quinta-feira, 28 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
O SINAL DE JONAS
(S. Mateus, C. 12, v. 38 a 42)
38 - “Então alguns escribas e fariseus
replicaram: “Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal”
39 - “Ele porém respondeu: Uma geração má e
adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta
Jonas.”
40 - “Porque assim como esteve Jonas há três dias
e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem, estará três
dias e três noites no coração da terra.”
41 - “Ninivitas se levantarão no juízo com esta
geração e a condenarão: porque se arrependeram com a geração de Jonas. E eis
aqui quem é maior do que Jonas.”
42 - “A Rainha do Sul, ou do Meio Dia,
(S. Lucas,
C. 11, v. 31) se levantará no juízo com esta geração, e a condenará; porque
veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está
quem é maior do que Salomão.”
Aqueles que se dizem ser Cristãos, porque só se
atêm aos ensinamentos da Bíblia, e não tomam conhecimentos de outras
interpretações de outras escolas espiritualistas para compararem, esperam que
depois que morrerem, irão para o céu.
Mas, qual dos céus? Qual deles?O próprio apóstolo
Paulo, refere-se, em seus ensinamentos, à existência do terceiro céu. O
primeiro, o segundo e o terceiro.
Alguns interpretam os três céus como sendo o
primeiro, o espaço da terra até a lua, o segundo, da lua até o sol, e o
terceiro do sol em diante.
Jesus, antes de ressuscitar, esteve durante três
dias e três noites no interior da terra.
E, ele mesmo se referiu ao sinal dado pelo
profeta Jonas, que esteve também três dias, e três noites no interior de um
grande peixe.
Algumas civilizações antigas, com o conhecimento
dos mistérios divinos, interpretam, o grande peixe, como sendo o próprio
planeta terra, constituída também por seus sete corpos ou planos e dimensões,
que estando no mar ou oceano de energias do Universo, engole a todos depois que
morrem.
Este é o sinal, que antes de subir ao pai que
está no céu, todo neófito, aprendiz, discípulo, que chegar ao grau de mestre,
deverá descer ao interior da terra, por três dias e três noites.
Jonas tentou fugir da presença divina, para não
atender a uma ordem dada por Deus, para realizar uma tarefa, de chamar a
atenção de uma cidade pelos males por ela praticado.
Entrou numa embarcação, e sobrevindo forte
tempestade, os marinheiros, jogaram sorte para ver, qual a causa da ira de
Deus, e Jonas foi apontado, e o lançaram no mar. A tempestade se acalmou.
E surgiu um peixe enorme que o tragou, engoliu, a
Jonas, por três dias e por três noites. A depois, Deus fez com que o peixe
vomitasse, lançasse Jonas na Terra. (Jonas,C. 1)
Num dado momento, de uma circunstância, em que se
manifesta um acontecimento, onde variam as interpretações, e os sentidos
captados das imagens daquilo que se vê, que compõe o acontecimento, nos vários
níveis dos vários planos em que ele ocorre, haverá uma interpretação e um
sentido, que traduzem um significado como um todo, desde a emanação nos vários
mundos das dimensões da manifestação divina, nos planos superiores mais etéricos,
abstratos da criação e da formação, até ao plano de realização na concretização
material no plano físico.
Jonas sendo um iniciado, sentiu a manifestação de
Deus através das hierarquias angélicas dos mundos internos, nas dimensões
superiores, que lhe inspiraram a fazer determinada obra, ou tarefa.
Refugiou-se dentro de si mesmo, a embarcação, por
medo de enfrentar os outros para realizar a tarefa que lhe fora ordenada.
Os marinheiros, os construtores do corpo astral
emocional, atacaram a Jonas, a personalidade humana, e o lançaram no mar da
humanidade, nos embates das energias da vida, como Jesus havia dito, que
enviaria seus discípulos como ovelhas aos lobos.
O grande peixe não é só a terra, que na morte
engole a todos, é também o corpo físico, o elemento terra, material, que se
conquista e domina com o despertar do primeiro chacra, Muladhara, com suas
dimensões interiores.
Está escrito também que as portas do inferno
serão abertas.
As portas do inferno são as dimensões inferiores
onde estão contidas as consciências com as lembranças, memórias do mal que
praticaram, e que estão relacionadas com os chacras inferiores, que estão
abaixo do coração.
O vil mortal só consegue quando muito, evoluir em
se aperfeiçoar até ao plexo solar, porque, por causa da degeneração sexual, o
ego fica preso pela identificação aos aspectos inferiores dos seus sentimentos
egoísticos da sua sobrevivência em experimentar todo tipo de sensações por
respostas à estímulos, longe de ser realmente a emoção. Ele, o ego,
praticamente, tanto é excitado, como se auto-excita nos cinco centros de
comando da máquina humana a saber: o centro sexual, o instintivo, o emocional,
o motor, e o intelectual. A emoção e o intelecto superior, ele não tem acesso
ainda.
24 — “Por isso vos disse que morrereis em vossos
pecados, (erros), porque, se não credes que Eu Sou, morrereis em vossos
pecados.”(S. João, C. 8, v. 24)
Porque, quando nas condições degeneradas da
involução da consciência, com o fluxo da corrente energética sexual Kundalini,
invertida, de cima para baixo, através da coluna vertebral, relacionam-se com
os chacras inferiores no interior das dimensões astrais da terra.
Tudo isso são estados de almas, níveis de
consciência e níveis de ser, que se degeneram, involuem.
Onde as consciências foram, estão sendo, e serão
precipitadas, projetadas, lançadas para baixo, a níveis inferiores de
degeneração de consciência invertida.
Na queda vertiginosa do homem, do homem, que sai
em todas as épocas, e tempos, do paraíso celestial das dímensões dos mundos
internos dos planos superiores, e se precipita através das dimensões do mundo
interno do seu corpo, para o seu próprio inferno interior, arrastando a
humanidade para baixos padrões vibratórios de qualidades de vida.
Que através da fornicação, orgasmo com, ou, da ejaculação,
que é a concupiscência da carne, para satisfazer com luxúria os seus desejos
sexuais, inverte a direção no sentido, de cima para baixo, a consciência do
fluxo dos átomos da corrente energética do poder da serpente Kundalini. Que ao
invés de subir pela coluna vertebral da base até ao topo da cabeça, desce pela
coluna vertebral, e se não parar de fornicar, com a ejaculação, o fluxo
energético da consciência sexual degenerada, continuará a descer para as
dimensões astrais inferiores.
Isto é a involução.
Despertando a consciência dos “chacras” nas
dimensões inferiores no interior da terra, tornando-se a antiga serpente da
tentação, que é o diabo, com a consciência invertida que transforma o paraíso
interno, no inferno interior do homem, onde se faz todo o tipo de criação
diabólica maléfica para a humanidade, também, por pensamentos, palavras e
ações.
A geração má e adúltera, que pede um sinal, é a
geração de todos os tempos, que comete não só adultério no casamento, com a
fornicação do orgasmo com a ejaculação, mas que adultera, altera, falsifica,
tudo, desde a própria personalidade, caráter, mente, emoções, etc, etc, até a
constítuição íntima da matéria, prejudicando a natureza do meio em que vivem.
Adulteram não só assinaturas dos contratos em
qualquer negócio, mas que também adulteram, de acordo com seus interesses, os
sentidos das idéias intelectualizadas, ao serem transmitidas verbalmente na
divulgação do conhecimento espiritual. Prejudicando, assim, as mentes mais
fracas com a confusão do pensamento, criando dúvidas, em seus corações.
Deixando inquieto e perturbado o seu mundo interno, com a vacilação, e
descrença, em qual o ensinamento que se deve estar apoiado intelectualmente,
para se ter fé, na crença no que julga, ou intui, ser correto, ou verdadeiro,
daquilo que já sabe.
Adulteram tudo a favor do mal, para satisfazerem
as suas vaidades de auto afirmação, para imporem o errado como certo, com medo
de enfrentarem a verdade, e a si próprios, com seus erros, do que terem que
lutar, trabalhar sobre si mesmos, e até se sacrificarem para mudar ‘as
condições dos estados psicológicos negativos interiores dos seus níveis de ser
nos mundos internos.
in "Sublimação Sexual" Livro de autor desconhecido que será facultado GRATUITAMENTE a quem o solicitar via e-mail ou atraves do Face Book
JFM Lisboa - Portugal
quinta-feira, 14 de março de 2013
O PESO DA ORAÇÃO
Uma mulher humildemente vestida, com um rosto que
refletia sofrimento e derrota, entrou numa loja que vendia produtos alimentares.
Acercou-se do dono e envergonhada, perguntou-lhe se podia levar algumas coisas
fiadas. Com voz suave explicou-lhe que seu marido estava muito doente, não
podia trabalhar; tinham sete filhos e precisava de lhes dar de comer.
O dono, inflexível, pediu-lhe que abandonasse a
loja. Mas a mulher pensando na família continuou rogando-lhe:
- Faça favor senhor! Pagar-lho-ei tão cedo quanto
possa.
O dono escusava-se dizendo que não podia lhe podia
dar crédito uma vez que ela não tinha qualquer conta de crédito aberta na sua
loja. A ouvir toda a conversa estava um cliente que escutou a conversa entre o
dono da loja e a mulher que se acercou do dono da loja sugerindo que lhe desse
o que ela necessitasse pois ficaria responsável pela dívida. Mas, o dono nem assim aceitou.
Dirigiu-se à mulher e perguntou-lhe:
- Você tem alguma lista do que precisa comprar?
- Sim, tenho – balbuciou a mulher…
- Está bem, ponha a sua lista na balança e o que ela
pesar eu retribuo em bens comestíveis.
A mulher hesitou por um momento e cabisbaixa
procurou na sua carteira um pedaço de papel e escreveu algo nele. Depois,
temerosa, pôs o pedaço de papel na balança.
Ao fazê-lo a balança baixou inesperadamente, como
se tivesse posto sobre ela uma rocha ou um pedaço de ferro. Os olhos do dono e
cliente encheram-se de assombro. Tal como tinha dito, o dono começou a pôr
produtos no outro prato da balança, mas esta não se movia e ele continuava
pondo mais e mais víveres. E a balança sem se mexer. O comerciante não aguentou
mais e agarrou examinando o pedaço de papel para ver se tinha algum truque.
O dono olhou o papel e leu-o assombrado. Não era
uma lista de compra, era uma oração que dizia:
"Querido Senhor, tu conheces minhas
necessidades, deixo esta situação em tuas mãos".
O dono da loja deu à mulher tudo aquilo que tinha
reunido e ficou em silêncio, enquanto a mulher abandonava a loja.
“Só Deus sabe quanto pesa uma Oração
(Narrativa adaptada de um conto de autor desconhecido)
JFM Lisboa - Portugal
quinta-feira, 7 de março de 2013
SEXUALIDADE GNÓSTICA
Vê-se então, que, desde Adão e Eva, no paraíso,
Sodoma e Gomorra, Império Romano, sociedade atual, crimes passionais, grandes
escândalos políticos e até religiosos, tiveram como motivo destes
acontecimentos, o sexo.
Se sexo não é tudo, mas... veja o tremendo poder
que ele tem na transformação do conteúdo físico, psicológico, mental,
espiritual da vida interna de cada um.
Até certa idade, menino ou menina têm quase as
mesmas feições. Quando começa a produção do harmónio, a diferenciação se torna
mais acentuada. O meninoi fica mais “homenzinho”, e as meninas desenvolvem a
feminilidade. A partir das mudanças internas, começa a mudar a visão do mundo
externo.
Acontece, então, que o menino, quando olha para a
mulher na rua, ou na praia, chega a despi-la mentalmente. Vai ao banheiro, vê
uma revista pornográfica e se excita. Em pouco tempo chega à masturbação. Com
isto as primeiras energias estão sendo gastas em troca de uma sensação efémera,
em troca de nada. A masturbação é negativa.
Porque tal como ela é conhecida, visa, tem como
objetivo, a ejaculação, lançando sémen para fora do organismo, algo de vital
importância para a qualidade de vida tanto física, psicológica e espiritual.
A verdade e a mentira andam juntas. Difícil, mas
não impossível separá-las. Isto é o separar o joio do trigo, o falso do
verdadeiro.
Ao contrário da masturbação, pode haver uma
massagem nos órgãos sexuais, mediante a qual a excitação pode ser controlada, o
sêmen retido, e a energia sexual sublimada e transmutada.
Não sabem que para ser “homem”, mais tarde,
dependem daquela energia. Ou, que qualidade de homens se tomarão mais tarde?
Esquecem
que têm trinta, quarenta anos pela frente.
Na Bíblia está escrito: Crescei e
multiplicai-vos. No entanto, a maioria não espera nem crescer. A qualquer
excitação provocada pelas atividades glandulares, tratam o mais rápido possível
de se desfazerem delas. Não há quase a mínima tentativa de se controlarem para
dar tempo ao organismo de absorver as energias para utilização interna do
corpo.
Até que reter o sémen, sublimar e transmutar as
energias sexuais, sem ejacular, é um ótimo anticoncepcional.
Existe um ditado popular que diz: “Quando o de
baixo esquenta o de cima não governa”.
Surge uma pergunta:
— Então, a gente não vai poder gozar?
Reflita um pouco. Gozo é um conceito subjetivo
que se manifesta de acordo com o instante e o estado de espírito em que se
encontra no momento em que se vive a experiência. Ou será que o prazer está
unicamente na ejaculação?
Antes não há prazer?
Já perguntaram. Então, quando é que tu gozas?
O homem, o representante do género masculino, tem
dois momentos principais de gozo: o primeiro é quando ele coloca o “picus
fálicus erectus”, isto é, quando ele coloca o pénis em ereção; o segundo
momento, é quando ejacula. Entre o estado de ereção e o da frouxidão, é que ele
tem a noção ou consciência de como foi o ato sexual. Para aumentar o tempo de
gozo, deverá se controlar, e não ejacular.
Outra dúvida que surge é a seguinte: Reter o
sêmen e as energias sexuais, não vai deixar doente?
Só fica doente ou dá motivos para outros
distúrbios, quem reter sem saber para que reter, ou aqueles momentos cujas
circunstâncias não permitem o relacionamento normal. Aí virá o recalque mesmo,
ou frustração.
É o caso do presidiário que, muitas vezes, chega
à masturbação ou ao homossexualismo. Isto porque as circunstâncias não permitem
o relacionamento com o sexo oposto, fisicamente; mas, suas mentes estão cheias
de imagens eróticas e conhe cimentos de que devem gastar as energias sexuais,
porque senão ficam doentes. Aí, fica-se doente mesmo.
Jesus ensinou:
“Porém desde o princípio da criação, Deus, ou, o
Criador, os fez homem e mulher. (S. Mateus, C. 19, v. 4 a 6) Ou “macho e fêmea”,
(Gênesis, C. 1, v. 27)´
7- “Por isso deixará o homem a seu pai e mãe.”
8 - “E se unirá a sua mulher, serão os dois uma
só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne”. (S. Marcos, C. 10, v.
7 e 8)
Apenas esperava que cada um procurasse ler,
ouvir, estudar, meditar e interpretar, da melhor maneira possível, a explicação
dos mistérios, cuja a Bíblia é pequena demais para conter todas as explicações.
“Examinai tudo e retende o bem”, ou melhor.
7 - “Porventura desvendarás os arcanos de Deus,
ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?” Ou ainda conforme tradução.
7 - “Porventura alcançarás os caminhos de Deus,
ou chegarás à
perfeição do Todo-Poderoso?”(Jó, C. 11, v. 7)
Extrato do livro "Sublimação Sexual" autor desconhecido
JFM - Lisboa Portugal
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
SOBREA A FANTASIA
Fantasias são artifícios que utilizamos para nos
sentirmos melhor diante de situações ruins. São formas de compensar, negar, uma
realidade adversa. De certo modo, as fantasias são uma defesa da psique.
Em nossas fantasias, brincamos de casinha, de empresa, de religião, fingimos
ser artistas de novela, modelos de passarela, cantores famosos, jogadores de
futebol. Como se ainda fôssemos crianças, continuamos a fantasiar a vida, sem
nos darmos conta. Guardadas as devidas proporções, a situação é quase a mesma.
Enquanto as crianças se apegam aos seus brinquedos, apegamo-nos aos nossos;
enquanto as crianças choram quando vão para a escolinha pela primeira vez,
choramos quando nos separamos de algo a que temos apego. A diferença é que as
crianças fantasiam a realidade, mas estão sempre abertas ao novo, estão sempre
buscando conhecer, aprender, compreender. Surpreendem-se com as novidades, com
cada nova descoberta. Já nós, adultos, fantasiamos a vida e nos fechamos ao
novo, convencidos de que chegamos à última instância da realidade.
A fantasia embota a mente, de forma a nos impedir uma visão nítida da
realidade, da verdade. É como um treino cuja finalidade é nos transformar em
tolos. Aliás, um treino que realmente tem dado muito certo. Pelo que parece,
inclusive, vem superando as expectativas.
Na busca por prazeres mentais, fantasiamos a realidade. Pode-se dizer que este
processo é uma espécie de onanismo mental.
Alucinados, vivemos a fantasia de ser um personagem escolhido e agimos como se
fôssemos realmente este personagem construído em nossa mente; agimos como se fôssemos
esta auto-imagem, este cúmulo de ilusões sobre nós mesmos. Identificamo-nos, apaixonamo-nos
por esta criação.
Sorrimos e nos comprazemos com situações idiotas, ao imaginarmos as cenas
fantasiadas. Ou seja, as imagens que artificialmente montamos em nossas mentes
nos fazem sorrir.
A vida é como um sonho, um sonho é como a vida.
Passamos nossos períodos de vigília como se estivéssemos sonhando. E nessa
ciranda, aquela pessoa que achamos agradável e simpática num primeiro momento
torna-se antipática e desagradável no momento seguinte. Tudo se dá exactamente
como num sonho, onde estamos diante de uma determinada cena e, logo a seguir, a
cena se transforma. Não nos damos conta deste processo no estado de vigília,
nem muito menos nos sonhos. As cenas mudam drasticamente, coisas impossíveis
acontecem, e continuamos como se nada estivesse ocorrendo. Nada questionamos,
não questionamos as loucuras vividas no sonho, não questionamos nossas mudanças
de humor, de conceito, de valores, de opinião, no estado de vigília. Durante o
período de sono, repetimos em sonhos tudo que fazemos no período de vigília.
Repetimos costumes, actos, gestos mecânicos, realizamos fantasias, liberamos
repressões.
Como já foi dito, usamos a fantasia como mecanismo de defesa. Por exemplo, para
fugirmos do mal-estar de uma crítica recebida, fantasiamos a nosso respeito,
fantasiamos a respeito de quem nos critica, inventamos uma cómoda realidade em
nossa mente. Para fugirmos da dor de um abandono, convencemo-nos de que foi
melhor assim, de que nos livramos de alguém que não nos faria feliz, e
arrumamos desculpas compensadoras, como a ideia de que ficamos com bens
materiais. Pode ser até que este abandono tenha sido, de fato, melhor solução
para nós. Mas, em nossa ignorância, influenciados pelos egos e cheios de
mágoas, esta visão é apenas uma fuga da realidade interna, uma vez que negamos
nossas mágoas, tristezas e frustrações.
O orgulho, a vaidade, o amor próprio, a auto-importância, estão todos enraizados nas fantasias Se uma pessoa provocante nos desperta o desejo de possui-la, nossa mente começa a criar uma série de imagens ligadas a essa atracão. As fantasias se acumulam, as sensações se exacerbam, e nos viciamos em tais sensações. Se alguém do sexo oposto nos trata de forma carinhosa, já fantasiamos que esta pessoa está interessada em nós, que nos admira, que aprecia nosso corpo, nosso rosto, nossos olhos, nosso sorriso, nosso cabelo. E uma onda de sensações e prazeres toma conta de nós. Mas tudo isso são ideias que temos sobre nós mesmos, não passam de projecções de nossa mente.
O orgulho, a vaidade, o amor próprio, a auto-importância, estão todos enraizados nas fantasias Se uma pessoa provocante nos desperta o desejo de possui-la, nossa mente começa a criar uma série de imagens ligadas a essa atracão. As fantasias se acumulam, as sensações se exacerbam, e nos viciamos em tais sensações. Se alguém do sexo oposto nos trata de forma carinhosa, já fantasiamos que esta pessoa está interessada em nós, que nos admira, que aprecia nosso corpo, nosso rosto, nossos olhos, nosso sorriso, nosso cabelo. E uma onda de sensações e prazeres toma conta de nós. Mas tudo isso são ideias que temos sobre nós mesmos, não passam de projecções de nossa mente.
Muitos se sentem orgulhosos de sua posição social, posses, bens e títulos. Mas
basta pensarmos um pouco mais além para concluirmos que tudo não passa de uma
ilusão. A posição social é uma questão exclusivamente mental, criada a partir
de uma série de impressões que, por sua vez, dão origem a falsas sensações,
conceitos, valores e padrões. Quando avaliamos esse estado mais profundamente e
descobrimos que ele é apenas mais um artifício da mente, podemos compreender
que uma posição social é algo restrito apenas ao mundo das ideias e se
manifesta na forma de impressões e sensações ilusórias.
Mas nossas fantasias não ficam apenas nisso. Fantasiamos tudo, fantasiamos
nossa realidade espiritual, psicológica, social e familiar.
O rico acha que é mais que o pobre, o pobre acha que é mais que o rico. Existe
em nós uma necessidade de nos acharmos mais, melhores e maiores.
Não conseguimos olhar directamente a realidade, a crua verdade dos fatos, o
deserto do real. Precisamos de fantasias que nos anestesiem e nos permitam
viver sem a dor da verdade. O que muitos chamam de esperança não passa de mera
ilusão, fantasia, sonho. Ter esperança de ganhar na lotaria, por exemplo, é uma
ilusão, uma fantasia que compensa a frustração de uma situação financeira
precária; é uma fuga, uma projecção da frustração, da não aceitação, da
insatisfação, do descontentamento com a real situação. que criamos, nas ilusões
que construímos sobre nós mesmos, sobre a realidade.
Expandindo um pouco a questão da esperança, da
falsa esperança, podemos observar muitas outras variações neste sentido, tal
como sonhar com um emprego melhor; uma casa maior e mais bonita; um carro
melhor; conquistar alguém jovem, bonito e charmoso; ter um relacionamento
perfeito; abrir o próprio negócio; não ter que trabalhar e poder aproveitar a
vida; ter família e filhos, etc. Repetindo o que já foi dito anteriormente,
todas essas esperanças são ilusões, fantasias que só exacerbam a frustração com
a situação vivida, com a condição real; são formas de compensação, de fuga, de projecção
da frustração, da não-aceitação, da insatisfação, do descontentamento com a
situação actual, com a condição real. Essas esperanças são recursos que podem
gerar motivação de vida a muitas pessoas, mas são também uma forma de negação,
de fuga de realidades muitas vezes adversas, são saídas que arrumamos para
podermos lidar com situações desfavoráveis, desagradáveis. A esperança, a
fantasia, o sonho de realizar algo no futuro é uma forma de compensar nossa
incapacidade de realizar nossos projectos no momento presente.
Vivemos fantasiando sobre nós mesmos e ficamos irritados quando as pessoas não fazem o que queremos, quando não se comportam como esperamos, quando, de alguma forma, vão contra as nossas fantasias, quando nos chamam atenção, nos criticam ou ofendem, retirando-nos da fantasia ou desconstruindo-a dentro de nós, estragando o prazer e o bem-estar que ela nos dá. É como se estivéssemos dormindo e navegando felizes em nossos sonhos e alguém nos acorda, provocando nossa irritação e mau humor. A fantasia é apenas um sonho.
Vivemos fantasiando sobre nós mesmos e ficamos irritados quando as pessoas não fazem o que queremos, quando não se comportam como esperamos, quando, de alguma forma, vão contra as nossas fantasias, quando nos chamam atenção, nos criticam ou ofendem, retirando-nos da fantasia ou desconstruindo-a dentro de nós, estragando o prazer e o bem-estar que ela nos dá. É como se estivéssemos dormindo e navegando felizes em nossos sonhos e alguém nos acorda, provocando nossa irritação e mau humor. A fantasia é apenas um sonho.
A título de ilustração, vejamos um exemplo
prático. Um sujeito chega a um banco sentindo-se importante, poderoso, vaidoso,
seja porque está impecavelmente bem vestido, ou por ter uma conta razoável
naquela instituição, ou por conhecer pessoas influentes ali, ou por ocupar um
cargo importante, ou por ter este ou aquele título, ou por trabalhar em uma
grande empresa, ou por ser dono de um carro de luxo, morar em local nobre, etc.
Movido por esse tipo de fantasias que habitam sua mente, ele adentra o dito
banco e projecta-as para os outros, juntamente com sua auto-adoração, seu amor
próprio. E, quando alguns lhe abrem um sorriso, saúdam-no, cumprimentam-no, ele
acredita que todos estão a lhe adorar, tem a sensação de ser reconhecido,
aceito, admirado, sente-se importante. Mas todo o seu enleio se desfaz quando,
ao passar passa pela porta magnética, ela trava. Então fica ofendido,
indignado, e se pergunta como o segurança teve a petulância de não lhe
reconhecer, faltando-lhe com o respeito – um procedimento inconcebível, logo
com ele, que é tão importante. É neste exato momento que cabe a comparação com
o despertar de um sono. O problema é que este indivíduo continua a dormir,
insiste na realidade fictícia do sonho, da fantasia. Em algumas vezes, fica
nervoso, discute, reclama. Em outras, pode adoptar atitudes revanchistas e
vingativas, como, por exemplo, se exibir ao cumprimentar autoridades ou pessoas
que julga importantes, como se quisesse alardear: “Viu só como sou importante?
Conheço o fulano, que é chefe de tal departamento!” Pode ser também que
simplesmente arraste o segurança, que só estava cumprindo seu dever, para as
cavernas de sua mente, e lá acabe com ele, desmoralizando-o, humilhando-o,
desqualificando-o, arrasando-o. Tudo baseado em puras fantasias, fantasias
sobre si mesmo, sobre a realidade. A mente cria problemas onde existe apenas
uma situação que, na maioria das vezes, é uma situação simples, comum.
Evidentemente, não percebemos que estamos
fantasiando a vida, assim como acontece nos sonhos, onde não percebemos que
sonhamos.
Este tipo de situação acontece frequentemente nos mais diversos cenários: quando
somos barrados em portarias de empresas, de prédios, condomínios ou
restaurantes, independente de frequentarmos assiduamente tais lugares ou não.
Fantasias desta ordem envolvem a ilusão ou sensação de controle, superioridade,
poder, status, fama, popularidade – aspectos que já foram ou serão aprofundados
em outras oportunidades.
A fantasia está baseada na falta de auto-conhecimento, e por isso gera medo,
insegurança, vergonha, incerteza, indecisão, dúvida.
Criamos uma ideia sobre nós mesmos, uma fantasia, apaixonamo-nos pela nossa criação e tentamos projecta-la para os outros, para o mundo. Tentamos convencer
os demais de que somos como definimos em nossa fantasia. Esta tentativa de se projectar
uma imagem pode acontecer sob as mais diversas formas, tais como: usar roupas e
acessórios de grife, adquirir carros sofisticados ou casas luxuosas, ostentação
de títulos. Por exemplo, uma pessoa que se acha intelectual vai tentar acumular
títulos para validar, para comprovar, a sua intelectualidade. Perante os
demais, sua postura deve ser a de um intelectual erudito, informado, ágil no
pensar. Aparecerá sempre carregando livros, revistas, jornais, e aproveitará
qualquer oportunidade para mostrar que sabe das coisas, para vangloriar-se de
seus títulos.
Cria-se uma fantasia sobre si mesmo e sobre a
existência; tenta-se projectar essa fantasia para o mundo, representando-a por
meio de objectos externos, a fim de validar, afirmar, dar consistência e
realidade a tal projecção. Assim se dá a busca por auto-afirmação.
Evidentemente, uma fantasia sobre nós mesmos não
passa de fantasia, assim como uma ideia sobre nós mesmos não passa de uma ideia.
Portanto, é algo de bases muito frágeis. Quando erramos ou quando somos
criticados, tentamos nos defender, arrumamos justificativas, desculpas, para
tentarmos nos afirmar, para tentarmos convencer o outro – e a nós mesmos – da
veracidade de nossa fantasia.
É muito difícil perceber não só as nossas
próprias fantasias como também as fantasias colectivas, aquelas que todos acham
que é real, que tomam como verdade. Mas, em relação às fantasias particulares
dos outros, percebemo-las até com certa facilidade, assim como percebem as
nossas.
Uma pessoa muito sábia disse: O desejo projecta os objectos do desejo,
imaginamos que eles tem existência real, porque muitas pessoas os vêem, eles
adquirem uma realidade ilusória, mas é somente o desejo que os torna objectos.
Por exemplo, uma mulher, por si mesma, não é objecto de desejo, ela é o que é,
mas o desejo de alguém por ela a transforma em um objecto. O que é atractivo
para um homem pode não ser para outro, não existe qualquer objecto, qualquer atracão
por si, porque a natureza de uma coisa como ela é, a faz existir de uma vida
independente... Cada coisa é o que é, mas o desejo a projecta como um objecto
para si, daí surge a busca, e por trás de cada busca há uma noção de valor que
pode ser religiosa, política ou pessoal.
O contrário desta afirmação também é uma verdade. Ou seja, não é porque muitas pessoas não vêem ou não acreditam em algo que este algo não existe. As coisas são o que são, quer se acredite nelas ou não. As coisas não deixam de existir porque as pessoas não acreditam nelas.
Precisamos trabalhar sobre nós mesmos, precisamos nos auto-conhecer, precisamos
eliminar as fantasias para que o real Ser possa vir à tona.O contrário desta afirmação também é uma verdade. Ou seja, não é porque muitas pessoas não vêem ou não acreditam em algo que este algo não existe. As coisas são o que são, quer se acredite nelas ou não. As coisas não deixam de existir porque as pessoas não acreditam nelas.
JFM Lisboa- Portugal
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O ÚLTIMO INIMIGO A SER DESTRUÍDO OU ANIQUILADO É A MORTE (1º Coríntios, C. 15, v. 26)
O ÚLTIMO INIMIGO A SER DESTRUÍDO, OU,
ANIQUILADO É A MORTE (1º Coríntios,
C. 15, v. 26)
Alguns dizem que a morte não existe, e que a vida
continua no outro lado. Ou então dizem que a verdadeira vida está do outro
lado.
Sim, mas que tipo de vida?
Que consciência terão de vida, da própria vida
interior do outro lado, se não conseguiram tê-la aqui?
Não sabem, ou então, já esqueceram, se já leram
nas escrituras, que dizem conhecer e acreditar, que existe a segunda morte.
Como pretendem vencer a morte, se a cada ato
sexual jogam a substância da vida fora? E o que mais resta, senão a morte no
corpo.
E se for elemento do sexo feminino, o excesso da
prática sexual, com a descarga electromagnética psíquica que o homem descarrega
sobre ela, com a intensidade do próprio orgasmo com que incita, estimulando o
homem à ejaculação, prejudica as vibrações com que se irradiam o estado de
percepção da pureza ou degeneração, ou, contaminação da aura do astral na
região dos órgãos sexuais, refletindo-se no corpo físico, no emocional, na
mente e no psiquismo, com consequências desagradáveis.
Impedindo com isto que a consciência desperte,
expandindo-se com a plena manifestação da alma, a noiva adornada com os demais
corpos espirituais, em busca do contato, em alcançar o espírito, o noivo, o
eterno, o íntimo.
O corpo, muito menos, alcança a eternidade nas
condições pelas quais se tem a noção dele agora, degenerado. Muito antes do
desenlace final, o homem, dito ser humano, já é um morto vivo. É apenas um
humanóide, guiado pelo instinto, altamente sofisticado pelo intelecto.
Alguns ensinamentos dizem que as forças sexuais
estão na alma. Mas se não houver a contra parte física, não há como se
manifestar no plano físico. E se não houver domínio próprio em não se conter,
ejaculando, jogando fora a substância da vida na contra parte física, que se
exaure ao longo do tempo, com a ejaculação.
O espírito, se alcançou, que é eterno, permanece
como tal, eterno, enquanto os componentes, tanto materiais físicos, como
etéreos espirituais, elementos que deveriam permitir a manifestação da sua
vontade aqui na terra, através do corpo, o templo, sucumbem, degeneram,
limitando-se, delineando limites no tempo de cada reencarnação.
Enquanto estíverem aqui sofrem as tentações da
matéria, guiadas pelos centros de comando, o sexual, o instintivo, o emocional,
o motor, e o intelectual. Pode-se dizer que a consciência que se tem do corpo
com as sensações, com a última imagem, que teve quando desencarnou, vai para
outras dimensões dos outros planos. E consegue estar também na eternidade, só
que não tem consciência disto. E a pouca vida, que armazenou aqui, não lhe dá
condições de permanecer eternamente inconsciente na eternidade. Porque ele está
inserido, contido, num outro meio, nas condições do espaço das dimensões do
astral do seu mundo interno, nos espaços das outras dimensões, dos demais
planos existentes, que cruzam e o trespassam, interna e externamente.
Mas a consciência egóica, do ego, não está bem
esclarecida intelectualmente para estas novas condições, e se estiver, pode ser
que não creia. Nem a pouca consciência que tem, não percebe isto. Está como se
estivesse num sonho, onde não comanda as situações.
A consciência da essência, dependendo do grau, ou
nível, não está despertada para os planos seguintes, mais superiores. Porque é
levado a continuar a ser o que foi aqui, guiado pelo seu ego, com seus seus,
“eugoísmos ínternos, inconscientes, que continuam a dirigir este corpo
fluídico, através dos centros de comando do corpo, o sexual, o instintivo, o
emocional, o motor, e o intelectual, sem conseguir chegar aos demais centros
superiores, o emocional superior, e o intelectual superior.
E assim a consciência limitada prende-se mais aos
cinco sentidos do corpo, a visão, a audição, o tato, o olfato, a gustação, o
paladar. Que são os sentidos que prendem mais pela identificação com o mundo
externo.
E o mundo, em si mesmo, é constituído pelo mundo visível e invisível, até aos terceiros ou quarto planos, físico, etéreo, astral e mental.
E o mundo, em si mesmo, é constituído pelo mundo visível e invisível, até aos terceiros ou quarto planos, físico, etéreo, astral e mental.
A percepção extra-sensorial pode ser enganada,
como todos os outros sentidos, O que nos parece bom num determinado instante,
pode se tornar ruim noutro instante. A impressão que se tem do que pode parecer
ser, de repente pode não ser. E os sentidos internos se desenvolvem muito pouco.
Se o nosso corpo é o templo onde Deus habita, não
seriam as células, os tijolos da edificação? O que deverá ser a argamassa que
sustenta e fixa os tijolos, que sem a qual a construção não se mantém erguida?
A energia sexual proveniente das glândulas sexuais
é semelhante à argamassa que sustenta os tijolos da parede, e dá firmeza às
células do corpo. Esta sustenta ção se manifesta no conjunto como um todo,
desde antes da fecundação, e a formação do novo ser, e o acompanha em toda a
sua vida, quer física, mental, psicológica, e espiritual, desde que não seja
gasta com a fornicação.
E de que maneira é destruído o templo de Deus, de
tal modo que, quem assim o fizer será destruído? Além dos maus pensamentos,
palavras e ações, com todos os tipos de vícios, e principalmente a fornicação
com a ejaculação, são os pecados, transgressões às leis de Deus, erros
cometidos contra o corpo, a alma e o espírito.
16 - “Não sabeis vós que sois santuário de Deus,
e que o Espírito de Deus habita em vós?”
17 - “Se alguém destruir o santuário de Deus,
Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado, ou,
santo.” (1º Coríntios, C. 3, v. 16, 17)
As combinações químicas, provenientes das
substâncias dos harmónios sexuais, sublimadas, em se transmutando tanto física,
como etereamente, construindo, ou, reconstruindo e vivificando os demais
corpos, em todas as circunstâncias das provações em que se manifesta a vida de
cada um, disseminadas distribuídas por todas as células do organismo, restaura,
revitaliza, revive, o que permite um corpo radiante, luminoso.
Sem ela, a argamassa, combinações químicas da
energia sexual, a energia criadora primordial, não há possibilidades de uma
construção, o corpo vivo, o templo firme sobre uma base sólida, a rocha, o
sexo.
22 - “Porque sabemos que toda a criação a um só
tempo geme e suporta angústias até agora.”
23 - “E não somente ela, mas também nós temos as
primícias do Espírito, igualmente em nosso íntimo, aguardando a adoção de
filhos, a redenção do nosso corpo.” (Romanos, C. 8, v. 22, 23)
7 - “E assim para vós que credes, é preciosa, mas
para os rebeldes, ou, descrentes, a pedra que os edificadores reprovaram, ou,
rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular.”
8 - “E, uma pedra de tropeço e rocha de
escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes.” (1
Pedro, C. 2, v. 7, 8)
Quando o homem sente o poder e a força da sua
natureza sexual, e, sem domínio próprio ejacula desenfreadamente, sente,
desfalecer-lhe as forças físicas, e mentais, fica de perna mole, em frangalho,
em pedaços, e procura se restabelecer com comidas fortes e remédios para se
revigorar. Embora momentaneamente, sentindo-se forte novamente e restabelecido psicologicamente
macho pela exaltação da sua virilidade. Mas com o passar do tempo, e o manter
do erro, sucumbe inferiormente ao sentir a que ficou reduzido a sua auto-imagem
psicológica de machão. Cheio de angústia, depressão e insegurança.
41 - “Vigiai e orai, para que não entreis em
tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca:
(S.Mateus,C.26,v. 41)
17 - Vós porém amados, lembrai-vos das palavras
anteriormente pro feridas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo.”
18 - “Os quais vos diziam: No último tempo haverá
escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões.”
19 - “São estes os que promovem divisões,
sensuais, que não têm o Espírito.”
20 - “Vós, porém, amados, edificando-vos, a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo.” (S. Judas, C. 1, v. 17 a 20)
24 - “Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.”
20 - “Vós, porém, amados, edificando-vos, a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo.” (S. Judas, C. 1, v. 17 a 20)
24 - “Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.”
26 - “Porque assim como o corpo sem o espírito
está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (S. Tiago, C. 2, v. 24, 26)
8 - “Porque pela graça sois salvos, mediante a
fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus:”
9 - “Não de obras, para que ninguém se glorie.”
10 - “Porque somos feitura sua, criados em Crisfo Jesus para as
boas obras, as quais Deus de antemão preparou, para que andássemos
nelas.”(Efésios, C. 2, v. 8 a
10)
16 - “Se alguém vir pecar seu irmão pecado que
não é para morte, orará, E DEUS DARÁ A VIDA ÀQUELES QUE NAO PECAREM PARA A
MORTE. Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore.”
17 - “Toda iniquidade é pecado; e há pecado que
não é para a morte.”
(1º S.
João,C.5,v. 16,17)
Com a castidade, sublimando e transmutando a
energia sexual proveniente das glândulas sexuais, com a prática do ato sexual
com amor, e sem o orgasmo da fornicação com ejaculação, desenvolver e
aperfeiçoar a vida dentro de si mesmo, no reino de Deus, no reino dos céus, nas
dimensões do astral dos planos interiores.
Para que, uma vez obtida e manifesta a vida aqui
no plano físico, pela vontade de Deus, segundo o merecimento e a fé de cada um,
possam encontrar realmente depois da morte, a vida e a consciência que conseguiram
obter com esforço e trabalho na auto-edificação, e no despertar da consciência,
nos vários níveis, e planos de manifestação da vida e do espírito.
Trabalham mais em teorias vãs que não levam à
vida eterna.
E menosprezam o conhecimento que deve ser posto em prática para obtê-la.
17 - “Isto, portanto, digo e dou testemunho no Senhor, que não mais andeis assim, como também as nações andam na improficuidade (trabalho sem proveito) das suas mentes.”
E menosprezam o conhecimento que deve ser posto em prática para obtê-la.
17 - “Isto, portanto, digo e dou testemunho no Senhor, que não mais andeis assim, como também as nações andam na improficuidade (trabalho sem proveito) das suas mentes.”
18 - “Ao passo que estão mentalmente em
escuridão, ou ignorância, e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da
insensibilidade dos seus corações.”
19 - “Tendo ficado além de todo o senso moral,
entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de
impureza.” (Efésios, C. 4, v. 17
a 19)
Extrato
do Livro “Sublimação Sexual”. Obra Gnóstica de autor desconhecido e não
editada.
JFM - Lisboa - Portugal
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
A LEI DO PENDULO
Vamos começar a nossa
cátedra desta noite
Certamente, a
humanidade vive entre o batalhar das antíteses, entre a luta cruenta dos
opostos. Algumas vezes, encontramo-nos muito alegres e contentes, outras
achamo-nos deprimidos e tristes.
Temos épocas de
progresso e bem-estar, uns mais que outros, de acordo com a Lei do Karma;
também temos épocas críticas no lado económico, social, etc. Às vezes nos
encontramo-nos mais optimistas com relação à vida, e outras sentimo-nos
pessimistas.
Sempre que após uma
época de alegria e contentamento, já sabemos
se segue uma outra mais depressiva, dolorosa, etc. Ninguém ignora que
sempre estamos submetidos a muitas alternâncias no terreno prático da vida.
Normalmente, as épocas que chamamos felizes são seguidas por épocas
angustiantes.
Esta é a Lei do
Pêndulo, que governa, realmente, nossa vida. Vocês já viram, por exemplo, o
pêndulo de um relógio; assim como sobe pela direita, logo se precipita para
subir pela esquerda.
Não há dúvida de que
a Lei do Pêndulo governa também as nações. Por exemplo, na época em que o
Egipto florescia às margens do Nilo, o povo judeu vivia como nómada no deserto.
Muito mais tarde, quando o povo egípcio decaiu, o povo hebraico levantou-se
vitorioso; é a Lei do Pêndulo. Uma Roma triunfante sustentou-se sobre os ombros
de muitos povos, mas depois caiu, com a Lei do Pêndulo, e estes povos
levantam-se vitoriosos.
A Rússia, por
exemplo, se apaixonou terrivelmente pela dialéctica materialista, mas agora o
pêndulo começa a mudar, está a passar para o outro lado, e, como resultado, a
dialéctica materialista está a ficar ou já ficou completamente ultrapassada, já
não tem valor algum. Hoje em dia, devemos à Rússia a maior produção em termos
de Parapsicologia.
Já está comprovado
por dados que a União Soviética está produzindo a maior quantidade de estudos
relacionados com a parapsicologia. Usa-se o hipnotismo nas clínicas, a
parapsicologia nos hospitais, etc. Continuando assim, dentro de pouco tempo a
Rússia terá passado exactamente para o lado oposto do materialismo, se tornará
absolutamente mística e espiritual. E isto já vai acontecendo, muitos paladinos
místicos estão-se a destacar na Rússia.
E a dialéctica de
Marx? Pois ficou encostada, está praticamente caindo no fosso do esquecimento,
para dar lugar à parapsicologia e posteriormente ao Esoterismo Científico, ao
Ocultismo, Yoga, etc., porque o pêndulo está mudando, está passando para o
outro lado, da tese à antítese.
Todos os seres
humanos dependem da Lei do Pêndulo, isto é óbvio. Temos bons amigos e, se
sabemos compreendê-los, é claro que podemos conservar a sua amizade; seria
absurdo exigir que nossos amigos não estivessem submetidos à Lei do Pêndulo.
Portanto, não deve
parecer-nos estranho que um amigo, com o qual sempre tivemos boas relações, nos
apareça de um dia para o outro com o cenho franzido, iracundo, espinhoso, de
mal humor, com palavras duras, etc. Neste caso, é melhor fazer uma vénia
respeitosa e retirar-nos, para que o amigo tenha tempo de desafogar-se. E só
porque nos mostrou má cara num dia, nós não devemos desanimar, mas sim
compreendê-lo, porque não há ser humano que não esteja submetido à Lei do
Pêndulo.
Assim, vale a pena
sermos reflexivos.
Entendo que a Lei do
Pêndulo se faz muito evidente especialmente entre os nativos de Gémeos (de 21
de Maio a 21 de Junho). Estes nativos de Gémeos têm, como se diz, dupla
personalidade. Como amigos, são extraordinários, maravilhosos, chegam até a se
sacrificar por suas amizades; mas, quando muda a personalidade, então se tornam
o oposto e todo o mundo fica desconcertado.
Este é precisamente
um exemplo do que é a Lei do Pêndulo. Não quero dizer que isto seja exclusivo
deles, em questão da Lei do Pêndulo. Mas pelo menos especificam-no,
evidenciam-no, servem como padrão de medidas e
indicam-nos o que é, em realidade e de verdade, esta Lei.
Quando conhecemos os
nativos de Gémeos, sabemos manejá-los. Quando se manifesta a personalidade
fatal ou negativa, não colocamos nenhuma resistência e, pacificamente,
aguardamos que a personalidade simpática volte à actividade.
Tudo isto é
interessante, mas a Lei do Pêndulo não é demonstrada apenas pelos nativos de
Gémeos; podemos também evidenciá-la em nosso organismo. Existe uma diástole e
uma sístole no coração, esta é a lei do Pêndulo. Diástole vem de uma palavra
grega que significa reorganizar, preparar, acumular, etc. Sístole significa
contracção, impulso, direcção, de acordo com certas palavras gregas.
Durante a diástole, o
coração se abre para receber o sangue, mas também o organizar, prepara, etc.,
até que toma uma nova iniciativa, contrai-se e lança-o para todo o organismo;
este lançamento é importante, é por ele que existimos.
Mas dou conta de que
as pessoas compreendem que há uma sístole e uma diástole, mas não entendem que
entre a diástole e a sístole existe uma terceira posição, a da preparação,
ordenamento, acumulação de potências vitais, etc.
Podem dizer que muito
breve o intervalo entre a sístole e a diástole e isto percebe-se, são milésimos
de segundo. Para nós é muito fugaz, mas, para o mundo maravilhoso do
infinitamente pequeno, para o mundo extraordinário do microcosmos, é suficiente
para realizar prodígios.
Olhando as coisas
deste ângulo, parece-me que nós deveríamos nos orientar através desta questão
da sístole, da diástole e sua síntese organizativa, isso é óbvio.
As pessoas, nas suas
relações ou inter-relações, vivem completamente escravizadas pela Lei do
Pêndulo. Tão logo sobem com uma alegria transbordante, cantando vitória, como
vão para o outro lado, deprimidas, pessimistas, angustiadas, desesperadas.
Todas se complicam
com a Lei do Pêndulo. Os altos e baixos das finanças, as épocas de maravilhosa
harmonia entre os familiares, os tempos de conflitos e problemas, tudo sucede,
inevitavelmente, de acordo com a Lei do Pêndulo.
Em nosso modo de ver
as coisas, podemos assegurar, de forma enfática, que a Lei do Pêndulo é cem por cento
mecânica. Temos a Lei do Pêndulo em nossa mente, em nosso coração e também no
centro motor-instintivo-sexual. É óbvio que em cada centro existe a Lei do
Pêndulo.
Na mente, está
perfeitamente definida pelo batalhar das antíteses, as opiniões contrárias,
etc. No coração, com as emoções opostas, os estados de angústia e de
felicidade, de optimismo e depressão.
No centro
motor-instintivo-sexual, se manifesta nos hábitos, costumes e movimentos.
Franzimos o cenho, ficamos angustiados quando estamos deprimidos; ou sorrimos
alegres sob o impulso do centro motor quando estamos contentes, etc. Pulamos de
alegria com uma boa notícia, ou os joelhos tremem na iminência do perigo. Tese
e antítese do centro motor, a Lei do Pêndulo no centro motor.
Conclusão: somos
escravos de uma mecânica; se alguém nos dá uns tapinhas no ombro, sorrimos
tranquilos; se alguém nos dá uma bofetada, respondemos com outra; se alguém nos
diz umas palavras de elogio, nos sentimos felizes, mas se alguém nos fere com
uma palavra agressiva, nos sentimos terrivelmente ofendidos. Realmente, somos
maquininhas submetidas à Lei do Pêndulo, cada qual pode fazer de nós o que bem
quiser.
Querem ver-nos
contentes? É só nos dar uma quantas palmadinhas no ombro, alguns elogios ao
ouvido e estamos felicíssimos.
Querem ver-nos cheios
de ira? Basta que digam uma palavra que nos fira o amor próprio, qualquer
palavra dura, e nos verão ofendidos, iracundos.
Assim, a psique de
cada um de nós, em realidade de verdade, está submetida ao que os outros
querem. Não somos (e é triste dizer) donos de nossos próprios processos
psicológicos, qualquer um pode controlar nossos processos psicológicos, somos verdadeiras
marionetas que qualquer pessoa controla.
Se quero vê-los
contentes, basta adoçar o ouvido de vocês, elogiá-los, e os verei felizes. Se
eu quero que vocês fiquem desgostados comigo, me ponho a ofendê-los e vocês
então franzem o cenho, já não me olham com doces olhos como estão me olhando
agora, mas de forma iracunda, com
olhos de pistola?.
Mas se quero tornar a
vê-los contentes, volto e digo umas palavrinhas doces e vocês voltam a estar
contentes e a me olhar docemente. Conclusão: vocês se convertem para mim em um
instrumento onde posso tocar melodias doces, graves, agressivas, românticas,
como quiser.
Onde está então a
individualidade das pessoas? Pois se não são donos de seus próprios processos
psicológicos, não a possuem. Quando alguém não é dono de seus próprios
processos psicológicos, não pode dizer, realmente, que tem individualidade.
Vocês saem, por
exemplo, à rua; vão muito contentes, enquanto não haja nada que os desgoste.
Talvez estejam dirigindo seu carrinho e vem um louco desses que andam pela
cidade e lhes dá uma fechada; e vocês ficam terrivelmente ofendidos. Se neste
momento não protestam com a palavra, pelo menos protestam com a buzina, mas sem
protestar é que não ficam.
Quer dizer, quem
estava no outro carro nos fechou, nos aborreceu, nos incomodou, nos fez mudar
totalmente. Se estavam felizes, se encheram de ira; então, quem estava no carro
pôde mais que vocês, pode controlar a psique de vocês, e vocês não puderam.
Vão vendo, então, o
que é a Lei do Pêndulo. E haveria alguma maneira de escapar desta terrível lei
mecânica do pêndulo?
Vocês acham que há
alguma maneira de escapar? Se não houvesse, estaríamos condenados a viver uma
vida mecânica, per secula seculorum, amén...
Obviamente, tem que
haver algum sistema que nos permita evadir esta lei, ou controlá-la. Existe,
realmente; temos que aprender a tornar-nos compreensivos, aprender a ver as
coisas na vida tal e como são.
Obviamente, qualquer
coisa na vida tem duas caras. Uma superfície qualquer nos está indicando a
existência de uma face oposta, isso é inquestionável. O anverso de uma medalha
nos sugere o reverso da mesma. Tudo tem duas caras, as trevas são o oposto da
luz. Nos mundos supra-sensíveis, pode-se evidenciar que ao lado de um Templo de
Luz existe sempre um templo tenebroso, isso é claro.
Mas porque cometemos
o erro de alegrar-nos diante de algo positivo e de protestar contra algo
negativo, se são duas caras de uma mesma coisa? Penso que nosso erro mais grave
consiste precisamente em não saber olhar as duas caras de qualquer coisa ou
qualquer circunstância, etc. Sempre vemos apenas uma face, nos identificamos
com ela, sorrimos, mas quando se nos apresenta a antítese da mesma,
protestamos, rasgamos nossas vestes, trovejamos e relampejamos. Não queremos,
em verdade, cooperar com o inevitável e este é precisamente o nosso maior erro.
Há vezes em que nos
apaixonamos por um prato da balança e outras vezespelo outro prato; há vezes
que vamos a um extremos do pêndulo e há vezes em que vamos ao outro, e, por
este motivo, não existe paz em nós, nossas relações são péssimas, conflituosas.
A toda época de paz
sucede uma época de guerra e a toda época de guerra sucede uma época de paz.
Somos vítimas da Lei do Pêndulo e isso é doloroso. A isto se deve,
precisamente, a tempestade de todos os exclusivismos, a luta de classes, os
conflitos entre o capital e os trabalhadores, etc.
Se pudéssemos ver as
duas caras de qualquer questão, realmente tudo seria diferente; mas
infelizmente nos falta compreensão.
Se queremos ver as
duas caras de qualquer questão se faz necessário (no meu modo de entender as
coisas) viver, não dentro da Lei do Pêndulo, mas dentro de um círculo fechado,
um Círculo Mágico.
Imaginemos um círculo
mágico ao redor de nós mesmos. Por este círculo vão passando todos os pares de
opostos da Filosofia, as teses e antíteses, as circunstâncias agradáveis e
desagradáveis, as épocas de triunfo e fracasso, o optimismo e o pessimismo, o
que chamam de bom e o que as pessoas chamam de mau, etc.
Ao redor deste
Círculo Mágico podemos ver um desfile muito interessante. Descobriremos, por
exemplo, que a toda alegria sucede, em seguida,estados depressivos,
angustiosos, dolorosos. Quando as pessoas mais dão gargalhadas, maiores serão
as lágrimas e o pranto.
Observem, vocês já
devem ter visto na vida instantes em que todo o mundo ri, na família todos
estão contentíssimos, não há senão gargalhadas e alegria... Mau sinal... Quando
alguém vê isso em uma família, pode profetizar (seguro de que não vai falhar),
que para essa família vem um sofrimento e que todos vão chorar.
Isto é certo, porque
tudo é dual na vida. A expressão facial da gargalhada é seguida por outra
expressão facial fatal, de suprema dor e
pranto. Aos gritos de alegria sucedem os gritos de dor.
Tudo tem duas caras,
a positiva e a negativa, isso é óbvio. Vejam por exemplo este signo esotérico.
Observem o reflexo no solo, a sombra. O que se vê? O Diabo, e, no entanto, é o
signo do Esoterismo; mas sua sombra, obviamente, tem a cara do Diabo. Tudo é
dual na vida, não há nada que não seja dual.
Quando alguém se
acostuma a ver as coisas desde o centro de um Círculo Mágico, tudo muda, e a
pessoa se libera da Lei do Pêndulo.
Em certa ocasião,
tive o corpo físico de Tomas de Kempis, e escrevi em uma obra chamada ?Imitação
de Cristo?, a seguinte frase: Não sou mais porque me elogiem, nem menos porque
me critiquem, porque sempre sou o que sou?. Isso é claro, tudo tem duas caras;
o elogio e o vitupério, o triunfo e a derrota... Tudo tem duas caras.
Quando alguém se
acostuma a ver qualquer coisa, qualquer circunstância, qualquer acontecimento,
de forma íntegra, uni-total, com suas duas caras, pois evita muitos desenganos
na vida, muitas frustrações, muitas decepções.
Se alguém tem um
amigo, deve compreender que este amigo não é perfeito, que tem seus agregados
psíquicos,, que em qualquer momento poderia passar de amigo a inimigo (o que é
inclusive normal). E no dia em que isso aconteça de verdade, quando este
acontecimento se realize, já não passará por nenhuma desilusão, está curado na
saúde, isso é óbvio.
Recordo quando
comecei com o Movimento Gnóstico. Umas três ou quatro pessoas me seguiam, eu
havia posto todo meu coração nelas, lutando por ajudá-las, para que saíssem em
corpo astral, na meditação, no estudo da Gnose, etc. Consegui formar um
grupinho, e esperava tudo, menos que, alguém do grupo se retirasse, pois eu
estava totalmente dedicado a formar este grupo com muito amor.
Claro, quando alguém
do grupo se retirou, senti com se tivessem me cravado um punhal no coração.
Disse: Mas eu lutei tanto por este amigo, queria que ele avançasse pelo
Caminho, não lhe fiz nenhum mal, porque me traiu?
Afiliou-se a outra
escola. Eu poderia pensar tudo, menos que alguém que estivesse recebendo os
ensinamentos se afiliasse a outra escolinha. No entanto, resolvi continuar
estoicamente meu trabalho. O grupo foi aumentando e chegou o dia em que havia
muita gente.
Naquela época me foi
dito, nos Mundos Superiores, que o Movimento Gnóstico era um trem em marcha,
que uns passageiros desciam e uma estação e que outros subiam em outra estação,
mais adiante desciam outros e muito mais adiante subiam outros. Conclusão, era
um trem em marcha e eu era o maquinista que ia conduzindo a locomotiva.
Portanto, não deveria preocupar-me.
Foi o que entendi e
mais tarde pude comprovar isto.. Uns passageiros subiam em uma estação e
desciam mais à frente, e assim sucessivamente. Desde então me tornei estóico. E
também vi que se retirava um e chegavamdez.
E disse: bem, então
não há porque preocupar-me tanto?. Desde aquela época, depois de um grande
sofrimento por causa de um que se retirou, aprendi que raro é aquele que chega
à estação final. Isso me custou muita dor. Hoje, quando um irmão se retira,
pois que vá bem. Já não sou aquele que se enchia de terrível angústia,
desesperado por causa do irmãozinho. Esta época já passou. Se um se retira,
chegam dez, chegam vinte. O que é uma pessoa, quando há tanta gente? Não
devemos brigar por causa das pessoas, isso é claro.
Todos estão
submetidos à Lei do Pêndulo. Os que hoje se entusiamam pela Gnose, amanhã se
desiludem. Isso é normal, todos vivem dentro desta mecânica.
Então, aprendi a ver
as duas caras de cada pessoa. Alguém se afilia à Gnose, o ajudo e tudo o mais,
mas estou absolutamente certo de que esse alguém não vai permanecer connosco
durante toda a vida, que esse alguém não vai chegar à estação final. Como sei
disso antecipadamente, estou curado na saúde.
Me coloco exactamente
no centro do Círculo Mágico, para ver tudo o que vai passando pelo círculo,
cada circunstância, cada pessoa, cada acontecimento com suas duas caras, a
positiva e a negativa,. Se alguém se situa no centro e vê passar tudo ao seu
redor, sem tomar partido pela parte positiva ou pela parte negativa de qualquer
coisa,, pois evita muitos desenganos, muitos sofrimentos.
O erro mais grave na
vida consiste em querer ver apenas uma cara de qualquer questão, uma cara de
uma amizade, uma cara de uma circunstância, uma cara de um objeto qualquer, uma
cara de um acontecimento. Isso é grave, porque tudo é dual.
Quando vem a parte
negativa, então a pessoa sente como se lhe cravassem sete punhais no coração.
Há que aprender a viver, meus amigos, há que saber viver, se vocês querem
chegar longe, não como muitos. Porque se vocês vêem unicamente uma cara, e não
vêem a antítese, a outra cara, a fatal, terão que passar por muitos desenganos,
por muitos desencantos, por muitos sofrimentos, acabam doentes e ao fim morrem.
Mataram, por ex., a
pobre Blavatsky. Quem a matou? Todos os seus caluniadores, detractores e inimigos
secretos, e amigos (esses que se dizem amigos). Simplesmente a assassinaram,
não com pistolas, ou com facas, não, não, não; falaram mal dela, a caluniaram
publicamente, a traíram, etc., etc., e outras coisas mais. O resultado foi que
a pobre morreu cheia de sofrimento.
Eu, francamente,
lamento muito, mas esse gosto não vou dar a todos os irmãozinhos do Movimento.
Eu vejo, em cada irmãozinho, duas caras Um irmão que hoje está connosco, que
estuda nossa doutrina, o aprecio, o amo, mas no dia em que se retira, para mim
é normal que se retire, o que acho estranho é que alguém dure muito tempo.
Mas para entender
essa horrível lição, tive que sofrer fortemente. Os primeiros, foi como se me
cravassem um punhal no coração. Depois, me tornei melhor, parece que me formou
um calo no coração.
Assim, o que
aconteceu com Blavatsky não vai acontecer comigo, porque eu estou olhando as
duas caras de qualquer questão, estou em uma terceira posição. Na posição que
fica o coração quando está se preparando para a sístole. Ele está em estado de
alerta, absorvendo (em suas profundidades), preparando, organizando, para
depois recolher-se, comprimir-se e lançar o sangue em todo o organismo. Este
terceiro aspecto é muito útil.
Melhor dizendo, considero que o melhor é viver
no centro do Círculo Mágico que nos extremos do Pêndulo. Este centro, no
Oriente, especialmente na China, se chama Tao.
Tao é o Trabalho
Esotérico Gnóstico, Tao é o Caminho Secreto, Tao é INRI, Tao é o Ser. Quando
alguém vive no centro do círculo, não está submetido a esse joguinho mecânico
da Lei do Pêndulo, não está submetido às alternâncias de angústia e alegria, de
triunfo e fracasso, de prazer e dor, optimismo e pessimismo, etc., não, se
liberou da Lei do Pêndulo, isso é óbvio.
Mas, repito, há que
aprender a ver as duas caras de cada coisa, a positiva e a negativa, e não
identificar-nos nem com uma nem com outra, porque ambas são passageiras, tudo
passa na vida, tudo passa...
Dentro do mundo que
poderíamos chamar de intelectual, sempre senti certa aversão às opiniões.
Porque tenho entendido que uma opinião emitida não é mais que uma
exteriorização intelectual de um conceito, com temor de que outro seja o
verdadeiro. Isso, naturalmente, acusa extrema ignorância, isso é grave, aí
estão as antíteses.
Ainda não entendo,
não compreendo, porque motivo certa pitonisa sagrada disse a Sócrates que havia
algo entre a Sabedoria e a ignorância, e que esse algo, era a opinião.
Francamente, ainda que essa pitonisa seja muito sagrada, não posso aceitar sua
tese, porque a opinião vem da Personalidade, e não do Ser.
A Personalidade,
realmente, conduz os seres humanos à involução submersa dos Mundos Infernos.
Como lhes dizia em certa ocasião, a Personalidade é múltipla, tem muitas
transformações, é artificial, é formada pelos costumes que nos ensinaram, pela
falsa educação recebida nas escolas e colégios, que nos separou do Ser, e que
não guarda nenhuma relação com as diferentes partes do Ser.
A Personalidade é
artificial. E como nos afasta de nosso próprio Ser Interior Profundo,
obviamente nos conduz pelo caminho equivocado que nos leva até a involução do
Reino Mineral Submerso.
De modo que penso
(estou pensando alto) que quando alguém sabe de alguma coisa, é melhor calar-se
que opinar, porque a opinião é o produto da ignorância. Alguém opina porque
ignora, se não, não opinaria. Alguém emite um conceito com o temor de que outro
seja o verdadeiro. Vejam esse dualismo da mente essa lei terrível do pêndulo; a
uma opinião se contrapõe outra.
A Personalidade se
move dentro da Lei do Pêndulo, vive no mundo das opiniões contrapostas, dos
conceitos contrários, do batalhar das antíteses. Então a Personalidade não sabe
nada e a opinião é produto da ignorância.
Se analisamos o que é
a Personalidade (que é a que produz a opinião), chegamos à conclusão de que a
opinião é o resultado da ignorância. De modo que o que a pitonisa disse a
Sócrates me parece equivocado.
A pergunta de
Sócrates à pitonisa de Delfos (Diotima, se chamava) sobre o Amor, disse
Sócrates que o Amor é belo, inefável, sublime... A pitonisa lhe responde que
propriamente, não é belo... E Sócrates então diz, assombrado: se não é belo,
então é feio. Não podes ver senão o feio, como se não existisse mais que o feio
Não podes conceber que entre o belo e o feio há alguma coisa diferente O Amor
não é nem belo nem feio, é diferente, isso é tudo. Sócrates, como era um Sábio,
teve que guardar silêncio.
Claro, como estou
pensando aqui em voz alta com vocês, os convidaria à reflexão. Como vêem vocês
o Amor? Como? Não como alguém disse que é, mas como vocês o sentem? Belo ou
feio? Algum de vocês pode me dar uma resposta? Quem ousaria responder?
Mestre, quando alguém
está enamorado, o Amor é belo, mas se alguém recebe uma desilusão, o que era
belo se torna feio...
Sempre se relacionou
a beleza com o Amor, e o feio com a antítese do Amor. Estes são aspectos
psicológicos, porque nossas avós, quando nos falavam das fadas, por serem boas,
as descreviam belas, e os ogres, porque eram mais, eram feios. Creio que a
resposta está além desses conceitos.
As respostas estão
boas, mas devemos diferenciar entre o que é o belo e o que é o Amor. De modo
que a coisa não está muito completa. Vamos ver outro...
Pressinto que o Amor
está além deste par de opostos, transcende o belo e o feio...
A resposta está muito
interessante. Vamos ver...
O Amor é inefável
porque não é uma questão intelectual, é uma emoção que poderíamos chamar de
sublime...
Esta resposta está
mais transcendental.
Mestre, eu considero
que o Amor é indescritível, quando alguém sente Amor, não se pode manifestar
com palavras.
Mestre, eu diria que
para nós é muito difícil dizer se o Amor é belo ou feio, porque nós não
conhecemos o Amor. Estamos em vias de conhecer o Amor. Só um Ser superior sabe
o que é o Amor.
Bom, vamos ver a última
das respostas...
Penso que do ponto de
vista de nossa personalidade humana, tudo é relativo, tudo depende das
circunstâncias. Aprofundando, penso que isto pertence realmente ao Ser, e não à
personalidade humana...
O Amor é como o Ser,
a única razão de ser do Amor é ele mesmo...
Eu conceituo que o
Amor consiste em se harmonizar com tudo e com todos...
Está bem. Mas, em
realidade e de verdade, quando a pitonisa de Delfos falou com Sócrates,
insinuou praticamente uma verdade. O Amor está além do belo e do feio. Que a
beleza vem do Amor, isto é outra coisa. Por exemplo, quando se dissolve o Ego,
fica em nós a Beleza interior, e dessa beleza surge isso que se chama Amor.
De modo que o Amor,
em si mesmo, está além dos conceitos existentes sobre a feiura e a beleza. Não
se pode definir, porque se o definimos, o desfiguramos.
E então a pitonisa
teria razão? Sim. O Amor está além dos conceitos de feiura e beleza, ainda que
o Amor venha da beleza e tenha como resultado a beleza. Onde existe verdadeiro
Amor, existe beleza interior, isso é óbvio.
Assim, irmãos, entre
a tese e a antítese, sempre existe uma síntese, que reconcilia os opostos.
Vejamos isto. Sabemos que existe uma grande batalha entre os poderes da Luz e
os poderes das Trevas. No mesmo Esperma Sagrado, existe uma luta entre os
poderes atómicos da Luz e os poderes atómicos das Trevas. Em toda a criação
existe esta grande luta, as colunas de Anjos e Demónios se combatem mutuamente
em todos os rincões do Universo.
Quando alguém ainda
não tem a Pedra Filosofal, vê como impossível a reconciliação dos opostos. Mas
quando alguém consegue a Pedra dos Filósofos, a Pedra da Serpente (a base de
muitos trabalhos conscientes e padecimentos voluntários), então, mediante a
mesma, consegue reconciliar os opostos, os reconcilia em si mesmo, porque
reconhece que tudo na criação tem duas caras, e só mediante uma terceira
posição, isto é, só mediante o Tao ( no centro do Círculo Mágico), só mediante
a síntese, podemos reconciliar os opostos dentro de nós mesmos, isso é óbvio.
Assim, se faz
necessário que aprendamos a reconciliar os opostos, se faz necessário
libertar-nos da Lei do Pêndulo, e que vivamos melhor dentro de Lei do Círculo.
Alguém se liberta da
Lei do Pêndulo quando se coloca na Lei do Círculo, quando se coloca no Tao, que
está no centro do Círculo Mágico. Porque então tudo passa ao seu redor, ao
redor da Consciência da pessoa. Em círculo, pela Consciência redonda da pessoa,
e passam os distintos acontecimentos com suas duas caras, as coisas, com suas
duas posições, as circunstâncias, etc., os triunfos e as derrotas, os êxitos e
fracassos.
Tudo tem duas caras e
alguém. Situado no centro, reconcilia os opostos, já não teme um fracasso
económico, já não seria capaz de dar um tiro na cabeça porque perdeu sua fortuna
da noite para o dia, como fizeram muitos jogadores no Casino de Montecarlo,
perdem sua fortuna e se suicidam; já não vão sofre pela traição dos amigos, se
tornam invulneráveis ao prazer e à dor.
Vejam como é
extraordinário, maravilhoso. Mas se não aprendemos a viver dentro do círculo,
se não nos situamos exactamente no Tao (ponto central do Círculo Mágico),
continuaremos como estamos, expostos à Lei trágica e mutável do Pêndulo, que é
completamente mecânica e dolorosa.
Assim, meus queridos
amigos, devemos aprender a viver inteligentemente, conscientemente, isso é
óbvio. Infelizmente, toda a humanidade está submetida à Lei do Pêndulo. Vejamos
como a mente passa de um lado para o outro, isso é fatal.
Tenho visto que não
há ninguém, em realidade de verdade, que não esteja submetido a essa questão
das objecções Chega alguém e nos diz alguma coisa, alguma frase. Qual é a
primeira coisa que nos ocorre? Objectar, colocar tal ou qual objecção!
Esta é a Lei do
Pêndulo. Diga-me que eu te direi. Me derrube que eu te derrubo depois. O
resultado é a dor, e isto é terrível. Porque temos que estar colocando
objecções, irmãos?
Neste momento, me vem
à mente um caso interessante. Há muitos, muitíssimos anos, encontrando-me no
Mundo Astral, em Hod, no Sephirot Hod, internado neste Sephirot, invoquei um
Deiduso, Anjo ou Elohim, ou como vocês queiram denominá-lo, ou Deva. Aquele
Deiduso me disse algo, e imediatamente objectei, fiz reluzir a antítese; de
forma mais vulgar diria a vocês que refutei.
Eu esperava que
aquele Deiduso discutisse comigo também, mas isso não aconteceu. Aquela Seidade
me escutou com infinito respeito e profunda veneração. Coloquei muitíssimos
conceitos e quando terminei, e pensava que ele ia tomar a palavra para
refutar-me, com grande espanto vi que fez este signo, se inclinou
reverentemente, deu as costas e se foi, deu meia volta e se foi.
Deu-me uma lição
extraordinária, não objectou nada. Obviamente, aquele Deiduso havia passado
além das objecções. É indubitável que as objecções pertencem à Lei do Pêndulo;
enquanto alguém estiver objectando, está submetido à Lei do Pêndulo.
Todo o mundo tem o
direito de emitir sua opinião, cada qual é livre para dizer o que quiser. Nós
devemos, simplesmente, escutar quem está falando, com respeito. Terminou de falar?
Nos retiramos...
Claro, alguns não
procedem assim, ou não procederão desta forma. Por orgulho, dirão: eu não me
retiro. Tenho que dar o troco. Eis aí o orgulho supino, intelectualóide. Se não
eliminamos de nós mesmos o Eu do orgulho, é óbvio que tampouco jamais
conseguiremos a Liberação Final.
O melhor é que cada
qual diga o que tem que dizer e que não ponhamos objecções, porque cada qual é
livre para dizer o que quiser, simplesmente. Mas as pessoas vivem sempre
colocando objecções, objectam o interlocutor e objectam a si mesmas também.
Claro, isto não
significa que não exista agrado ou desagrado, é óbvio que existe. Suponhamos
que alguém coloca a qualquer um de nós para limar uma pocilga, onde vivem os
porcos, creio que este não seria precisamente um trabalho muito agradável.
Teríamos direito a
não considerar agradável, mas uma coisa é que o trabalho não nos pareça
agradável, e outra coisa muito diferente é que ponhamos objecções, que
comecemos a protestar: Mas que porcaria, meu Deus, nunca pensei que fosse cair
tão baixo; que desgraçado sou, etc., etc., limpando uma pocilga, onde foi que
vim parar?..
Com isto, a única
coisa que a pessoa consegue é fortalecer tremendamente
os eus da ira, do
amor próprio, do orgulho, etc.
Também o caso de uma
pessoa que, em princípio, nos desagrada. É que não vou com a cara desta
pessoa... Mas uma coisa é que não nos agrade, em princípio, e outra coisa é
estarmos protestando contra esta pessoa: É que não vou com a cara desta pessoa,
esta pessoa é um problema; e que fiquemos buscando subterfúgios para
apunhalá-la, para eliminá-la.
Com as objecções, a
única coisa que conseguimos é multiplicar a antipatia em nós, robustecer o Eu
do ódio, robustecer o Eu do egoísmo, o Eu da violência, o Eu do Orgulho, etc.
Como fazer nestes
casos em que uma pessoa não nos é grata? É que todos nós devemos conhecer a nós
mesmos, para ver porque não nos é grata uma tal pessoa. Pode acontecer que esta
pessoa está exibindo alguns dos defeitos que nós também possuímos.
Temos dentro de nós o
Eu do amor-próprio e, se alguém exibe alguns desses defeitos interiores, é
óbvio que não vamos com a cara desse alguém. De modo que, em vez de estarmos
colocando objecções à esta pessoa (protestando, brigando), mais vale nos
auto-explorarmos, para conhecer qual é o elemento psíquico que carregamos
interiormente e que origina esta antipatia.
Pensemos em que se
descobrimos tal elemento e o dissolvemos, a antipatia cessa. Mas se nós, em vez
de investigar a nós mesmos, colocamos objecções, protestamos, trovejamos,
relampejamos, contra a tal pessoa, fortaleceremos o Eu, isto é indubitável.
Dentro do mundo do
intelecto, não há dúvida de que estamos sempre colocando objecções. Isto produz
a divisão intelectual, a mente se divide entre tese e antítese, se converte em
um campo de batalha que destroça o cérebro.
Observem como as
pessoas que se dizem intelectuais são cheias de estranhas manias, alguns deixam
o cabelo desalinhado, se coçam espantosamente, fazem mil palhaçadas; claro, é
produto de uma mente mais ou menos deteriorada, destruída pelo batalhar das
antíteses.
Se a todo conceito
colocamos uma objecção, nossa mente termina brigando sozinha. Como
consequência, vêem enfermidades ao cérebro, as anomalias psicológicas, os
estados depressivos da mente, o nervosismo, que destrói órgãos muito delicados
como o fígado, o pâncreas, o baço, etc.
Mas se nós aprendemos
a não ficar fazendo objecções, e deixar que cada qual pense como quiser, que
diga o que quiser, terminarão as lutas dentro do intelecto e em seu lugar virá
uma Paz verdadeira.
A mente das pobres
pessoas briga o tempo todo. Briga consigo mesma espantosamente, e isto nos
conduz por um caminho muito perigoso, que leva a enfermidades do cérebro e de
todos os órgãos, destruição da mente, muitas células são queimadas inutilmente.
Há que viver em santa paz, sem fazer objecções, que cada qual diga o que quiser
e pense o que quiser. Nós não devemos fazer objecções, assim andaremos como
deve ser, conscientemente.
Temos que aprender a
viver. Infelizmente, não sabemos viver, estamos metidos dentro da Lei do
Pêndulo. Mas reconheço aqui, conversando com vocês, que não é coisa fácil não
colocar objecções.
Saímos daqui, tomamos
o nosso carrinho e logo adiante alguém vem e o fecha. Se não dizemos nada, pelo
menos tocamos a buzina em sinal de protesto. Ainda que seja buzinando, mas
protestamos.
Se alguém nos diz
algo, num momento que abandonamos a guarda, é certo que protestamos, fazendo
objecções.
É muito difícil,
espantosamente difícil, não fazer objecções. No mundo oriental já se reflectiu
muito sobre este assunto, e também no mundo ocidental. Eu creio que há vezes em
que é necessário apelar a um poder superior a nós mesmos, se é que queremos
liberar-nos desta questão das objecções.
Em certa ocasião, lá
pelas terras do mundo oriental, um monge budista ia caminhando, em um inverso
espantoso, cheio de gelo e de neve, de animais selvagens. Claro que isto
proporcionava sofrimentos ao pobre monge, que, naturalmente, protestava e
colocava objecções.
Mas o pobre teve
sorte. Quando estava quase desmaiando, lhe apareceu em meditação Amitaba
(Amitaba em verdade é o Deus Interno de Gautama, O Buda Sakyamuni) e lhe
entregou um Mantra para que pudesse manter-se forte e não fazer objecções, uma
ajuda para que ele não ficasse protestando toda hora, contra si mesmo, contra a
neve, contra o mundo.
Esse Mantra é
utilíssimo, vou vocalizar bem para que vocês o guardem na memória e para que
fique também gravado nas fitas que vocês trazem em seus gravadores: GAAAATEEEE,
GAAAATEEEE, GAAAATEEEE...
É melhor soletrar,
G A - T - E. Entendo que este Mantra
permitiu àquele monge budista abrir o Olho de Dangma, e isso é interessante, se
relaciona com a iluminação interior profunda e com o Vazio Iluminador...
Houve necessidade
dessa ajuda, porque não é tão fácil deixar de colocar objecções. Um momento em
que a pessoa se descuida da guarda, já está colocando objecções a tudo, à vida,
ao dinheiro, à inflação, ao frio, ao calor, etc., etc. Muitos protestam porque
está fazendo frio, ou porque está fazendo calor, protestam porque não têm
dinheiro, protestam porque um mosquito lhes picou, protestam por tudo.
Em realidade e de
verdade, quando alguém vive fazendo objecções, se prejudica horrivelmente,
porque o que ganha por um lado dissolvendo o Ego, está perdendo por outro lado,
com as objecções.
Se alguém está
lutando por não sentir ira, mas está fazendo objecções, pois o demónio da ira
volta a tomar força. Se está lutando terrivelmente para eliminar o demónio do
orgulho, se coloca objecções à má situação, a isto ou aquilo, volta a
fortalecer esse demónio. Se está fazendo um esforço para acabar com a
abominável luxúria, mas se num dado instante coloca objecções, porque a mulher
não quer ter relações sexuais com ele, ou a mulher, porque o homem não a procura,
e cinquenta mil objecções deste tipo, pois está fortalecendo o demónio da
luxúria.
Assim, se de um lado
estamos lutando por eliminar os agregados psíquicos e por outro os estamos
fortalecendo, simplesmente estancamos. Portanto, se vocês querem, em realidade
e de verdade, eliminar os agregados psíquicos, têm que acabar com essa questão
das OBJECÇÕES. Se não procedem assim, se estancam inevitavelmente, não vão
progredir de maneira alguma. Quero que compreendam isto de uma vez.
Bom, por hoje
terminamos esta cátedra, mas deixamos a porta aberta para
as perguntas que
possam ter...
“Mestre, se diz que o
silêncio é a eloquência da sabedoria, e também se diz que é tão mal calar
quando se deve falar, quanto falar quando se deve calar. Há vezes em que é
necessário falar, talvez em um momento de defesa, quando nos estão atacando,
talvez injustamente. Gostaria que me esclarecesse este aspecto”.
Alguém tem o direito
de falar, porque não é mudo e a língua é dele. Mas o que não é conveniente
jamais, para o nosso próprio bem,, é ficar fazendo objecções, ficar
protestando, trovejando e relampejando, porque está fazendo calor, ou porque
está fazendo frio, desgostado com tudo. Isto nos conduz, naturalmente, ao
fracasso. É necessário, repito, não fazer objecções.
Alguém deve dizer o
que tem que dizer, a verdade e nada mais que a verdade, e deixar aos outros a
liberdade de opinar como quiserem, porque cada qual é livre para dizer o que
quiser. Se alguém não procede assim, se toda hora está fazendo objecções,
destrói sua mente, destrói seu próprio cérebro e causa muito dano a si mesmo,
fortalece o Ego em vez de dissolvê-lo. Alguma outra pergunta?
“Há pessoas que vivem
convencidas de que a um momento de alegria segue um de tristeza. Isto é, se
programa neste sentido, não se colocam dentro do círculo protector.
Evidentemente, isto sucede a essas pessoas, de uma forma infalível, matemática.
Tanto é que não
desfrutam dos momentos de alegria, porque já estão fatalmente temendo o momento
de tristeza. Gostaria que esclarecesse um pouquinho isto”.
Estas pessoas dão
conta, realmente, de que tudo tem duas caras. Mas infelizmente não se colocam
no centro do círculo, no Tao. Quando alguém está no Tao, sabe que vai passar ao
redor de si mesmo, ao redor de sua própria consciência (dentro de si mesmo),
todos os acontecimentos da vida com suas duas caras, e sabe que são
passageiros.
Então, não se
identifica nem com uma cara nem com a outra. Reconcilia os opostos mediante a
síntese. Vejamos o caso de alguém que, por exemplo, está em uma grande festa
(muito contente, muito alegre); mas esse alguém, sabe que todo momento de
alegria é seguido por um de dor. Mas se essa pessoa está situada no centro, no
Tao, então reconcilia os opostos dentro de si mesmo, em seu próprio Ser, em sua
própria Consciência. Diz: Sei que a toda alegria sucede uma tristeza, mas nada
disso me afreta, porque tudo é passageiro, tudo passa; as pessoas passam, as
coisas passam, as ideias passam, tudo passa...
Portanto, pode
perfeitamente viver aquele acontecimento como deve ser. Uma reflexão assim
permitirá a tal pessoa estar no evento sem preocupação alguma. Está consciente,
sabe que está em um momento passageiro, não o alude, o entende, conhece suas
duas caras; simplesmente, o vice com a Consciência. Quando uma pessoa reflecte
assim, actua da mesma forma em que actua o coração, quando na diástole se abre
e recebe, acumula, organiza, elabora, para depois entrar em actividade com a
sístole...
Samael Aun Weor
JFM - Lisboa - Portugal
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