domingo, 29 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O PODER DA ORAÇÃO
Menga Shan avançava triunfante nos seus estudos, mas nem tudo na vida são rosas; também há espinhos. No mês de Julho, durante o quinto ano de Chindin (1264), infelizmente contraiu disenteria em Chunking. Com a morte nos lábios, decidiu fazer testamento e distribuir os seus bens terrenos. Feito isso incorporou-se lentamente, queimou incenso e sentou-se num lugar elevado. Ali, orou aos Três Bem Aventurados e aos Deuses Santos, arrependendo-se das más acções que cometera na vida.
Convencido e certo do seu fim fez aos inefáveis um ultimo pedido: “Desejo que mediante o poder do Prajna e de um estado mental controlado, eu reencarne num lugar favorável, onde me possa fazer monge desde tenra idade. Se por qualquer eventualidade me restabelecer desta enfermidade, renunciarei ao mundo e tomarei hábitos para levar a Luz a outros jovens budistas”.
Depois de formular tais votos submergiu em profundo silêncio, entoando mentalmente o mantra WU [UUUU UUUU]. A enfermidade atormentava-o, os intestinos torturavam-no espantosamente, porém ele resolveu não lhes dar atenção.
Meng Shan esqueceu-se completamente do seu corpo e as suas pálpebras fecharam-se firmemente, como se estivesse morto. Contam as tradições chinesas que quando Meng Shan entrou em meditação, só o verbo – o mantra Wu – ressoava na sua mente; depois, depois não soube nada de si mesmo…
E a enfermidade? Que se passou com ela? O que aconteceu?
É evidente que toda a afecção, doença, dor tem por base determinadas formas mentais. Se conseguirmos o esquecimento radical, absoluto de qualquer padecimento, o cimento intelectual dissolve-se e a indisposição orgânica desaparece.
Quando Meng Shan se levantou do seu lugar no começo da noite, sentiu com infinita alegria que estava quase curado. Voltou a sentar-se e continuou submerso em profunda meditação até á meia-noite, quando a sua cura se completou. No mês de Agosto, Meng Shan foi a Chiang Ning e cheio de fé ingressou no sacerdócio. Permaneceu um ano naquele mosteiro e depois iniciou uma viagem durante a qual ele mesmo cozinhava os seus alimentos, lavava as suas roupas e cuidava das suas necessidades, Compreendeu, então, na íntegra, que a tarefa da meditação deve ser tenaz, resistente, forte, firme e constante, sem nunca se cansar.
(Texto lido e adaptado do Curso de Iniciação à Gnose da Fundasaw)
JFM - Lisboa- Portugal
Convencido e certo do seu fim fez aos inefáveis um ultimo pedido: “Desejo que mediante o poder do Prajna e de um estado mental controlado, eu reencarne num lugar favorável, onde me possa fazer monge desde tenra idade. Se por qualquer eventualidade me restabelecer desta enfermidade, renunciarei ao mundo e tomarei hábitos para levar a Luz a outros jovens budistas”.
Depois de formular tais votos submergiu em profundo silêncio, entoando mentalmente o mantra WU [UUUU UUUU]. A enfermidade atormentava-o, os intestinos torturavam-no espantosamente, porém ele resolveu não lhes dar atenção.
Meng Shan esqueceu-se completamente do seu corpo e as suas pálpebras fecharam-se firmemente, como se estivesse morto. Contam as tradições chinesas que quando Meng Shan entrou em meditação, só o verbo – o mantra Wu – ressoava na sua mente; depois, depois não soube nada de si mesmo…
E a enfermidade? Que se passou com ela? O que aconteceu?
É evidente que toda a afecção, doença, dor tem por base determinadas formas mentais. Se conseguirmos o esquecimento radical, absoluto de qualquer padecimento, o cimento intelectual dissolve-se e a indisposição orgânica desaparece.
Quando Meng Shan se levantou do seu lugar no começo da noite, sentiu com infinita alegria que estava quase curado. Voltou a sentar-se e continuou submerso em profunda meditação até á meia-noite, quando a sua cura se completou. No mês de Agosto, Meng Shan foi a Chiang Ning e cheio de fé ingressou no sacerdócio. Permaneceu um ano naquele mosteiro e depois iniciou uma viagem durante a qual ele mesmo cozinhava os seus alimentos, lavava as suas roupas e cuidava das suas necessidades, Compreendeu, então, na íntegra, que a tarefa da meditação deve ser tenaz, resistente, forte, firme e constante, sem nunca se cansar.
(Texto lido e adaptado do Curso de Iniciação à Gnose da Fundasaw)
JFM - Lisboa- Portugal
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ESPELHOS
Sem nos alongarmos muito em comentários, aqui deixamos para reflexão, dois textos que de autores diferentes quase que arriscamos a dizer que poderiam ser lidos em conjunto, isto é , como complemento do outro, sem que deixassem de fazer sentido no seu todo. Propositadamente indicamos o ano em que foram escritos. Sem mais palavras.
"Observar e observar-se a si mesmo são duas coisas completamente diferentes. No entanto ambas exigem atenção. Na “observação”, a atenção é orientada para fora, para o mundo exterior, através da janela dos sentidos.
Na auto-observação, a atenção é orientada para dentro. Para tanto, os sentidos de percepção externa não servem, motivo esse para que seja difícil para o neófito a observação dos seus processos psicológicos íntimos…/
Encontram-nos, pois, diante de dois mundos: o exterior e o interior. O primeiro é percebido pelos sentidos de percepção externa; o segundo só pode ser percebido pelos sentidos da percepção interna. - in Psicologia Revolucionária" -Samael Aun Weor - 1975
"...A identificação com a mente cria um filtro opaco de conceitos, rótulos, imagens, criticas, e definições que bloqueiam qualquer relacionamento verdadeiro. Coloca-se entre si e o seu Eu, entre si e o seu semelhante, entre si e a Natureza, entre si e Deus. É esse filtro de pensamento que cria a ilusão de separação, a ilusão de que existe você e um “outro” totalmente separado. Então você esquece-se do facto essencial de que, por baixo do nível das aparências físicas e das formas separadas, você é uno com tudo o que é. Quando digo que você se esquece, quero dizer que deixa de sentir essa mesma unicidade como uma realidade evidente por si mesma. Poderá acreditar que talvez ela seja verdadeira mas deixa de saber que ela é verdadeira. Uma crença poderá ser reconfortante. Contudo, é unicamente através da própria experiência que ela se torna libertadora". in O Poder do Agora - Eckhart Toll - 1999
JFM - Lisboa - Portugal
"Observar e observar-se a si mesmo são duas coisas completamente diferentes. No entanto ambas exigem atenção. Na “observação”, a atenção é orientada para fora, para o mundo exterior, através da janela dos sentidos.
Na auto-observação, a atenção é orientada para dentro. Para tanto, os sentidos de percepção externa não servem, motivo esse para que seja difícil para o neófito a observação dos seus processos psicológicos íntimos…/
Encontram-nos, pois, diante de dois mundos: o exterior e o interior. O primeiro é percebido pelos sentidos de percepção externa; o segundo só pode ser percebido pelos sentidos da percepção interna. - in Psicologia Revolucionária" -Samael Aun Weor - 1975
"...A identificação com a mente cria um filtro opaco de conceitos, rótulos, imagens, criticas, e definições que bloqueiam qualquer relacionamento verdadeiro. Coloca-se entre si e o seu Eu, entre si e o seu semelhante, entre si e a Natureza, entre si e Deus. É esse filtro de pensamento que cria a ilusão de separação, a ilusão de que existe você e um “outro” totalmente separado. Então você esquece-se do facto essencial de que, por baixo do nível das aparências físicas e das formas separadas, você é uno com tudo o que é. Quando digo que você se esquece, quero dizer que deixa de sentir essa mesma unicidade como uma realidade evidente por si mesma. Poderá acreditar que talvez ela seja verdadeira mas deixa de saber que ela é verdadeira. Uma crença poderá ser reconfortante. Contudo, é unicamente através da própria experiência que ela se torna libertadora". in O Poder do Agora - Eckhart Toll - 1999
JFM - Lisboa - Portugal
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
CICLICAMENTE AS RELIGIÕES RENOVAM-SE
Os Semideuses, Titãs, Deusas, Sílfides, Ciclopes, Mensageiros, etc foram rebaptizados como Anjos, Arcanjos, Serafins, Potestades, Virtudes, Tronos etc..
O Averno romano foi renomeado para Inferno; o Olimpo morada dos Deuses, tornou-se o Céu.
Os sacerdotes do paganismo, como Áugures, Magos, Druidas, Hierofantes e Sacrificadores, deram lugar aos Curas, Clérigos, Pastores, Prelados, Papas, Ungidos, Minoristas, Teólogos,Freis etc; e as Sibilas, Magas. Vestais, Druidessas, Papisas, Diaconisas, Pitonisas etc, transformaram-se em Noviças, Postulantes, Sorores, Abadessas, Canonisas, Preladas, Superioras, reverendas, Irmãs ou Monjas.
Ciclicamente as religiões renovam-se: os seus princípios seguem, as formas mudam.
Samael Aun Weor - Mensagem de Natal de 1961
Quando meditarmos nestas palavras com espírito objectivo e ausência de preconceitos ou objectos mentais, podemos encarar esta realidade como algo que nos pode pacificar e não, como aconteceu ao longo dos séculos, dividir a humanidade e fazer que por causa de apego a ideias obtidas através de (falsas) convicções se tenha destruído e causado tanta dor e sofrimento inquietude e divisão entre esta pobre humanidade. Podemos com clareza afirmar que a não aceitação dos outros com as suas diferenças, individualidade, formas de ser etc., provocou no século XX mais de cem milhões de mortos!
Quando se criam objectos mentais relativos a uma religião, logo surgem princípios e uma série de conceitos. O pior é que todo o ser humano se apega a esses princípios e renega imediatamente tudo o que lhe é alheio ou não entende. Este á o pasto propicio a todo o desentendimento humano. Manifesta-se até na mais simples discussão de tráfego ou, no que é trágico, numa guerra organizada. Pensemos como começaram as duas guerras mundiais, a guerra do Vietname ou mais recentemente a guerra do Iraque.
Como podemos acabar com esta forma de pensar?
O esforço pela mudança colectiva tem milhares de anos de insucesso. O homem colectivo falhou. Fracassou. No entanto se tal persiste, apenas se deve a que com o passar dos tempos perdeu a sua individualidade. Melhor, entendeu-a mal. Na ausência de soluções alternativas que passem por uma revolução INDIVIDUAL, o homem continuará a procurar hoje aqui amanhã ali, algo que não vislumbra em local que não conhece, não sente nem pode perceber. Tudo que lhe alimente o ego. Tudo o que o impeça de se unir ao seu Real Ser.
Quando nos unimos com o Pai Interno chega uma calma silenciosa, imensa e pacificadora do ser humano. Alguém disse que o silêncio é o que existe de mais parecido com Deus.
O que a Gnose propõe é que cada um encontre em si e por si, esse seu Caminho, decida a escolha e faça a opção (ou não) de o percorrer. Proposta simples. No entanto, sabemos que a coisa mais difícil do mundo é a simplicidade.
Aqui estaremos tal como outros já estiveram apesar das perseguições, calunias e falsidades daqueles que nos perseguiram, torturaram e mandaram para a fogueira. Não desistimos. O poeta Rumi disse num dos seus belos poemas: “ Quando eu morrer voarei com os Anjos. Quando me morrerem os anjos, naquilo que eu me vou transformar tu não podes imaginar. Porque aquilo em que eu me vou transformar não pode ser imaginado”.
Sempre assim foi, é e será.
JFM - Lisboa - Portugal
O Averno romano foi renomeado para Inferno; o Olimpo morada dos Deuses, tornou-se o Céu.
Os sacerdotes do paganismo, como Áugures, Magos, Druidas, Hierofantes e Sacrificadores, deram lugar aos Curas, Clérigos, Pastores, Prelados, Papas, Ungidos, Minoristas, Teólogos,Freis etc; e as Sibilas, Magas. Vestais, Druidessas, Papisas, Diaconisas, Pitonisas etc, transformaram-se em Noviças, Postulantes, Sorores, Abadessas, Canonisas, Preladas, Superioras, reverendas, Irmãs ou Monjas.
Ciclicamente as religiões renovam-se: os seus princípios seguem, as formas mudam.
Samael Aun Weor - Mensagem de Natal de 1961
Quando meditarmos nestas palavras com espírito objectivo e ausência de preconceitos ou objectos mentais, podemos encarar esta realidade como algo que nos pode pacificar e não, como aconteceu ao longo dos séculos, dividir a humanidade e fazer que por causa de apego a ideias obtidas através de (falsas) convicções se tenha destruído e causado tanta dor e sofrimento inquietude e divisão entre esta pobre humanidade. Podemos com clareza afirmar que a não aceitação dos outros com as suas diferenças, individualidade, formas de ser etc., provocou no século XX mais de cem milhões de mortos!
Quando se criam objectos mentais relativos a uma religião, logo surgem princípios e uma série de conceitos. O pior é que todo o ser humano se apega a esses princípios e renega imediatamente tudo o que lhe é alheio ou não entende. Este á o pasto propicio a todo o desentendimento humano. Manifesta-se até na mais simples discussão de tráfego ou, no que é trágico, numa guerra organizada. Pensemos como começaram as duas guerras mundiais, a guerra do Vietname ou mais recentemente a guerra do Iraque.
Como podemos acabar com esta forma de pensar?
O esforço pela mudança colectiva tem milhares de anos de insucesso. O homem colectivo falhou. Fracassou. No entanto se tal persiste, apenas se deve a que com o passar dos tempos perdeu a sua individualidade. Melhor, entendeu-a mal. Na ausência de soluções alternativas que passem por uma revolução INDIVIDUAL, o homem continuará a procurar hoje aqui amanhã ali, algo que não vislumbra em local que não conhece, não sente nem pode perceber. Tudo que lhe alimente o ego. Tudo o que o impeça de se unir ao seu Real Ser.
Quando nos unimos com o Pai Interno chega uma calma silenciosa, imensa e pacificadora do ser humano. Alguém disse que o silêncio é o que existe de mais parecido com Deus.
O que a Gnose propõe é que cada um encontre em si e por si, esse seu Caminho, decida a escolha e faça a opção (ou não) de o percorrer. Proposta simples. No entanto, sabemos que a coisa mais difícil do mundo é a simplicidade.
Aqui estaremos tal como outros já estiveram apesar das perseguições, calunias e falsidades daqueles que nos perseguiram, torturaram e mandaram para a fogueira. Não desistimos. O poeta Rumi disse num dos seus belos poemas: “ Quando eu morrer voarei com os Anjos. Quando me morrerem os anjos, naquilo que eu me vou transformar tu não podes imaginar. Porque aquilo em que eu me vou transformar não pode ser imaginado”.
Sempre assim foi, é e será.
JFM - Lisboa - Portugal
terça-feira, 3 de agosto de 2010
SOBRE O MEDO
No filme “V” de Vingança, a personagem Evey Hammond, quando encarcerada nas mais duras condições se dispõe a morrer sem denunciar, subitamente, o seu suposto carcereiro diz-lhe:
- Então já não tem medo.
-Está completamente livre.
Nos diálogos seguintes o espectador percebe que a estratégia seguida foi, apesar de dolorosa e difícil, bastante simples: O medo perde-se perdendo-o
O medo condiciona-nos a vida, mesmo quando preferimos chamar-lhe prudência.
O que podemos dizer da nossa conversa interna. Os medos sobre o futuro sempre têm uma qualquer estrutura/objecto mental "E se...?" E se eu estou errado? E se as pessoas rirem de mim? O que acontece se eu me antecipar os outros? E se eu não fizer um acabamento perfeito? E se eu falhar? E se eu não posso? E se eu não sei?... E se (não) estou enganado? Que se riem de mim? E se o momento não é oportuno? E se vai pensar mal de mim? E se vou deitar tudo a perder? Etc., etc,… até do próprio êxito há quem tenha e se encha de medo.
Um dia Mestre Samael Aun Weor, recebeu o seu amigo Júlio Medina Viscaino, deitado num estrado suspenso por dois bancos de madeira. Dormia quando o visitante chegou.
-Que faz nessa tábua Mestre?
Ele respondeu:
-Um jejum forçado
O que é um jejum forçado?
- Um jejum forçado é quando não há nada para comer.
-Mestre eu tenho aqui com que comer.
Tirou uma quantia do bolso e entrego-a. De pronto a sua esposa saiu ao mercado e providenciou a refeição. Depois de comerem Júlio voltaria a carga:
- Mestre, o senhor não se preocupa com o dia de amanhã?
- E com o que queres tu que me preocupe?
- Com aquilo que fará com que amanhã volte a comer.
Impávido o Mestre inquiriu:
- Diz-me uma coisa, quantos filhos tens?
-Quatro filhos.
-Bem, os teus filhos alguma vez se preocuparam com o que vão comer no dia seguinte?
Respondeu-lhe o amigo que não, nunca se preocupavam porque sabiam que tinham pai e que se preocupava com eles. Ao que o Mestre rematou:
- Exactamente o mesmo acontece comigo, eu tenho um Pai e confio nele, Ele saberá o que me dar de comer e disso comerão a minha mulher e os meus filhos.
JFM/LISBOA
- Então já não tem medo.
-Está completamente livre.
Nos diálogos seguintes o espectador percebe que a estratégia seguida foi, apesar de dolorosa e difícil, bastante simples: O medo perde-se perdendo-o
O medo condiciona-nos a vida, mesmo quando preferimos chamar-lhe prudência.
O que podemos dizer da nossa conversa interna. Os medos sobre o futuro sempre têm uma qualquer estrutura/objecto mental "E se...?" E se eu estou errado? E se as pessoas rirem de mim? O que acontece se eu me antecipar os outros? E se eu não fizer um acabamento perfeito? E se eu falhar? E se eu não posso? E se eu não sei?... E se (não) estou enganado? Que se riem de mim? E se o momento não é oportuno? E se vai pensar mal de mim? E se vou deitar tudo a perder? Etc., etc,… até do próprio êxito há quem tenha e se encha de medo.
Um dia Mestre Samael Aun Weor, recebeu o seu amigo Júlio Medina Viscaino, deitado num estrado suspenso por dois bancos de madeira. Dormia quando o visitante chegou.
-Que faz nessa tábua Mestre?
Ele respondeu:
-Um jejum forçado
O que é um jejum forçado?
- Um jejum forçado é quando não há nada para comer.
-Mestre eu tenho aqui com que comer.
Tirou uma quantia do bolso e entrego-a. De pronto a sua esposa saiu ao mercado e providenciou a refeição. Depois de comerem Júlio voltaria a carga:
- Mestre, o senhor não se preocupa com o dia de amanhã?
- E com o que queres tu que me preocupe?
- Com aquilo que fará com que amanhã volte a comer.
Impávido o Mestre inquiriu:
- Diz-me uma coisa, quantos filhos tens?
-Quatro filhos.
-Bem, os teus filhos alguma vez se preocuparam com o que vão comer no dia seguinte?
Respondeu-lhe o amigo que não, nunca se preocupavam porque sabiam que tinham pai e que se preocupava com eles. Ao que o Mestre rematou:
- Exactamente o mesmo acontece comigo, eu tenho um Pai e confio nele, Ele saberá o que me dar de comer e disso comerão a minha mulher e os meus filhos.
JFM/LISBOA
sábado, 24 de julho de 2010
NARCISO AO APAIXONAR-SE
Narciso ao apaixonar-se pela imagem que o lago lhe espelhava acabou por gerar o seu próprio fim. Hoje como ontem, nós, quais narcisos, continuamos a criar os mesmos objectos mentais e a deslumbramo-nos connosco.
O ego cria em nós um conjunto de imagens e diz-nos: “Este sou eu”!
E assim perdemos o contacto com a dimensão mais profunda do nosso Ser. Dimensão essa que não tem existência tanto no passado como no futuro. O homem ao permanecer neste “registo” mental acabou por induzir em si próprio uma enfermidade mental que nos parece afectar o colectivo, a que dá o nome de stress. O stress é uma espécie de “pandemia” social que nos desgasta violentamente no dia a dia. Por tal… Levamos a vida a projectar para o futuro os problemas/ objectos mentais que tanto sofrimento nos causam e causaram no passado. Nem disso damos conta.
Quantas vezes convive na nossa mente, uma espécie de “elenco teatral” com dois, três ou mais personagens? Enquanto um que nos diz que: “nunca fazes nada direito, nunca consegues”. Outro desculpa-se: “eu faço o que posso, eu esforço-me”. Vem outro e apazigua: “Da próxima vai correr tudo melhor “ele” vai conseguir”. E assim vivemos muitas vezes uma vida…. Tudo nos serve para não pensarmos em nós…Para não pensar apenas no presente, abandonar os pensamentos negativos e procurar a Essência e o nosso propósito de vida, porque a morte…
"A morte tem muitos significados – positivos ou negativos. Consideremos aquela magnífica observação do grande Kabir Jesus Cristo: “ Que os mortos enterrem os seus mortos”.
Muita gente mesmo estando viva, está, de facto, morta para todo o trabalho sobre si mesmo; portanto, para qualquer transformação intima.
São pessoas engarrafadas nos seus dogmas e crenças, gente petrificada nas recordações de muitos ontens, indivíduos cheios de preconceitos ancestrais, pessoas escravas da opinião alheia, criaturas espantosamente débeis e indiferentes, às vezes convencidas de que conhece a verdade porque assim lhe foi ensinado, etc.
Este tipo de gente não quer entender que este mundo é uma escola psicológica através da qual podemos aniquilar toda essa terrível feiura interna que todos temos dentro de nós mesmos.
Porem, toda a gente pensa sempre o melhor de si mesmo ; orgulham-se das suas virtudes; sentem-se perfeitas, bondosas, nobres, caridosas, inteligentes cumpridoras dos seus deveres, etc.
A vida pratica é formidável como escola psicológica. Mas toma-la como um fim em si mesmo é manifestamente um absurdo ( In –Psicologia Revolucionária Samael Aun Weor)."
Façamos então um esforço para acabar com aquela insatisfação interior permanente de que somos incompletos.
Voltaremos a este assunto.
JFM - Lisboa/Portugal
quinta-feira, 15 de julho de 2010
RESPOSTAS SIMPLES ÀS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE GNOSE *
Aqui está uma lista de perguntas mais frequentemente levantadas sobre a natureza da Gnose e as suas Instituições, os nossos objectivos e fundamentos.
O que é Gnose?
É o conhecimento directo dos grandes mistérios da vida e da morte, a sabedoria divina.
Que objectivos tem o movimento gnóstico?
O objectivo do Movimento é entregar a Doutrina Gnóstica aos que desejem obter um determinado conhecimento, para formar uma nova cultura integrada por seres humanos conscientes que procuram a Auto - Realização do Ser
A Gnose é uma religião?
Religião significa RE-LIGAR, ou seja, voltar a unir. É neste sentido que o gnóstico trabalha para que a sua essência regresse ao Ser-Consciente, e se possa fundir com o Oceano Universal da Vida, Auto-Realizada.
O que têm esses estudos de conhecimento científico?
A prática é essencial. Tudo o que é ensinado, mais cedo ou mais tarde - na medida do nosso esforço - deve ser vivido e experimentado, consciente e voluntariamente. Existem vários métodos e técnicas para cada um testar estes conhecimentos directamente.
Que preparação é necessária para iniciar esses estudos?
Necessita-se de compreensão, vontade e paciência. Como um sábio a preceito nos diz: "Para poder dominar algo não é preciso erudição mas sim perfeição". No entanto, a Gnose é a doutrina do coração, e não do intelecto.
Gnose é um sincretismo religioso?
A Gnose é o conhecimento directo e vivencial do Real, da Verdade - não confundir com realidade. As diversas formas de fé religiosa, tem um corpo doutrinário que ensina como alguém se pode fundir com a chamada Verdade. Na sua essência, todos elas compartilham o mesmo conhecimento - ou Gnose - que continua a ser reservado para aqueles que estão devidamente preparados.
Por motivos especiais relacionados com o momento crítico que a humanidade enfrenta, essa Sabedoria está completamente revelada e disponível para todos os que a quiserem conhecer, que a desejem e não a queiram deixar. Cada um é livre e responsável pelos seus actos. O conhecimento é um guia para o Caminho, mas compete a cada um, individualmente, percorre-lo.
Qual é a vossa posição sobre o aborto?
O aborto é um assassinato, porque desde a fecundação do óvulo que passa a existir de alma no ovo fecundado. Quando se faz um aborto, violam-se as leis da natureza, e isso tem consequências graves.
Acreditam em Deus e no Diabo?
Para além das crenças, a luz e a escuridão sempre existiram. É melhor olharmos para dentro de nós mesmos.
Porque se procura a destruição do ego e da personalidade?
O ego é a causa do egoísmo e da dor, deve ser destruídos para nascer e florescerem as virtudes e os valores da alma, para despertar a consciência.
O que os gnósticos procuraram nas últimas fases do seu trabalho é a SAGRADA INDIVIDUALIDADE, que transcende obviamente a personalidade, filha do tempo.
Se são Cristãos que diferenças que têm com a Igreja Católica?
O cristianismo é um movimento criado e liderado por Cristo, constituído por aqueles que o vivem em adoração em toda a sua profundidade para além dos dogmas e crenças. A Igreja Católica Apostólica Romana é uma instituição criada vários séculos depois de Jesus Cristo e merece todo o nosso respeito.
Existe vida extraterrestre?
A vida existe em todo o universo e em diferentes dimensões.
Em 2012 o mundo vai acabar?
O V.M, Samael AUN WEOR enfatiza que estamos a testemunhar os Tempos do Fim. Primeiro virá uma terrível Terceira Guerra Mundial, com explosões atómicas; em seguida virá uma gigantesca massa planetária que provocará a verticalização do eixo da Terra, erupções vulcânicas e terramotos. A data exacta, só o Pai Celeste sabe.
O que existe de certo na lei da evolução citada pelos cientistas esoteristas e ocultistas?
A Lei da Evolução é uma lei mecânica da natureza, que obviamente existe, mas não deve ser estudada deixando de lado a sua irmã gémea a Involução. Mas mais importante que ambas, é a Revolução da Consciência que permite a emancipação humana da mecânica das leis anteriormente mencionadas
Existe a magia negra?
Existe. E existe também da Loja Branca, com suas artes e poderes extraordinários. As suas bases são o respeito pelo Livre Arbítrio, promover o Despertar da Consciência, praticar a Alquimia Sexual ou Maithuna Sahaja , sem qualquer lucro.
O que acontece depois da morte?
Pode retornar a este vale de lágrimas, pode passar umas férias dos mundos superiores de consciência, ou regredir até às entranhas da natureza.
Existe reencarnação?
Os seres humanos comuns e correntes retornam mecanicamente até que cumpram 108 existências. O Homem Auto-Realizado, reencarna conscientemente.
Onde está o amor e a justiça divina, se há tanta fome e sofrimento no mundo?
O Amor, a Justiça e a Misericórdia Divina são compreendidos quando se estuda a Lei do Karma e Dharma.
Qual o sistema para viver melhor?
Pôr-se em harmonia com Deus.
Posso mudar o destino?
Pode-se. Através de esforços conscientes, sofrimentos voluntários e de acordo com a Lei Divina.
Como posso comprovar ver o que acontece depois da morte?
A projecção astral e meditação são duas excelentes técnicas para investigar os acontecimentos pós-mortem.
Porque se sustenta a necessidade do casamento se Jesus foi solteiro?
Na vida de Jesus Cristo, é historicamente desconhecido o que terá feito entre os 12 e os 30 anos. Investigações feitas nas memórias da Natureza - realizadas por Mestres de Sabedoria – dizem-nos que teve mulher e que trabalhou a Alquimia Sexual.
Até que ponto se podem chegar as mulheres na Iniciação?
À mesma altura que os homens.
Consideram-se uma seita?
No nosso movimento existe total liberdade de entrar e sair quando cada um o queira. Não seguimos pessoalmente ninguém; não existe qualquer exploração económica (os fundos de qualquer Instituição destinam-se EXCLUSIVAMENTE a material didáctico, aluguer dos locais, manutenção e pouco mais). Não existe qualquer fim lucrativo e a administração é SEMPRE levada a cabo pelos próprios associados. Não se lava o cérebro a ninguém com dogmas ou crenças. Todo o ensinamento deve ser estudado, valorado e experimentado individualmente. Apenas se deve estudar um conhecimento que se possa comprovar passo a passo. Que é real e está certo. Aquilo que nos possam chamar, denominar ou apelidar não é assunto que nos diga respeito.
O que leituras recomendariam para iniciar esses estudos?
Há muito material bibliográfico disponível. Sugerimos como obras básicas para o Auto-Conhecimento: "Psicologia Revolucionária", A Grande Rebelião” e "Educação Fundamental ". Estes livros, bem como toda a obra completa do V.M. Samael Aun Weor, encontra-se no site: www.gnosis202.com, sendo esta descarga dos livros - em espanhol – gratuita. Também pode encontrar muitos destes livros em português/BR e descarrega-los sem custos em www.gnose.org.br.
O que é um Avatar?
O seu significado é "iniciador ou mensageiro", ou mesmo "o que descendente” (do alto para entregar uma mensagem para a humanidade) e refere-se ao trabalho de difusão do conhecimento que a humanidade necessita, em determinado momento - no início do Era de Aquário - para que seja possível fazer a revolução espiritual.
É perigosa a projecção astral?
Inevitavelmente, cada vez que nos deitamos na cama para dormir, durante o sono, desdobramo-nos naturalmente no astral. O perigoso seria não o fazer, dado que o corpo físico não recarregaria as suas energias o que poderia levar-nos à doença ou mesmo à morte. Portanto, não há nada de perigoso na projecção astral, é uma função natural.
Que diferenças existem entre vós e a Metafísica, que também por aí se ensina?
O que em síntese se pode responder é que a Gnose é uma escola de Iniciação que nos ensina a auto – conhecer, a desintegrar todos os elementos psíquicos que condicionam a nossa alma, (debilidades, temores, complexos, defeitos, falsas virtudes, etc.). a nascer espiritualmente através de Alquimia Sexual no matrimónio e a servir a humanidade . Em suma, a fazer a nossa re-ligação com o nosso Real Ser, o Atman da Teosofia, com o Cristo Íntimo. Fazendo todo este trabalho através da meditação, Sahaja Maithuna, Kundalini Yoga, etc. …Se algum grupo de metafísica ensina o mesmo que nós, então não devem haver diferenças substanciais.
* (Texto em espanhol de autor desconhecido traduzido e adaptado)
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