui não vive ninguém. Vamos embora! E é assim que os aldeãos se salvaram de uma morte certa.

Às vezes sucedem-nos coisas que sentimos como uma catástrofe.
No entanto, quando tens uma grande perda, o mundo te dá um bem maior que não esperavas. A perca e o adquirido equilibram-se. Mas, se não estás de acordo com a espiritualidade da vida, todo o que te sucede te parece totalmente nefasto, a semelhança dos aldeãos do conto.
Se te privarem de algo, pergunta-te se não és tu quem tem dado azo a isso, e dirás que, talvez, isso seja para teu bem.
Bem como os aldeãos perdem a seus animais e seu fogo, nós, que vivemos numa época difícil, estamos a perder antigas amarras que nos davam a segurança. Estávamos atados a uns costumes, a uma moral religiosa, a uma cultura, a umas ideias políticas, a um sistema económico. Tudo isto nos decepcionou. O mundo tem entrado em crise. E os indivíduos também.
O mundo, com suas leis caducas, não nos pede o nosso parecer. Quem se ocuparam do poder, não nos deixam ser o que somos, obrigam-nos a ser o que eles querem que sejamos. Devemos lutar e trabalhar para enriquecer às grandes multinacionais. É isto uma maldição? Não, é para nosso bem!
Tal como a crisálida que se retorce para dar origem a uma borboleta, a situação actual, onde até o planeta se mexe, nos impulsiona para um acordar iminente da consciência.
Aprendamos a ser livres, a desprender-nos de todo o que não é autêntico: ousaremos demolir os limites inculcados em nossa mente por culturas que durante séculos têm impedido a mudança, a mutação, para assim, em nome da tradição, tentar escravizarmos.
Entre a dispersão subjetiva, pensar uma coisa, amar outra, desejar outra e fazer outra coisa, elegeremos a unidade, para assim nos bastar a nós mesmos, aprendendo a amar libertos do Eu, (do ego escravizante) reconhecendo que somos uma obra divina.
Então, sem chefes tiranetes, seremos donos de nós mesmos, (mediante o trabalho consciente dos três factores da revolução da consciência) com confiança total no nosso destino, na união com todos e na aceitação como pátria do Planeta Terra.




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quinta-feira, 4 de abril de 2013

A MARAVILHA DO SILÊNCIO



No silêncio encontramos a habilidade de escutar; escutar-nos a nós mesmos, aos demais e a Deus.
 Escutar é como uma arte esquecida. Sem ela não podemos comunicar nos nem relacionar com os demais e, portanto, não podemos viver uma vida com significado. Precisamos de aprender a escutar.
 Sentar-nos em silêncio permite-nos escutar-nos a nós mesmos e compreender. Este silêncio pode curar. As preocupações e a dor podem curar-se quando nos escutamos. A medicina espiritual está sempre presente na alma. Sempre que precisemos dela, até ao ponto em que necessitemos, podemos encontra-la no íntimo.
 No silêncio também acumulamos poder espiritual. Este poder do silêncio transforma a atmosfera, gerando paz onde haja intranquilidade. Primeiro a nossa atmosfera interna e depois a atmosfera ao nosso redor, à medida que irradiamos vibrações silenciosas de paz.
 Precisamos conhecer e experimentar com maior profundidade o poder do silêncio. Os instrumentos do silêncio são os pensamentos puros, os bons desejos e a linguagem do olhar.

Com o poder do silêncio e com a linguagem do olhar, podemos transmitir uma experiência de espiritualidade aos demais. Onde as palavras podem fazer com que uma tarefa seja complexa, a experiência de amor e compaixão através do poder do silêncio, podem simplifica-la e concretiza-la
 Para desenvolver a experiência do poder do silêncio, é necessário permanecer concentrados e em solidão, praticando a experiência da consciência do ser espiritual e a ligação com a fonte eterna do poder espiritual.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

SEMANA SANTA






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BOA PÁSCOA


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